EDUCAÇÃO,
CONHECIMENTO
&
ESPORTES
EDUCAÇÃO & CONHECIMENTO
Volta ao Economia Brasileira no Futuro
Para o Brasil criar um gigantesco Mercado Interno, com alta renda e completa inclusão social, sem exceção de raças, o primeiro passo será UNIVERSALIZAR a educação, com grande acréscimo no tempo e na qualidade de estudo.
Serão mais de 180 mil escolas que o Governo equipará com computadores e serviços de acesso à Internet em banda larga, a partir de 2006, com recursos do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (FUST).
O segundo passo será distribuir conhecimento a todas as demandas, com amplos investimentos em centros de pesquisa, mestrados, doutorados, bibliotecas, museus, internet universal, etc.
A cultura nacional, nas áreas de televisão, cinema, música e literatura, será valorizada e reconhecida como setor estratégico para o desenvolvimento do País, com direito a empréstimos especiais e subsídios. Em contrapartida, todos participarão do esforço nacional pela universalização da educação & conhecimento.
Universalmente, toda criança em qualquer localidade (principalmente no Norte, Nordeste e grandes favelas metropolitanas), terá creche a partir de 1 ano de idade, onde receberá todos os cuidados para seu perfeito desenvolvimento físico, emocional, intelectual e ético.
A completa falta de ÉTICA observada hoje na sociedade brasileira, em todos os locais e níveis sociais, tem conduzido os mais jovens a crescentes cenários de degradação humana e à visível desestruturação desta mesma sociedade. O Brasil inteiro carece de uma urgente política educacional voltada para os muitos valores essenciais.
Os mais de 2 milhões de Professores dos ensinos infantil, fundamental, médio e profissionalizante serão prorizados, treinados e acompanhados por um consórcio nacional de grandes Universidades, coordenado pelo MEC, como já começa a ser desenvolvido em 2004.
Mães carentes serão estimuladas e apoiadas para poderem oferecer o melhor atendimento a seus filhos, serão educadas e também instruídas a como fazerem o necessário planejamento familiar, em prol de um futuro melhor, como já é de praxe nas classes mais favorecidas.
Para os necessitados, através do Programa BOLSA FAMÍLIA, será implantado ensino obrigatório de 14 anos de duração, com acréscimo de mais 2 anos de formação técnica profissionalizante para quem não for cursar ensino superior, com amplo acesso.
A formação pré-escolar será feita dos 3 aos 5 anos de idade e dará início a todo um urgente embasamento ético e moral tão necessário ao desenvolvimento de uma Nação. O ensino fundamental terá início mais cedo, aos 6 anos, indo aos 13 anos. O ensino médio será feito entre 14 e 16 anos. Teremos 3 + 8 + 3 anos = 14 anos. Mais 2 = 16 anos no total.
Será estimulado o ensino superior para triplicar até 2013 as 3 milhões de vagas atualmente disponíveis, universalizando o acesso (cotas e cursinhos pré-vestibulares, como na UERJ e na USP) e manutenção dos estudantes carentes e provocando uma real redistribuição da renda nacional. Igual esforço será aplicado a níveis de mestrado e doutorado.![]()
Introduzir-se-á formação profissionalizante, em grande parte voltada para o futuro no campo e nas milhares de pequenas cidades, inicialmente, através das Forças Armadas para todo o contingente potencial anual, homens e mulheres (quadro superior a 2,5 milhões de pessoas), com verbas externas (ao seu orçamento) adequadas.
CÍRCULO VIRTUOSO
Transformar-se-á o programa social de Bolsa Família - lançado em outubro de 2003, em uma alavanca para o crescimento sustentável de comunidades e regiões, com o desembolso de verbas ligado ao incentivo e à exigência de contrapartidas, como educação formal, formação profissional, saúde preventiva e planejamento familiar com controle de fertilidade consciente e responsável feito pelas próprias famílias (justo acesso a métodos anticoncepcionais largamente usados pela classe média).
Com essas contrapartidas, construir-se-á um CÍRCULO VIRTUOSO, levando milhões de excluídos a uma grande Reforma Agrária, e incluindo-os na organização de milhares de cooperativas no campo, pelo País, até mesmo com a ajuda dos projetos de biodiesel do Governo, como o da mamona.
Consequentemente, as grandes cidades sofrerão um positivo processo de emigração (para fora) dos explosivos excessos populacionais atuais, com estímulos indenizatórios. A renda nas cidades poderá voltar a crescer, trazendo novo desenvolvimento e qualidade de vida, fundamentais.
Com somente US$ 4 bilhões anuais, será possível atingir um universo de 68 milhões de pessoas (em núcleos de 15 milhões de famílias). Em junho de 2004, o Bolsa Família já abrigava 4 milhões de famílias em 5.463 municípios.
Tal investimento trará resultados por todos os lados: sociais, educacionais, econômicos (PIB), financeiros e produtivos. O tempo previsto de retorno dessa política de criação de um gigantesco Mercado Interno era de 5 anos e deverá estar 100 % implementado a partir de 2006.
O pagamento de juros e amortizações da dívida pública interna do País custa ao Tesouro hoje 30 % do Orçamento do Governo Federal. Somente um mês desse pagamento corresponde a todo o gasto anual do SUS, como mostra essa incrível tabela :
PERÍODO GASTO ANUAL COM
1 mês de juros =
Sistema do SUS
10 dias de juros =
Programa Bolsa Família
1 semana de juros =
Brasil Escolarizado 1 dia de juros =
Construção de Casas Populares
1 hora de juros =
Conservação de Museus
1 minuto de juros =
Política de Direitos Humanos
Outro aspecto fundamental é pagar aos vereadores de cidades de todos os tamanhos apenas ajuda de custo, sem quaisquer outras remunerações ou verbas de gabinete e assessores, pois contarão com suporte básico de suas câmaras, as quais não poderão custar mais de 1 % da arrecadação municipal.
Todos os motivados vereadores trabalharão normalmente, pois haverá somente 2 reuniões semanais e noturnas. Com toda essa economia, poder-se-á construir e manter creches + pré-escolas + escolas e salários dignos aos professores para a tão difícil universalização do ensino a partir de 1 ano de idade, como acima referido. Assim, não haverá mais a menor falta de verbas para o que interessa ao País.
GESAC
A população começou em 2005 a desfrutar do projeto Governo Eletrônico – Serviço de Atendimento ao Cidadão (GESAC), o maior programa de inclusão digital do País. Tal programa atinge atualmente 3,2 mil comunidades, entre escolas municipais e estaduais, sindicatos, e prédios de ONGs.
Hoje a rede completa do programa possui 18 mil computadores conectados. Até o final de 2005, a rede completa terá 19,2 mil computadores com pontos de presença, formando a maior rede pública de conexão à sociedade da informação, que saltará de 4 milhões para 6 milhões de cidadãos atendidos no Brasil.
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FALTA QUERER
Correio Braziliense - 16 de agosto de 2007
Cristovam Buarque
Professor da Universidade de Brasília (UnB) e senador pelo PDT-DF
A Câmara dos Deputados realizou nesta semana oportuno debate com uma pergunta: “Por que a educação deu certo em outros países e não deu certo no Brasil?” A resposta exige apenas três palavras: “Porque eles quiseram”. A pergunta então é: “Por que não quisemos?”
Por quatro razões: primeira, cultural. Não somos um povo, elite e massa, com visão e sentimento de que educação é um valor fundamental. Para nós, educação é, no máximo, um serviço público, como água, esgoto; com valor inferior aos investimentos na infra-estrutura econômica, como energia, transporte, estrada, portos, aeroportos, bancos, e inferior também aos bens de consumo. Nenhuma família brasileira compraria uma televisão em uma loja parecida com a escola onde deixa seus filhos.
Faz parte da cultura brasileira ver a educação como capítulo secundário ao propósito de renda, patrimônio, bem-estar, soberania, justiça, democracia. O padrão de beleza é físico, jamais um jovem é tido como atraente por seus conhecimentos, por suas notas na escola. As novelas mostram seus heróis com base na riqueza, na saúde, no corpo atlético, nunca na formação literária, filosófica ou científica. E, se fizer essa inversão, parecerá falso.
Mesmo aqueles que se preocupam com a educação dos filhos olham menos o conhecimento que terão do que as vantagens salariais que poderão obter com seus conhecimentos. Por isso, no Brasil, o interesse é maior com o diploma do que conhecimento.
A segunda razão é histórica. A cultura é conseqüência da história. A população deseducada não dá valor à educação. A má escola de hoje é vista como boa, porque os pais nada tiveram, agora seus filhos têm onde ficar, comer e ter a impressão que estudam. A exclusão gera a aceitação da exclusão, como as castas na Índia. No Brasil, os pobres vêem as boas escolas como um direito apenas dos filhos dos ricos, e os ricos acham que basta educar seus filhos. Os primeiros acham que não é possível uma boa escola para todos, os outros acham que não é preciso.
Terceira, política. Somos um povo dividido entre elite e povão. E historicamente a vontade política é orientada para atender aos desejos da minoria privilegiada, não às necessidades das massas excluídas. Isso vale tanto para os produtos da economia, que atendem ao mercado formado pela renda dos ricos; como para os serviços sociais: moradia, água, esgoto, transporte, cultura e também educação.
Por isso, os aeroportos, por exemplo, são federais, mas as rodoviárias, municipais ou estaduais; as universidades, as escolas técnicas são federais, mas as escolas básicas, municipais ou estaduais. Quando os aeroportos entram em crise, o ministro é substituído, surge dinheiro para novas pistas, trens para levar os passageiros da cidade a novos aeroportos. Mas a tragédia educacional das greves se arrasta por meses sem qualquer ação da parte dos governos, especialmente o federal.
Quarta, abandono. Na educação, décadas de abandono fizeram com que o abandono gerasse um descaso ainda maior. O abandono provocou greves, as greves provocam mais abandono; o mesmo se passa com os baixos salários, e a perda de interesse dos professores, com as más condições dos prédios, com o roubo de equipamentos; com a violência.
São essas as principais razões que impedem o Brasil de dar o salto na educação: por falta de uma consciência social que nos impede de ter a vontade política coletiva de mudar. Por isso é tão difícil fazer a revolução educacional no Brasil. Não é porque não sabemos como fazer, é porque ainda não nos convencemos de que é preciso fazer.
A saída é fazer da educação uma questão nacional, fazer da escola uma responsabilidade federal. Tomar a decisão de que as escolas terão a mesma qualidade, independente da família em que a criança nasceu e da cidade onde vive. O desafio é convencer o povo de que isso é possível e preciso.
A maior tarefa de quem quiser mudar a educação brasileira é assumir o papel de educacionista, convencer, conscientizar os brasileiros de que é preciso e é possível, fazer essa revolução. Só mudando a cabeça do Brasil é que vamos educar as cabeças de nossas crianças, com a qualidade e a igualdade de que o Brasil precisa.
ESPORTES
Como começou a ser feito em todo o País em 2003, esportes de todos os tipos vêm sendo oferecidos a milhões de crianças antes ou depois das aulas, com o Projeto SEGUNDO TEMPO, para que possam estar livres de pressões malignas e até construírem carreiras esportivas visando a um digno Esforço Olímpico Nacional.
Este programa deveria contar com total apoio e estrutura dos 3 níveis de governo e financiado por elevados impostos sobre jogos (bingos sem máquinas) e loterias regularizados, federais e estaduais.
O esforço esportivo de milhares de atletas deverá ser finananciado um dia pelo Governo Federal através do programa BOLSA ATLETA, sancionado pelo Presidente Lula em 9 de julho de 2004.
Entretanto, somente em 25 de julho de 2005 foram entregues cartões magnéticos para somente 300 escolhidos entre 10 mil inscritos, devendo chegar a 1 mil até o final do ano.
Em 2006, deveriam ser 1,3 mil atletas, com investimento anual de R$ 15 milhões. Tuso isso ainda corresponde a uma fase embrionária do programa.
O Brasil poderá programar o avanço deste programa em diversas fases (A a E abaixo), podendo ter como política atingir futuramente até 50 mil atletas com os seguintes custos anuais somente com o BOLSA ATLETA :
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Presidente Lula discursa para atletas olímpicos após sancionar
a Lei Bolsa Atleta, no Palácio do Planalto, em 9 de julho de 2004.
(Foto Antônio Cruz - Agência Brasil - 41732)
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CATEGORIA
A
B
C
D
E
TALENTO
6.000
8.000
15.000
20.000
26.000
NACIONAL
2.500
4.000
5.500
9.000
12.000
INTERNACIONAL
1.000
2.000
3.000
4.000
8.000
OLÍMPICO
500
1.000
1.500
2.000
4.000
TOTAL
10.000
15.000
25.000
35.000
50.000
CUSTOS ANUAIS -
EM R$ MILHÕES
75,6
128,4
199,2
279,6
458,4
Baseado em comprovação de índices olímpicas por entidades esportivas, os atletas recebem bolsas em diversos níveis : R$ 300 para categoria talento estudantil; R$ 750 para atleta nacional; R$ 1.500 para atleta internacional; e R$ 2.500 para atleta olímpico e paraolímpico. As empresas passam a ter benefícios tributários para investirem em esportes olímpicos.
No mesmo sentido, serão criados programas para ensino de xadrez, música e dança nas escolas, como já ocorre em diversos locais.
POLÍTICA NACIONAL DO ESPORTE
O Presidente Lula lançou em São Paulo, no dia 19 de agosto de 2005, a Política Nacional do Esporte, que tem como objetivo incluir a criança e o adolescente no esporte e no lazer, levando-lhes cidadania e permitindo o desenvolvimento humano.
Pela primeira vez se tem Ministério do Esporte com uma política nacional voltada para a área, como acontece com a saúde e a educação. Com essa política, o esporte passou a ser visto como uma ferramenta de desenvolvimento humano e o Governo espera universalizar o acesso da prática esportiva, ajudando no desenvolvimento humano, na inclusão social, na melhoria da qualidade de ensino e na promoção de saúde da população.
A inclusão vai se dar por meio de programas como o SEGUNDO TEMPO, que tem como meta até o fim do Governo Lula atingir a 2 milhões de crianças. Em 2005, esse já era o maior programa sócio-esportivo do mundo, com 1 milhão de crianças e adolescentes que fazem, no contra-turno da escola, esporte, reforço escolar e alimentar.
Isso ajuda a melhorar a qualidade do ensino, a auto-estima da criança, a tirar da rua, faz uma ação de prevenção ao uso de drogas, à violência, à prostituição, à gravidez precoce. Estando ocupados, num turno na escola, no outro fazendo esporte, que é uma coisa prazerosa, que a criança quer e gosta de fazer, é evidente que estamos utilizando a ferramenta ‘esporte’ para o desenvolvimento integral.
A política nacional mudará radicalmente a forma de compreender a área esportiva. Deixará de ser algo secundário voltado para quem tem condições financeiras, para ser um direito de cada cidadão. Essa decisão deve repercutir em todos os atos, em orçamentos progressivos, crescentes.
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Entretanto, pouca coisa se viu durante o Pan-Americano 2007 no Rio de Janeiro, em que muitos medalhistas de ouro jamais viram sequer sombra de qualquer verba federal de apoio.
A Economia Brasileira Hoje