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ACORDOS & ALIANÇAS

A CHINA



Brasil & China



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Solenidade do Acordo Brasil - China

As comitivas brasileira e chinesa na solenidade de assinatura de acordos entre os
dois Países na Sala Hebei do Grande Palácio do Povo, em Pequim - 24 de maio de 2004.

(Foto Antônio Milena - ABr)



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Reunião em Brasília

Reunião com a Delegação da China para novos acordos entre os dois
Países
no Salão do Palácio do Planalto, em Brasília - 12 de novembro de 2004.
(Foto Antônio Milena - ABr)




INTRODUÇÃO

PAÍSES BALEIAS

A VIAGEM DE LULA EM 2004

COMPLEMENTARIEDADE

GRANDES PROJETOS

COMÉRCIO BRASIL-CHINA

A POTÊNCIA DO FUTURO

NOTÍCIAS EM 2005 E 2006

BIBLIOGRAFIA




CH




INTRODUÇÃO


O mundo sempre esteve dividido em grupos, polarizado, com objetivos comerciais e de acesso a mercados. Acordos comerciais e econômicos são uma tradição da humanidade e no Século XXI as Alianças Estratégicas serão cada vez mais estimuladas, procurando-se alcançar um planeta multipolar e mais seguro.


Enquanto o Brasil atual procura o mundo para exportar com todo seu vigor, formalizando diversos acordos em uma inédita movimentação mundial desde 2003, também prepara-se para ser a grande potência mundial no Agronegócio em um futuro de seca generalizada, petróleo caro e fortes mudanças econômicas. Veja os INDICADORES ECONÔMICOS do Brasil.


O Brasil vem buscando associar-se comercial e estrategicamente com os outros países do Estudo BRIC da Goldman Sachs (Brasil, Rússia, China e Índia), além da África do Sul, que já faz parte da Aliança do G-3, que também inclui a Índia, pois todos têm complementaridade entre si.


Portanto, essa iniciativa do Brasil em relação à China aponta no sentido de consolidação de um novo e promissor eixo de intercâmbio comercial, econômico, tecnológico, científico e estratégico de um promissor G-5 para um futuro mundo multipolar.



(Clique na foto abaixo para ver imagem gigante da Cerimônia)


 Em 24 de maio de 2004, os Presidentes da China, Hu Jintao, e do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, passam em revista as tropas formadas (PLA / PLA-N) diante do Grande Palácio do Povo, em Pequim, onde firmaram Aliança Estratégica entre os dois Países.

(Foto Antônio Milena - ABr)




(Clique na foto abaixo para ver imagem gigante)

Cerimônia Dragões da Independência

Em 12 de outubro de 2004, os Presidentes da China, Hu Jintao, e do Brasil,
Luiz Inácio Lula da Silva, assistem ao desfile de tropas da Guarda Presidencial -
Dragões da Independência - do palanque do Palácio do Planalto, em Brasília.

Veja DECLARAÇÃO do Presidente Lula.
(Foto U. Dettmar - ABr)



As conveniências para ampliar essa relação são facilmente identificáveis tanto para China, quanto para o Brasil. Mas o caminho a percorrer é longo. As exportações brasileiras para a China, apesar de estarem crescendo em grande ritmo, ainda são ínfimas. Conta-se nos dedos as empresas brasileiras presentes em território chinês. Os empresários chineses vendem muito aqui, mas ainda não há significativos investimentos diretos no País. Mas este é o FUTURO.


Em 22 de outubro de 2004, houve a assinatura do Acordo
de Cooperação mútua em assuntos relativos à Defesa, a ser implementado com a criação do Comitê Conjunto de Defesa Brasil-China (CCD).



Lula e Ministro Gangchuan (China)

Presidente Lula recebendo o Ministro da Defesa da
China,
General Cao Gangchuan, no Palácio do Planalto,
em Brasília, no dia 22 de outubro de 2004, poucos dias
antes da visita da comitiva presidencial chinesa.

(Foto de Marcello Casal Jr. - ABr)



Em 24 de março de 2006, foi inaugurada com uma primeira reunião em Xangai a Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Coordenação e Cooperação (COSBAN), também criada em 2004.



VP Alencar na China em 2006

Recepção ao Vice-Presidente José Alencar em Xangai, China, em 21
de março de 2006, para a instalação da Comissão Sino-Brasileira de
Alto Nível de Coordenação e Cooperação (COSBAN).
(Foto Aluizio Gomes de Assis - VPR -146.898)



Em nome do Presidente Hu Jintao, representado pelo ministro da Defesa, Cao Guangchan, e por Zeng Qinghong, ex-delfim de Jiang Zemin, foi recepcionado o Vice-Presidente e Ministro da Defesa brasileiro, José Alencar.


Os meios de comunicação chineses qualificaram de parceria estratégica as relações entre a China e o Brasil, com a chegada de Alencar. Um dos protocolos da parceria teria se referido à forma como a China ajudaria o Brasil a desenvolver seu programa nuclear.


As duas partes concordaram em intensificar a cooperação nos domínios político, econômico, comercial, científico, tecnológico, energético e mineral, continuar consolidando e aprofundando a parceria estratégica China-Brasil e impulsionar a cooperação com benefícios recíprocos.
 

Na ocasião, ambas as partes decidiram incluir nesta Comissão o mecanismo de consulta política entre os dois Países e de cooperação nos domínios econômico, comercial, científico, tecnológico, cultural e agrícola, bem como em tecnologia espacial.


Esta histórica reunião foi presidida pela Vice-Primeira-Ministra chinesa Wu Yi e o Vice-Presidente do Brasil, José Alencar Gomes da Silva.


Wu Yi disse que consolidar e aprofundar a parceria estratégica sino-brasileira, com base no respeito mútuo e benefício recíproco em pé da igualdade, corresponde aos interesses fundamentais dos dois povos e favorece o fortalecimento da cooperação sul-sul.


Alencar considerou que os dois Países intensificam a cooperação, sob a nova situação, o que contribuirá para a prosperidade e estabilidade do mundo. Ele desejou desenvolver ainda mais as forças latentes na cooperação bilateral.





PAÍSES BALEIAS


Uma grande Aliança Estratégica, englobando interesses comerciais, econômicos, tecnológicos e científicos entre os 5 Países BALEIAS - Brasil, China, Índia e Rússia - e mais África do Sul, vem sendo estruturada por seus governos desde 2003.


Em setembro de 2003, o Presidente Lula confirmou intensas negociações para a criação do bloco. Uma Aliança Estratégica entre Brasil e China estará sendo anunciada nesta viagem presidencial em maio de 2004, talvez já incluindo a China no G-3 (G-4). O próximo passo do grupo será incluir a Rússia (G-5).


Principalmente a integração econômica entre eles será interessante para todos, pois são complementares em sua grandeza. Esta ALIANÇA DOS PAÍSES BALEIAS promete revolucionar o mundo como hoje conhecemos, pois juntos formam o mercado gigante do futuro, com escala formidável e até inimaginável hoje.




A VIAGEM DE LULA EM 2004


Após receber grande comitiva chinesa em abril, em 24 de maio, o Presidente Lula desembarcou em Pequim em 22 de maio para dar mais um impulso a essa associação e a uma relação diplomática de 30 anos. Enorme comitiva estimada em 450 empresários, banqueiros e potenciais investidores - mais 8 ministros e 6 governadores - acompanhou a visita presidencial de 5 dias.



Desembarque Lula Sucatão

Desembarque do então SUCATÃO do Presidente Lula à China em 22 de maio de 2004.
(Foto Antônio Milena - ABr)



Chegada de Lula à China
Momento da chegada do Presidente Lula à China em 22 de maio de 2004.
(Foto Ricardo Stuckert - ABr)



Em seu programa de rádio de 17 de maio de 2004, Lula disse: "Esta viagem demonstra a certeza que têm o governo brasileiro e os empresários de que esta parceira estratégica que vamos fazer com a China pode ser muito importante para a economia brasileira". Esta foi considerada a viagem mais importante do governo de Lula.


A primeira notícia, ainda antes da viagem, foi a conclusão de uma aliança estratégica entre a PETROBRAS e a petroleira chinesa SINOPEC, que previa o fornecimento de petróleo brasileiro, e a atuação conjunta em atividades de exploração, produção e refino em todo o mundo, diluindo os riscos. No dia 23 de maio daquele ano, a Petrobras inaugurou um escritório em Pequim.


Foram iniciadas conversações com a China National Offshore Oil Company (CNOOC), para explorarem juntas petróleo no Mar da China - região que é de seu monopólio - e também na  Austrália, a Nigéria e a Indonésia. Havia ainda conversas com a estatal PetroChina.



Inauguração na China
Cerimônia de inauguração do Escritório da Petrobras na China em 23 de maio de 2004.
Presidente Lula, Primeira Dama D. Marisa e Ministros.
(Foto Ricardo Stuckert - ABr)



Na visita do Presidente Lula e do empresariado nacional à China, destacaram-se os seguintes acordos, entre muitos outros :

     g   Sistema de Preferências Tarifárias com o Mercosul,

     g   Parceria da BM&F com a Bolsa de Xangai e com a DCE (Soja),

     g   Parceria na construção de ferrovias no Corredor para o Pacífico,

     g   Criação de um Conselho Empresarial Brasil-China,

     g   4 Convênios entre Vale do Rio Doce e Grupos Chineses :

               
g   Shangai Baosteel (construção conjunta por US$ 1,5
                     bilhão de usina de aço no Maranhão para produção
                     de 3,8 milhões de toneladas/ano e supercargueiro de
                      540 mil toneladas por US$ 120 milhões),

 
                    g    Aluminium Corp. of China (exploração de bauxita e
                      produção de alumina em Barcarena, no Pará -
                      US$ 1 bilhão),


                g   Yankuang Group (produção e exportação de carvão
                     siderúrgico para o Brasil e terceiros mercados), e


                g   Yongcheng Coal & Electricity Group / Shangai Baosteel
                      + Yankuang (produção e venda de carvão mineral).


     g   BNDES e CITIC (desenvolvimento de projetos de financiamento
          de joint-ventures sino-brasileiras voltadas para a exportação),


     g   Acordo entre Cosipar e China Minmetals (aquisição de
          equipamento e tecnologia chineses e exportação de minério
          brasileiro para a China),


     g   Joint-Venture entre Companhia Brasileira de Bicicletas e Jinan
          Qingqi Motorcycle (produção de bicicletas e motos no Brasil), e


     g   Convênio de China National Machinery (CMEC) e Central
          Termelétrica do Sul (CTSul) para construção de usina térmica
          no Rio Grande do Sul.



No dia 24 de maio de 2004, em Pequim, os Presidentes Lula - do Brasil - e Hu Jintao - da China - firmaram uma Aliança Estratégica entre as 2 Nações.



Acordo Brasil - China
Pequim - Os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva
e Hu Jintao durante a assinatura de acordos Brasil-China.

(Foto Ricardo Stuckert - ABr)




O Comunicado Conjunto assinado pelos dois Presidentes selou a aproximação - política e comercial - entre os dois países: o compromisso do Brasil de avaliar a reivindicação chinesa junto à Organização Mundial do Comércio (OMC) para que o país seja considerado uma economia de mercado; a reafirmação pelo Brasil do princípio de "uma só China", incluindo expressamente Taiwan e Tibete, como unidade política e territorial inseparável; e o apoio chinês à tese do Brasil de uma reforma no Conselho de Segurança da ONU.


O documento sobre as relações bilaterais Brasil-China refere-se a 4 princípios:

     g   confiança mútua,

     g  
intercâmbio comercial,

     g  
cooperação internacional, e

     g  
contato entre as sociedades civis.




COMPLEMENTARIEDADE COM A CHINA



Em novembro de 2003, o Brasil propôs à China formar uma comissão de alto nível para estudar estratégias de parceria na área do AGRONEGÓCIO. O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Roberto Rodrigues, disse ao vice-ministro da Agricultura da China, Qi Lingfa, que a iniciativa se encaixaria no planejamento de longo prazo do Governo de Pequim.



Ciclistas em Pequim

A bicicleta ainda é o meio de transporte mais popular nas ruas de Pequim.
(Foto Antônio Milena - ABr)



Embora seja um gigante em extensão territorial, a China dispõe de uma parcela relativamente pequena de terras agricultáveis (sendo o maior produtor mundial), pois sua geografia é marcada por cadeias de montanhas e vastos desertos. Já o Brasil, além de contar com a melhor e mais eficiente agricultura tropical do mundo, ainda dispõe de milhões de hectares a serem explorados.


Em suma, casam-se a expansão da área agrícola no Brasil, com o crescimento da demanda da China por alimentos e energia (álcool e biodiesel). Estudava-se
montar um plano estratégico de 10 a 15 anos para apoiar o programa de desenvolvimento rural em ambos os Países com base na COMPLEMENTARIEDADE DE INTERESSES. Tal planejamento abrangeria apenas as áreas de alimentos e energia com produtos como café, carne, açúcar, algodão, milho, tripa suína, frutas, álcool e biodiesel.


Contudo, a exploração da complementariedade das economias brasileira e chinesa – e isso se aplica também à russa, à indiana e à sulafricana – pode ir muito além e em muitas outras áreas, como a industrial. Diversos passos nesse sentido vêm sendo cada vez mais registrados com a formação de joint ventures de capitais nacionais com empresas desses países e seus governos estão cientes do esplêndido potencial.


Essa virada no relacionamento entre o Brasil e a China, que saem de uma relação meramente diplomática e comercial para uma fase de expansão dos investimentos, está sendo acompanhada de um conjunto de propostas. A China quer reduzir sua dependência dos fornecedores e prefere associar-se a eles para garantir qualidade, preço e fornecimento a longo prazo.


Prospecta parceiros mundo afora para garantir suas demandas por matérias-primas e estancar seus suspiros inflacionário, pois a classe média vem consumindo de tudo como nunca e a inflação passou a ser um  fator de preocupação.




GRANDES PROJETOS



TRANSPORTE E LOGÍSTICA


Soja e minério de ferro respondem hoje por metade das exportações brasileira à China. O Brasil exportou para a China em 2003 6,1 mt de soja em grãos a um custo de US$ 1,3 bilhão e tornou-se o maior exportador mundial de soja. Teve grandes dificuldades de escoar essa soja para os portos. Tal volume cresceu 33 % em 2004 para 8,1 mt.


E ainda pretende dobrar toda a sua produção de grãos para atender a demanda geral da China, partindo para a ocupação do Centro-Oeste e gerando empregos em massa. Como existe muita dificuldade de infra-estrutura para a saída de mercadorias e o transporte acaba encarecendo os produtos, planeja-se a construção de 2 CORREDORES PARA O PACÍFICO, sendo uma rota para o Peru e outra  para o Chile.



Brasil e América do Sul

Brasil com Centro-Oeste em azul, e América do Sul.



Ao criar esses eixos de exportação via Oceano Pacífico, o Brasil encurtará os caminhos para enviar produtos para a China e a Índia, reduzindo os atuais custos de transporte e logística. Atualmente, a soja produzida no Centro-Oeste é levada em caminhões aos portos do Sul e do Sudeste, opção já hoje saturada.


Tal projeto estratégico será implementado pela iniciativa privada com recursos da ordem de US$ 9 bilhões. Além de construção de estradas para permitir que as mercadorias sejam escoadas pelo Oceano Pacífico, o projeto inclui a criação de estradas e a reforma de portos no Peru. Países da Comunidade Andina também estão interessados no projeto, que foi apresentado em 2003 ao Conselho Nacional de Desenvolvimento.


ALIANÇAS EM ENERGIA


1) PETRÓLEO E ENERGIAS RENOVÁVEIS



Brasil e China desenvolvem intensos estudos conjuntos para uma revolucionária aliança estratégica na área de energia. O primeiro passo para tal será a aliança entre PETROBRAS e SINOPEC e os seguintes com a CNOOC e com a estatal PetroChina.


Acontece que a China de 2005 sente muito a falta de energia para continuar crescendo sem provocar inflação, pois era exportadora líquida
de 3 milhões de barris/dia de petróleo por volta de 2001 e em 2005 passou a importar liquidamente 4 milhões de barris/dia, já consumindo 7,5 mb/dia. E trata-se do 5º maior produtor mundial com 3,5 mb/dia, basicamente extraídos em terra.



Petróleo na China

A China é experiente em extrair seu petróleo
em terra. Sua produção de
3,5 mb/dia
representa quase o dobro da brasileira hoje.




Vem desenvolvendo diversas alternativas de suprimento. O petróleo pesado do Campo de Marlim é o ideal para as suas usinas termelétricas e para o diesel. Assim, a Petrobras vendeu-lhes mais de US$ 500 milhões no ano de 2004, com grandes previsões de incremento nas vendas.


Em 2004, a China aumentou suas importações diárias de petróleo em 40 % sobre 2003, atingindo 2 mb/dia, tornando-se o 2º maior importador de petróleo do mundo (já importa 30 % do consumo interno). Importa hoje 80 % do Oriente Médio, dependência que deseja reduzir. Até 2010, deverá estar importando mais de 5 a 10 mb/dia.


Por último, a China prepara-se para liderar uma revolução energética mundial, com grandes investimentos em energias renováveis. Promove a energia eólica e precisa diversificar sua matriz energética para biocombustíveis como o álcool anidro (mistura), o etanol e o biodiesel, todos podendo ser largamente produzidos pelo Brasil e distribuídos pela Petrobras, em escalas hoje imensuráveis.



Presidentes Jintao, Lula e os Girassóis

Em 12 de outubro de 2004, os Presidentes Jintao e Lula
da Silva reúnem-se no Palácio do Planalto, em volta de arranjo floral
de GIRASSÓIS, uma das melhores alternativas para o
BIODIESEL.
(Foto Antônio Cruz - ABr)



Nesse caminho, as 3 companhias chinesas foram convidadas a participarem com a Petrobras da 7ª Rodada de Licitação de Petróleo no Brasil em 2005. A própria ministra Dilma Roussef convocou os empresários chineses. Serão licitados centenas de blocos em terra e no mar. Há oportunidades para grandes, pequenas e médias empresas, de acordo com volume e risco de investimento envolvidos.


O Brasil exportou para lá mais de 500 milhões de litros de etanol em 2004, mas o potencial do mercado local é muito maior, pois existem 171 cidades chinesas com mais de 1 milhão de habitantes e já graves problemas de poluição, como a causada por seus milhões de veículos de todos os tipos.



As vendas de petróleo do Brasil para a China aumentaram 843 % em 2004, de US$ 22 milhões para US$ 210 milhões, apesar de o preço do frete ter dobrado.



2) ENERGIA NUCLEAR


No dia 25 de maio de 2004, foi anunciado um possível acordo nuclear, envolvendo a avançada e desejada tecnologia brasileira de centrifugação para produção de urânio enriquecido a ser feita em escala industrial, a fim de alavancar a construção de usinas nucleares no Brasil e até 11 previstas na China, sendo 4 a curto prazo.


Para se ter uma idéia de sua economia, o processo hoje utilizado pelos EUA tem um custo 25 vezes maior que o brasileiro.


Para avançar em seu hoje fechado e atrasado programa nuclear, o Brasil estima precisar de US$ 3 bilhões só para a conclusão da Usina de Angra III e para a construção do eterno submarino movido a energia nuclear (SNB) em tempo mais razoável (5 anos).


Em seguida, comissões técnicas de Brasil e China reuniram-se para discutirem a questão aeroespacial e o Brasil recebeu o alto escalão da Ciência e Tecnologia da China para tratar do acordo nuclear.




Entrevista Coletiva Lula - Xangai 26 maio 2004

Entrevista coletiva do Presidente Lula em Xangai - 26 de maio de 2004.
(Foto Antônio Milena - Agência Brasil)



Embora muitos pensem o contrário, essa cooperação não deverá promover a transferência para o Brasil do sofisticado conhecimento que permitiu à China construir uma notável força baseada em mísseis atômicos de longo alcance.


Os chineses enriquecem o urânio empregando a estimulação por meio de feixes de luz laser - talvez sejam os únicos a fazer isso com sucesso - e teriam também descoberto um procedimento novo, apenas conhecido como TAMBOR.


A China dispõe hoje de um arsenal nuclear formado por 30 mísseis intercontinentais CSS.4 e CSS.9 montados em plataformas móveis e capazes de atingir os EUA. Além deles, as Forças Estratégicas Populares contam com 110 armas de alcance intermediário com raio de ação sobre a Ásia e a Australásia. Cada míssil carrega três ogivas de 1 megaton.


Um submarino de propulsão atômica, o Xia, navega em missões de três a seis meses levando 12 mísseis CSS.N3. Outros meios de lançamento - fragatas com mísseis táticos de cruzeiro, unidades de artilharia e de defesa costeira - acumulam outras 298 armas nucleares de diversos tipos.




DESENVOLVIMENTO DE SOFTWARE


Em 2004, a administração federal brasileira iniciou gigantesca migração para o sistema operacional livre LINUX, com código aberto e licença pública. Com isso, o desenvolvimento local de software vem sendo extremamente ampliado.


Brasil e China desenvolvem desde 2003 uma parceria para cooperação em tecnologia da informação e a implantação de centros de internacionalização de produtos e serviços de software.


No Brasil, foi instalado um centro em Campina Grande (PB), pela Sociedade para Promoção da Excelência do Software Brasileiro (SOFTEX). Esse centro poderá ter importância chave nesse processo de democratização da informática.




COMÉRCIO BRASIL-CHINA



O Brasil obteve um inédito saldo em seu comércio com a China em 2004, de US$ 1,7 bilhão. Espera-se que nos próximos anos, tais saldos e o comércio total venham a ser muito maiores ainda, com a nova Aliança Estratégica de maio de 2004.


Em 2004, 53 % das exportações para a China foram de produtos industrializados, e 47 % de produtos básicos. Desses 47 %, 44 % devem-se a apenas 2 produtos : soja e minério de ferro.


Enquanto isso, a China, exportou para o Brasil 96 % em produtos industrializados.


Projeção do Potencial de Comércio
BRASIL-CHINA - US$ Bilhões



ANO EXP
IMP
TOTAL
SALDO
2001
1,9  1,3
3,2
0,6
2002
2,5
1,5
4,0
1,0
2003 4,5
2,1
6,6
2,4
2004 5,4
3,7
9,1
1,7
2005
6,8
5,3
12,1
1,5
2008 *
20,0
5,0
25,0
15,0
2012 *
300,0
50,0
350,0
250,0

* Projeções de ECONOMIA BR com Aliança Estratégica.


Apenas como comparação, a China exportou para o mundo US$ 249 bilhões em 2002, US$ 438 bilhões em 2003 (avanço de US$ 189 bilhões em um ano), e US$ 593,4 bilhões em 2004 (mais US$ 155,4 bilhões), enquanto o Brasil lutava para atingir seus suados US$ 96,5 bilhões em 2004, significando apenas 16 % das exportações chinesas anuais.


Em 2004, a China obteve exportações de US$ 593,4 bilhões, importações de US$ 561,4 bilhões, saldo comercial de US$ 32 bilhões, e comércio total de 1,154 trilhão.




A POTÊNCIA DO FUTURO



Tudo em relação à pujança da China de hoje deve-se, basicamente, aos baixíssimos salários pagos aos seus trabalhadores, já que, em regime comunista, o estado cede quase todas as necessidades do povo. Isso é dumping. Na indústria automobilística, a jornada-padrão sai por US$ 360 na Alemanha, US$ 55 no Brasil e apenas US$ 15 na China. Isso explica tudo.


Com a aceitação desse quadro pelo mundo, a China é hoje um caso exemplar de pujante crescimento econômico para o Brasil e para todos. A locomotiva chinesa acumula expansões sucessivas em seu PIB nos últimos 23 anos, com uma média de crescimento de 9 % nos últimos anos. Sua a
gricultura (esgotada) é a maior do mundo, produzindo 20 % de todos os grãos, 30 % de todos os legumes e 28 % de toda a carne do planeta.


Suas exportações saltaram de pouco mais de US$ 18 bilhões em 1980, ponto de partida das reformas liberalizantes de Deng Xiaoping, para US$ 593,4 bilhões em 2004.


Em maio de 2005 já dispunha da segunda maior reserva de divisas do mundo, com US$ 609,9 bilhões; a maior ainda era a do Japão. Ao final de 2005, a China já atingia a impressionante cifra de US$ 818,9 bilhões.


Finalmente, em fevereiro de 2006, a cifra foi a US$ 853,7 bilhões e a China passou ao primeiro lugar mundial. Ela detém grande parte dos títulos da dívida dos EUA.


É responsável por 7 % do consumo mundial de óleo cru, por 31 % de carvão e por 27 % de aço. Sua 
indústria é a 4ª maior do planeta, atrás apenas dos EUA, Japão e Alemanha. Por enquanto.



Lula aplaude Acordo Brasil - China

O Presidente Lula aplaudindo a assinatura do Acordo Brasil-China
em solenidade na Sala Hebei do Grande Palácio do Povo, em Pequim,
tendo parcela de enorme mural com a Grande Muralha da China ao fundo.

(Foto Antônio Milena - Agência Brasil)



Os contrastes sociais são semelhantes aos brasileiros, porém em escala grandiosa. De sua população de 1,3 bilhão, 250 milhões vivem com padrão de classe média alta. Outros 300 milhões ainda estão abaixo da linha de pobreza. A renda per capita é de apenas US$ 5.000. A brasileira é de US$ 7.600, também baixíssima. O desemprego é baixo e os salários também o são; e as relações trabalhistas têm poucas garantias e direitos.


Alguns efeitos perversos do forte crescimento chinês têm sido o aumento das cotações mundiais de várias commodities (petróleo, minério de ferro, soja, etc.), sistema bancário insolúvel e pressões inflacionárias pelo forte aumento do consumo
. São fatores que podem levar uma crise local ou mundial em algum momento.


A China tem uma das civilizações mais antigas do mundo e nasceu na grande planície banhada pelo Rio Amarelo. Passou por 19 dinastias. Nas dinastias Han e Tang, épocas prósperas da sociedade feudal chinesa, as técnicas agrícolas, artesanais e a construção naval tiveram grande desenvolvimento. Foi invadida pelos japoneses na 2ª GM e desde 1949 é um País comunista.



Mapa da China

A China em amarelo e seus igualmente grandes vizinhos.




NOTÍCIAS EM 2005 E 2006

VALOR ON LINE 15-09-2005
Grandes projetos com a China não saem do papel
Vera Saavedra Durão e Chico Santos Do Rio


A expectativa de que a China se tornasse um importante parceiro do Brasil em projetos de infra-estrutura está se frustrando. Até agora, nenhum dos grandes acordos firmados em setores estratégicos como petróleo, gás, minério e soja se viabilizou. Apenas quatro, entre os maiores empreendimentos, representavam investimentos de quase US$ 8 bilhões. Muitos deles foram discutidos durante a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Pequim, no ano passado.


Renato Amorim, secretário-executivo do Conselho Empresarial Brasil-China, reconhece que a lista de investimentos concretos dos chineses no país é pequena. Um dos projetos que não saiu do papel é a parceria da Sinopec com a Petrobras no Gasoduto do Nordeste (Gasene). Segundo Amorim, ela "está sendo reestudada devido ao preço do aço, que encarece muito o investimento". Ainda assim, a estatal brasileira afirma que o projeto estará pronto em 2008.


A Petrobras também praticamente sepultou a idéia de fazer uma associação com os chineses da mesma Sinopec para o ambicioso plano de construção de uma refinaria petroquímica de óleo pesado no Rio de Janeiro. Nesse projeto, estimado em US$ 3 bilhões, o desencanto veio da área tecnológica. Os observadores da estatal que foram conhecer as instalações chinesas voltaram com a impressão de que, nessa área, o Brasil tem mais a ensinar do que a aprender.


Outro projeto ainda na gaveta é da Baosteel: uma siderúrgica a ser construída em São Luís, no Maranhão, em sociedade com a Companhia Vale do Rio Doce - um investimento de US$ 2,4 bilhões. Já a construção de uma refinaria de alumina em Barcarena, no Pará, associação da Vale com a Aluminum Corporation of China Limited, está em fase de estudo de viabilidade. De acordo com a mineradora, os chineses são muito lentos em suas decisões de negócios.





DADOS MAIS IMPORTANTES



Nome: República Popular da China (RPC)
Governo: Partido Comunista da China (fundado em julho de 1921)
Dados da CIA sobre a >> CHINA

Área: 9,5 milhões de km2
População: 1,3 bilhão, sendo 62% rural e 38% urbana
Densidade populacional: 136,3 habitantes por km2
População economicamente ativa: 750 milhões  (58 % de 1,3 bilhão)
Classe média: 120 milhões de pessoas em 2004 (exagero = 300 milhões)
Desemprego: 10% na zona urbana

Área plantada em 2004: 130 milhões de hectares


Moeda: Renminbi (RMB) ou Iuan
Cotação - US$ 1 = 8,28 Iuans (fixa entre 1994 - em 57 % abaixo do Dólar -
                                             e julho de 2005)
Cotação -  
R$ 1 = 2,87 Iuans

No dia 21 de julho de 2005, terminou o congelamento do Iuan imposto pelo governo chinês, sendo a moeda imediatamente apreciada para 8,11 Iuans por Dólar. Em maio, a China já passara a aceitar fazer negócios com oito diferentes moedas, mas não mexera nas cotações.


Inflação: 1,8 % em 2005 / 3,9 % em 2004 / 1 % em 2003  / 
- 0,8 % em 2002  /  0,7 % em 2001

PIB 2005: US$ 2,230 trilhões - 5º maior do planeta. A França e a Itália foram ultrapassadas em 2005. Há ainda previsões de que ultrapasse o Reino Unido em 2006, a Alemanha em 2009, o Japão em 2017, e os EUA em 2029 (pelo PPP, seria ainda em 2025)

Reservas de Divisas em 2005 : US$ 818,9 bilhões
Reservas em fevereiro de 2006 : US$ 853,7 bilhões = 1º lugar mundial
Reservas em 2006 : US$ 1,066 trilhão (igual ao PIB NOMINAL do Brasil)

IED - Investimento Estrangeiro Direto em 2003: US$ 53,5 bilhões

Estoque Total de IED: US$ 443 bilhões
IED em 2004: US$ 60,6 bilhões
IED em 2005: US$ 60,3 bilhões

Crescimento em 2004 : 9,5 %
Crescimento em 2005 : 9,9 %
Crescimento em 2006 : 10,7 %
Crescimento previsto para 2007 : 14,0 %



Mapa da China



Grau de abertura da economia: 60 %
Ano de Ingresso na OMC: 2001

Comércio Exterior em 2004
Exportações : US$ 593,4 bilhões
Importações :US$ 561,4 bilhões
Saldo Comercial : US$ 32 bilhões
Comércio Total : 1,154 trilhão

Comércio Exterior em 2005
Exportações : US$ 762 bilhões
Importações : US$ 660,1 bilhões
Saldo Comercial : US$ 101,9 bilhões
Comércio Total : 1,422,1 trilhão

Comércio Exterior em 2006
Exportações : US$      bilhões
Importações : US$      bilhões
Saldo Comercial : US$     bilhões
Comércio Total : 1,750 trilhão




Importações Chinesas do Brasil: US$ 4,5 bilhões em 2003 (30 % da AS)
Participação do Brasil nas Importações Chinesas : 1 % em 2003


Slide Shows da Visita de Lula
(Globo.Com / cadastro gratuito) :

1)
PEQUIM

2)
PRAÇA CELESTIAL




BIBLIOGRAFIA


1) Site muito completo sobre a China
:

Yellow River Home Page


2) Puerto Rico Herald :


The China Challenge


3) Guerrilla News Network :

The Real China Threat


4) Defesa Net - Tradução de matéria do The Economist :

"Amor" entre Brasil e China Está Perto do Fim



5) UFJF - Texto em PDF de Daniel P. Erikson :

Um Dragão Nos Andes ?







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