Uma
política de preços mínimos passou a ser praticada para estimular a produção, e
para que o País deixasse de importar e passasse a exportar em larga escala, a
médio prazo, pois o tempo é curto (vide CHINA abaixo).
Devido à sua fantástica produtividade, o Brasil assusta outros competidores, que temem perder mais e
mais mercado em um mundo em
crescente aquecimento e secas. Esse é o motivo da onda
protecionista nos EUA e na UE,
que colocaram em risco
a Rodada de Doha na OMC.
Enquanto não houver avanços
para um acordo na agricultura, não haverá acordos.
Por outro lado, estima-se que, em
2018, a CHINA estará
importando mais que 2 bilhões de toneladas de alimentos. O que e o quanto poderá a
Índia e o resto da Ásia estarem necessitando importar nessa mesma
época ? E o Oriente
Médio ? E a cansada, velha, exigente e rica Europa ? E os gordos
consumistas americanos ?
A produção agrícola mundial não
conseguirá acompanhar o crescimento do consumo até 2018,
sendo que a agricultura da CHINA (sua planície norte é responsável por 1/3 da colheita de
grãos do mundo)
deverá, inevitavelmente, entrar em colapso por falta de
água.
Seus lençóis
freáticos serão totalmente exauridos, o que
levará a uma explosão mundial nos preços dos
alimentos. O quase
incomensurável mercado consumidor chinês terá
saltado de 400 milhões de pessoas (de 1,3 bilhão de
habitantes) para mais de 1,5 bilhão de consumidores com alto
poder aquisitivo e de hábitos alimentares bastante exigentes, se
comparados com os parcos hábitos atuais.
SALDO DA BALANÇA DO
AGRONEGÓCIO
O
Agronegócio atingiu em 2006 um forte superávit comercial
de US$ 42,7 bilhões, contra US$ 38,4
bilhões em 2005 (mais 11,2 %), sendo o mercado
exportador mais dinâmico da economia brasileira,
representando, com justiça, pela modernidade e
produtividade, o
"fiel" da balança no saldo do comércio
exterior do País.
Em 2006, as exportações do agronegócio
atingiram em US$ 49,4 bilhões, com crescimento de 13,3 %
sobre 2005, com US$ 43,6 bilhões.
O desempenho desse segmento contribuiu para o
recorde nas vendas externas no setor do agronegócio em 2005. Os
US$ 49,4 bilhões exportados equivalem a 35,9 %
das exportações totais do País, que também
alcançaram em 2006 a marca recorde de US$ 137,471
bilhões.
EXPORTAÇÕES
DO
AGRONEGÓCIO
US$ BILHÕES
ANO
|
US$ BI
|
2005
|
43,6
|
2006
|
49,4
|
2007 *
|
55
|
* Projeção do ECONOMIABR
para 2007.
Descontando os gastos com as
importações do setor - que somaram US$ 6,7 bilhões
em 2006, 28,8 % a mais do que em 2005 - o saldo comercial do
agronegócio em 2006 foi de US$ 42,7 bilhões.
Esse valor representa impressionantes 92,7 % do saldo comercial total
do País de 2005, que foi de US$ 46,077 bilhões. Como a
cadeia produtiva na agricultura utiliza poucos insumos e
matéria-prima importados, comparativamente a outros setores, a
participação do agronegócio no saldo comercial tem
crescido sempre.
EXPORTAÇÕES E
BALANÇA
DO AGRONEGÓCIO
US$ BILHÕES
ANO
|
EXPOR
TAÇÕES
|
IMPOR
TAÇÕES
|
COMÉRCIO TOTAL
|
SALDO
COMERCIAL
|
AUMENTO
DO SALDO
|
2002
|
25,0
|
4,7
|
29,7
|
20,3
|
-
|
2003
|
30,6
|
5,6
|
36,2
|
25,0
|
+
22,4 %
|
2004
|
39,0
|
6,0
|
45,0
|
33,0
|
+
27,4 %
|
2005
|
43,6
|
5,2
|
48,8
|
38,4
|
+
16,4 %
|
2006
|
49,4
|
6,7
|
56,1
|
42,7
|
+ 11,2 %
|
2007*
|
55,0
|
7,0
|
62,0
|
48,0
|
+
12,4 %
|
Ver Empresário
Online.
* Projeção do ECONOMIABR
para 2007.
Os
três principais mercados importadores têm sido a
União Européia com 35 %, os EUA com 15 %, e a Ásia
com 14 %
das compras.
O Brasil colhe hoje
algo como 130 milhões de toneladas de grãos (mt) ao ano. Para tal, explora somente 50 milhões de
hectares (mh). Porém,
recente relatório do
USDA (Departamento de Agricultura
dos EUA) revela que o País ainda pode agregar outros 170 mh, igual a toda a área plantada dos EUA hoje, sem
contar com a Amazônia e o futuro Nordeste irrigado.
No todo, o potencial é de
mais que o dobro, chegando a 370 mh. Apenas o Mato Grosso possui 90 mh
úteis e explora apenas 5
milhões. A Amazônia tem hoje 70 mh de área
desflorestada e em degradação e mais
áreas hoje plantadas com soja, mas todas ideais para o BIODIESEL. Junto com seu reflorestamento,
poderiam ser utilizados 35 mh.
O mesmo ocorre com 135 mh em todo o vasto Nordeste, incluindo o
semi-árido. A
Agricultura poderá ainda ocupar, por baixo, outros 90
milhões dos 220 mh hoje
usados por
pastagens para a pecuária.
Tendo 300 mh de novas áreas
disponíveis para plantações de
cana-de-açúcar, o Brasil poderia produzir hoje
impensáveis 2 TRILHÕES DE LITROS DE ETANOL, com
uma média de 6,67 mil litros por hectare.
Esse volume atenderia às necessidades do mundo em 2025. Seriam 12,6 bilhões de barris
anuais que, a apenas US$ 200,00, valeriam espantosos US$ 2,52
trilhões.
NOVAS
ÁREAS PARA O ETANOL
MILHÕES
DE HECTARES
REGIÃO
|
MH
|
MATO GROSSO
|
85
|
AMAZÔNIA
|
5
|
NORDESTE
|
100
|
OUTROS
|
20
|
PASTAGENS
|
90
|
TOTAL
|
300
|
Com o uso de 200 mh dessas
áreas novas, a área total utilizada poderá
quintuplicar, chegando talvez a 250
mh, ou 47 % a mais que os EUA (já no seu limite,
além de amplamente subsidiado e protegido), e podendo atingir uma
produção de grãos de hoje inimagináveis 600 MILHÕES DE TONELADAS
ANUAIS.
Por outro lado, pode-se contar com pequena parte da Amazônia
(parte mínima dos 5,2 milhões de km2) e com o
Semi-Árido do Nordeste irrigado pelo desvio de águas do
Norte, como
dos Rios Parnaíba e Tocantins (ver abaixo em LNN),
e com o manancial hídrico de seu subsolo
(aqüíferos), totalizando uma área de 170 mh somente para o cultivo de
cana-de-aúcar e de plantas oleaginosas, com os quais se
produzirá BIOCOMBUSTÍVEIS.
De acordo com a presente
simulação do ECONOMIA BR,
o cultivo de
170 mh no Nordeste e na Amazônia deverá render,
aproximadamente, incríveis 13,8 BILHÕES DE
TONELADAS de cana e plantas
oleaginosas que, beneficiados, responderão com 544 BILHÕES DE LITROS de BIOCOMBUSTÍVEIS ao
ano.
Serão 3,42 bilhões de barris de biocombustíveis
anuais, ou uma gigantesca produção em 2022 de algo como 9,4 milhões
de barris diários equivalentes ao petróleo para exportação, só que
já
prontos para o consumo e muito mais valorizados pela difícil
guerra
da humanidade contra o aquecimento global.
Tudo isso já seria
fantástico, sem sequer ressaltar o gigantesco potencial da
área hoje
utilizada no país para colher quase 500 MILHÕES DE TONELADAS de cana-de-açúcar
a cada safra (conforme previsto para a safra 2006/07).
A futura LIGAÇÃO
NORTE-NORDESTE (LNN),
com ÁGUA, REFLORESTAMENTO, CIVILIZAÇÃO,
"choques" de produtividade, e um gigantesco POTENCIAL
SINÉRGICO e ENERGÉTICO,
inigualável no
Planeta, é que poderá viabilizar tal
produção total anual de 13,8 BILHÕES DE
TONELADAS de insumos
para os BIOCOMBUSTÍVEIS.
Com excedentes
de 600 mt de grãos,
será possível representar 15 % de um mercado mundial
consumidor de 4 bt anuais de alimentos em 2013, pois o planeta já terá
atingido todas suas fronteiras agrícolas, entrando em
esgotamento e declínio com aquecimento e
desertificação, mas o Brasil poderá estar no meio
de um longo caminho de prosperidade (desde que cuidando ainda hoje de
seu meio-ambiente e nascentes com grandes investimentos).
O saldo comercial do
agronegócio brasileiro poderá atingir a cifra anual de US$ 500 bilhões a partir de 2013, ou
20 vezes o saldo atual (500/25). Os produtos serão
comercializados com alto valor agregado (ex: cortes de carnes,
empacotamento para varejo feito já na origem) e seus
preços finais serão, pelo menos, 3
vezes superiores aos atuais (de US$ 200 para > US$ 600 a
tonelada).
Isso estará puxando e alavancando todo o resto da economia para
patamares ainda superiores.
A crescente
demanda por alimentos na CHINA, na
ÍNDIA e no mundo,
além das possibilidades
de transformar produtos agrícolas no necessário biocombustível (caso do óleo de
soja, mamona, girassol, e da cana), são apontados como os principais motivos da
forte expansão da
agricultura.
E tudo isso acima poderá ser feito sem prejudicar a
Amazônia, o Pantanal, ou ainda qualquer reserva ambiental do
País, áreas que serão exaustivamente monitoradas e preservadas, atividades em franco
crescimento no País.
De fato, em 2007, o governo brasileiro
passou a desenvolver
um
plano de expansão da produção de etanol para
exportação a nível global. O plano teve
início com uma pesquisa da Unicamp, que verificou a viabilidade
de o etanol brasileiro substituir 10 % da gasolina no mercado mundial,
em 20 anos. Tal levantamento indicou que, para o Brasil chegar a essa
posição, será necessário investir R$ 20
bilhões anuais em produção e logística.