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A ECONOMIA

BRASILEIRA

INDICADORES ECONÔMICOS


CONSUMO INTERNO
 


INTRODUÇÃO


Antes de analisar os dados abaixo, é importante lembrar que o Brasil ainda tem hoje uma baixíssima Renda Per Capita (por cabeça) de US$ 7.600, estando posicionado em um péssimo 95º lugar no mundo.


Esta é uma posição muito distante de seu potencial e fruto de lastimável histórico de desigualdade social e baixíssimos investimentos em educação, o que parece estar mudando aos poucos nos dias atuais, com novas políticas como a da Bolsa Família e uma futura Bolsa Atleta levada a sério. A Renda Per Capital média mundial é de US$ 8.200 (91º).


Ressalte-se ainda que o país detém o recorde mundial de taxas de juros cobradas de suas empresas e consumidores. Um cartão de crédito costuma cobrar mais de 10 % de juros mensais, quando em qualquer lugar do mundo essa taxa - ANUAL - já seria absurda. Este é um fator básico que inviabiliza o consumo e uma real evolução da economia interna.


Com um governo que reforme a área de crédito, um futuro crescimento econômico e a esperada redistribuição de renda, a situação tende a mudar muito no país, atingindo em cheio as perspectivas de consumo futuro para um quadro muito melhor que as presentes.



Renda Per Capita da CIA - The World Fact Book 2009.


Exemplos do potencial de consumo do Brasil :

a) Foram vendidos mais de 12 milhões de aparelhos de televisão em 2008.

b) O Brasil estava em em 2005 no 2º lugar mundial de caixas eletrônicos para saques e depósitos bancários, com 140 mil equipamentos disponíveis, sendo superado somente pelos EUA, com 370 mil. O 3º lugar pertencia ao Japão com 110 mil máquinas. E isso considerando que apenas 3 em cada 10 brasileiros tinham conta em banco. Com uma melhora desse quadro, o País poderá rumar para o 1º lugar.

c) No ranking mundial de franchising está em 3º lugar, somente perdendo para os EUA e o Japão. Em 2004, contava com 814 redes de franquias e 60 mil lojas, que faturaram R$ 32 bilhões, de acordo com a ABF.

d) O Brasil representa a 2ª maior frota de aviões executivos no mundo, com 1.400 aeronaves, atualmente, perdendo apenas para o mercado americano, que é 20 vezes maior.

e) Uma pesquisa mostrou que o Brasil ficou em 7º lugar entre os países que mais usam cartão de crédito no mundo em 2004, quando foram realizadas 1,3 bilhão de transações no mercado brasileiro. O 1º lugar era ocupado pelos EUA, seguidos por França, Reino Unido, Canadá, Japão e Coréia do Sul. Em 2008, o Brasil atingiu 6,1 bilhões de transações, com um aumento de 370 % no período. Teve ainda 500 milhões de cartões em uso e movimento de quase R$ 400 bilhões no ano.

f) Seguidas pesquisas realizadas pelo Ibope/NetRatings vêm mostrando que o internauta brasileiro é quem mais usa internet no mundo, sendo o tempo médio de navegação de 23 horas e 12 minutos. Em maio de 2009, pesquisas já indicavam que havia 60 milhões de internautas no Brasil. O Orkut estava próximo dos 15 milhões de perfis e o Messenger já passara dos 20 milhões de usuários.Sabe-se que 13,5 milhões novos computadores foram vendidos em 2008.

g) Em 2005, o Brasil tornou-se o 4º mercado mundial da Skype, a qual montou um escritório em São Paulo. Já no início de 2006, passou a haver cartões pré-pagos de telefonia pela internet, vendidos em mais de 30 mil estabelecimentos comerciais. Com isso, usuários domésticos não precisam criar uma conta de SkypeOut para fazer ligações.

h) Em janeiro de 2009, o país atingiu 150 milhões de celulares em operação, mantendo a 4ª posição mundial e ainda ficando atrás apenas de China, EUA e Rússia.

i) As compras de bens de consumo pela internet atingiram o montante de R$ 8,2 bilhões em 2008 (mais 30% sobre 2007), e pelo menos 13,2 milhões de brasileiros já haviam comprado pelo menos uma vez pela internet. Interessante que 42% das vendas pela internet foram para a classe C.  Os livros foram os produtos mais vendidos, com 17% do volume de pedidos, seguidos da categoria saúde e beleza (12%), informática (11%), eletrônicos (9%) e eletrodomésticos (6%).


N


j) Em dezembro de 2009, a Intel afirmou que o Brasil seria, em 2010, o 3º maior mercado de computadores pessoais no mundo, vindo a crescer mais do que a China. Irá superar Japão e Alemanha, ficando atrás apenas dos EUA e da China em volume de vendas de computadores.




VEÍCULOS AUTOMOTORES - CONSUMO


As projeções indicam que o Brasil poderá dobrar sua
frota atual de veículos automotores de 50 para 100 milhões de veículos até 2010, perdendo apenas para os EUA e a CHINA, que tinha 13.190.000 veículos em 2000 (12º) e cujo consumo vem explodindo a cada ano.


Basta que a economia brasileira continue crescendo, haja crédito cada vez mais barato e menos impostos automotivos.


A indústria automotiva instalada no Brasil encerrou 2007 com um total de 2.972.822 automóveis produzidos, o equivalente a uma expansão de 13,9 % em relação ao ano anterior. Tal produção fez do Brasil a 6ª maior undústria automobilística mundial.


Esse recorde histórico do País refletiu a forte demanda interna por veículos, estimulada pelo crescimento da renda do trabalhador e pela recente facilidade de acesso ao crédito.


As vendas externas somaram 786,8 mil veículos, uma queda de 6,6 % em relação ao ano anterior. No mercado doméstico, foram licenciados 2,462 milhões de veículos em 2007, um novo recorde anual do setor. O resultado representou uma expansão de 27,8 % em relação às vendas efetuadas em 2006. O
consumo interno
em 2007 fez do Brasil o oitavo maior mercado mundial.



FROTA BRASILEIRA DE
VEÍCULOS AUTOMOTORES 
EM MILHÕES


ANO VEÍCULOS
2002
34,2
2003
36,6
2004
39,2
2005
42,0
2006
45,3
2007
50,0
2008 * 56,0

(*) Estimativa em dezembro de 2007.
(**) Previsão do ECONOMIA BR.



Dentre as marcas, em 2007, a Fiat manteve a liderança do mercado, com 25,94 % das vendas, seguida por Volkswagen (22,97 %), General Motors (21,29 %) e Ford (10,55 %). A participação dos carros flex aumentou, sendo que 84 % dos carros novos vendidos eram bicombustíveis, na média de todas as montadoras. Isso representou 2 milhões de unidades.



TELEFONES FIXOS


No mercado mundial de Telefones Fixos (linhas em uso), com uma evolução vigorosa, o Brasil saiu da 14ª posição em 1997, com 17 milhões de linhas para a 6ª posição em 2002, com 38,8 milhões. Cau para 7º em 2004 e 2006, e voltando a 6º em 2008, com 41,2 milhões de linhas. Em 1994, tinha somente 13 milhões de linhas.


Em maio de 2005, havia 42 milhões de telefones fixos em operação. O mercado previa que o Brasil chegasse a 60 milhões de telefones fixos em 2006, o que o colocaria seu mercado em uma inédita e excelente 5ª posição mundial.


Entretanto, a tendência se inverteu e o mercado teve redução ao nível de 2002 (ver quadro abaixo). As concessionárias de telefonia fixa amargaram em anos como 2006 reajustes negativos nas suas tarifas e diminuição de sua base de assinantes.


A competição na telefonia local se acirrou com o celular e o VOIP. Segundo o IBGE já existiam em 2006 mais domicílios com celulares do que com telefones fixos no Brasil. O crescimento do faturamento só não foi negativo devido ao crescimento da receita de Banda Larga.




OS 10 MAIORES MERCADOS
DE TELEFONES FIXOS 
MILHÕES DE LINHAS - 2002 A 2008


LUGAR
PAÍS 2002
POS.
2002
2004
POS. 2004
2006
POS. 2006
2008

China
214,4

311,8

368,0

365,6

Estados Unidos
186,2

268,0

172,0

150,0

Alemanha
53,7

54,6

54,2

51,5

Japão
71,1

58,8

55,2

47,6

Rússia
35,5

39,6

40,1
44,2

Brasil
38,8

42,4

39,4

41,2

Índia
41,4

67,3

49,8

37,5

França
33,9

33,9

34,6

35,9

Reino Unido
34,9

32,9

33,6

33,2
10º
Indonésia
-
-
-
-
-
 -
30,4
O Japão começou com a tendência de decréscimo dos fixos,
que depois atingiu vários países, espaecialmente os EUA e o Japão.




O futuro está na convergência e os mercados acima já mostram essa tendência com clareza, quando os fixos começam a desaparecer aos milhões em muitos deles.


Com o advento do VoIP, ou Voz por IP, bastará conectar um telefone na tomada de banda larga ou TV a cabo e falar até de graça. Com isso, muita coisa deve mudar no mercado de telefonia fixa nos próximos anos e as grandes operadoras deverão sofrer forte queda se não conseguirem aderir à Internet e outras formatos de convergância.


Já uma convergência formal vem surgindo agora com a telefonia híbrida. Quando a pessoa está em casa, o aparelho efetua ligações pela rede fixa. Quando sai de casa, o sinal de celular passa a ser utilizado para fazer as ligações.



Em 2007, várias operadoras nacionais já testavam a telefonia híbrida. O mercado espera da Telemar o resultado e o prospecto comercial de um teste integrado entre a telefonia fixa e móvel com um aparelho funcionando na rede GSM da Oi (o braço móvel da Telemar) e na rede Wi-Fi, por onde a empresa também oferece internet sem fio em Pernambuco.


A Telemar já possui quase todo o equipamento necessário para permitir a convergência entre as redes, estando agora em fase de análise mercadológica, ou seja, sobre quais os lugares atendidos pela operadora que podem oferecer um retorno garantido.


Mesmo sem saber, a maior parte dos clientes pós-pagos da Telemar e da Oi, por exemplo, já faz ligações por meio da plataforma convergente da operadora, que reúne planos como o popular “Oi Conta Total” que agrega telefonia fixa, móvel, internet rápida e chamadas de longa distância.


Nesse ponto, o Brasil não fica devendo a países como os EUA, onde somente agora os primeiros telefones híbridos começam a surgir para o consumidor residencial.



Dados de 2007 indicavam que o Brasil era o país com menor índice de linhas telefônicas fixas entre os componentes do bloco BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China). Enquanto no Brasil existem 20,77 linhas fixas em cada grupo de 100 habitantes, na Rússia o número é de 28,08, na China 27,99 e na Índia, a maior taxa de penetração do grupo, é de 36,33 a cada 100 habitantes.




TELEFONES CELULARES MÓVEIS


No mercado mundial de Telefones Celulares Móveis (linhas em uso), com uma evolução bastante vigorosa, o Brasil saiu da 20ª posição em 1997, com 4,4 milhões de móveis para a 8ª posição em 2002, com 34,9 milhões, e para a 5ª posição em 2005, com 86,2 milhões, atrás apenas da China, EUA, Rússia e Japão.


Em 2006, caiu para a 6ª posição por causa da gigantesca Índia. Em 2008, voltou ao 5º lugar, desbancando o Japão, que também perdeu para a populosa Indonésia. Em breve, o Brasil deverá passar pela Rússia, conquistando o 4º lugar mundial.



Voltando na década. Em 2003, foi o único dos 10 maiores mercados a evoluir sobre os outros, tendo trocado a 8ª pela 7ª posição com a França (que deixou os 10 mais em 2006), atingindo 46,4 milhões de móveis, com um expressivo acréscimo de 11,5 milhões, ou mais 33 %. Seu mercado doméstico cresceu fortemente em 1/3 em apenas um ano.


Em 2004, o Brasil chegou a 65,6 milhões de telefones móveis, alcançando um forte crescimento anual de fantásticos 41,4 %, colocando seu mercado em uma inédita posição mundial de 6º lugar, ultrapassando mais Itália e Reino Unido.


Passou a Alemanha em 2005, conquistando o 5º lugar mundial.
Em 2005, o País atingiu 86,2 milhões de estações móveis em operação, com espetacular crescimento de 31,4 % sobre 2004. As vendas em alguns meses de 2005 superaram 3 milhões de unidades. Enquanto isso, o número de celulares no mundo ultrapassava a marca de 2 bilhões.


Em 2006, dadas as fortíssimas compras de Natal, o Brasil atingiu 100 milhões de celulares em operação, quando deveria ter conquistado a 4ª posição mundial do Japão, e ainda ficando atrás apenas de China, EUA e Rússia. Entretanto, ainda ficou um pouco abaixo do mercado japonês e foi largamente ultrapassado pela Índia, a qual saltou da 8ª para a 3ª posição em apenas um ano. A passagem pelo Japão seria mera questão de tempo.


Em 2007, o país já alcançava 117 milhões de celulares em operação. As vendas a crédito tiveram em 2007 uma grande evolução sobre os anos anteriores.


Em março de 2008, o Brasil chegava ao patamar de 125 milhões de celulares, fechando o ano em 150,6 milhões. Em 2008, o Brasil desbancava o Japão, mas mantinha a 5ª posição. Faltava desbancar a não tão populosa Rússia.


N


As perspectivas eram de chegar ao fim de 2009 com menos de 170 milhões, porém o ano fechou em 173,9 milhões, com 23,3 milhões de novas linhas (o melhor ano foi 2008, quando foram habilitados 29,6 milhões de aparelhos). Isso representou um crescimento de 15,47% em relação a 2008.


Calcula-se que 2010 chegue a mais de 200 milhões, na esteira da popularização do 3G.




Celulares  
O Brasil atingiu 150,6 milhões de celulares em operação em 2008.
Ver dados atualizados mensalmente em "Evolução Anual" de SMP da
ANATEL.
Previsões do ECONOMIA BR em dezembro de 2009:
(*) Fechar 2009 com 170 milhões.
(**) Fechar 2010 com 200 milhões.



Em 1994, o Brasil tinha menos de 1 milhão de celulares móveis. No ano 2000, estudo da Anatel previa que 2005 terminaria com 58 milhões de celulares em operação. O valor foi superado em 47 %. E ainda dobrou (120,9) esse patamar no ano de 2007. Quase triplicou o patamar de 2005 em 2009.


Nesse mercado, a Índia só dispunha de 22 milhões de móveis, estando na 14ª posição em 2002. Evoluiu uma posição em 2003, para a 13ª posição com 26,2 milhões. Já em 2004, surgia com força em 8º lugar.


Em 2006, saltou desse lugar (com 69 milhões) para um impressionante 3º lugar mundial, com 166,1 milhões. Mas isso ainda era pouco, pois chegou ao 2º lugar com 427,3 milhões em 2008.  Esse mercado só perde para a China.


Já a China isola-se cada vez mais na liderança dos dois mercados, fixo e móvel. Cresceu 30 % nos móveis em 2003, com acréscimo de formidáveis 62,4 milhões em um único ano, quase tudo o que o Brasil representou ao final de 2004 (65,6 milhões). O país fechou 2005 com quase 400 milhões de móveis e 2006 com 461,1 milhões.


Em 2008, a China já possuía 634 milhões de móveis em operação, sendo 4,2 vezes maior que o brasileiro.



OS 10 MAIORES MERCADOS
DE TELEFONES CELULARES
MILHÕES DE LINHAS - 2002 A 2008


LUGAR
PAÍS 2002
POS.
2002
2003
POS.
2003
2004
POS.
2004
2006
POS. 2006
2008

China
206,6

269,0

334,8

461,1

634,0

Índia
-
-
-
-
62,0

166,1

427,3

Estados Unidos
140,8

158,7

194,5

233,0

270,0

Rússia
-
-
-
-
74,4

125,0

187,5

Brasil
34,9

46,4

65,6

100,0

150,6

Indonésia
-
-
-
-
-
-
63,8
10º
140,6

Japão
81,1

86,7

91,5

101,7

110,4

Alemanha
60,0

64,8

71,3

84,3

107,2

Paquistão
-
-
-
-
-
-
-
-
91,4
10º
Itália
53,0

55,9

62,8

71,5

88,6
Rússia e Índia não constavam antes entre os 10 maiores.
Indonésia teve crescimento meteórico. Ranking futuro
será de China, Índia, EUA e Brasil.




USUÁRIOS DE INTERNET


O total de Usuários de Internet em 2002 era estimado em mais de 604 milhões de pessoas no mundo. O Brasil ficou bem atrás de pequenos países, que já atingiram seus limites. Em 2005, o total mundial já ultrapassava a marca de 1 bilhão de usuários.


As projeções indicavam que o Brasil poderia dobrar seu quadro de 32,1 milhões em 2005 (então em 8º) para algo como 65 milhões de usuários em alguns anos, vindo a perder apenas para EUA, China, Índia. Isso se justifica na baixa taxa de acesso da população, que era de apenas 21 %  na faixa etária acima de 10 anos, em 2005.


Já ao fim de 2007, o Brasil atingiu 40 milhões de usuários, segundo o IBGE. Enquanto isso, a CIA estimava 42,6 milhões - 5º lugar mundial - patamar alcançado ainda em 2006. Certamente, o Japão não resistirá por muito tempo em seu 3º lugar, vindo a sucumbir à Índia e ao Brasil em breve.

N


Em maio de 2009, pesquisas já indicavam que havia 60 milhões de internautas no Brasil.  Sabe-se que 13,5 milhões novos computadores foram vendidos em 2008, o Orkut está próximo dos 15 milhões de perfis e o Messenger já passou dos 20 milhões de usuários.


Uma pesquisa do Datafolha em abril de 2009 revelou que o número de acessos em lan houses e locais públicos já é o maior do país (22% contra 19% de acessos residenciais). Ou seja, mesmo quem ainda não comprou seu computador já consegue alugar um espaco online por  menos de R$ 5,00 a hora.


Uma mudança na política de acesso de banda larga, com o fim da obrigatoriedade de utilizar-se os caros e desnecessários provedores e seus mirabolantes conteúdos, aceleraria bastante esse avanço. De fato, isso já ocorreu com a operadora Vírtua (NET) faz tempo. Falta ainda o restante do mercado.


Já o advento da TV Digital, com acesso à Internet incluída, poderá fazer esse avanço no quadro de usuários ultrapassar os 100 milhões em poucos anos. Nesse caso, a posição do Brasil seria muito mais confortável.


O mesmo poderá ocorrer com o acesso pela rede elétrica, como autorizado nos EUA desde outubro de 2004, ou com a tecnologia Wi-Fi, sem fio, advento que facilitará essa meta e muito mais. Em 2005, a Intel e o CPqD se uniram na produção de tecnologia Wi-Max, também sem fio.


O Ministério das Comunicações preparava há tempos o lançamento de um Notebook de US$ 100, visando a inclusão digital de estudantes de escolas públicas e fazer do Brasil uma Coréia em termos de conectividade em 5 anos. Atualmente, mais de 75 % dos domicílios coreanos são conectados à Internet em banda larga.



Laptop

Laptop apresentado em 16 de novembro de 2005.
(Foto Divulgação MIT)




O conceito era de um equipamento portátil que promova a inclusão digital múltipla entre os estudantes, algo que eles possam levar para casa para estudar com a possibilidade de interação com os pais.


Movido a manivela, pilha ou eletricidade, o laptop (que seria de US$ 100) tem processador de 500 MHz, 1 Gb de memória e acesso à Internet por um sistema sem fios. Como alternativa, um minuto de corda da manivela oferece pelo menos 10 minutos de conexão para recebimento de dados, podendo chegar a até quarenta minutos de conexão.



Laptop

As cores escolhidas são o amarelo e o verde brilhante,
para agradar as crianças e passar uma mensagem ambiental.
O Laptop deverá passar a operar no mundo no fim de 2006.
(Foto Divulgação MIT)




Muito mais que isso, o Serviço de Comunicação Digital (SCD), que o Governo está implantando em 2008 associado à iniciativa privada, prevê a universalização dos serviços de telecomunicações digitais, oferecendo acesso público à Internet em banda larga nas mais de 170 mil escolas e bibliotecas espalhadas pelo País, sendo 100 mil delas localizadas em zonas rurais. A TV Digital, com sua ampla interatividade, terá papel fundamental nesse processo.


Talvez antes de 2010, o Brasil poderá receber uma onda tecnológica ainda mais forte, que será o lançamento da PLC - Power Line Comunication, uma internet de forte banda larga e de baixo custo, disponível em cada tomada elétrica de cada casa, escritório, fábrica e fazenda. Com o advento do VoIP, ou Voz por IP, bastará conectar um telefone na tomada de banda larga ou TV a cabo e falar até de graça.


Esse será mesmo o real início da grande inclusão digital no País inteiro. Sabe-se que Cemig, Light e Eletropaulo, entre outras companhias elétricas, já entraram com pedido do
PLC na Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), que aguarda definição da ANATEL.


Com isso, as elétricas poderão concorrer e até desbancar as empresas de telefonia, redes de televisão, televisão por assinatura, emissoras de rádio, locadoras de vídeo, cinemas, etc. Enfim, tudo poderá ser muito diferente e acessível em poucos anos, principalmente para os menos assistidos.


N


USUÁRIOS DE INTERNET
EM MILHÕES - 2002, 2005 E 2006


LUGAR
PAÍS 2002
POS.
2002
2005
POS.
2005
2006

Estados Unidos
159,0

205,3

208,0

China
59,1

111,0

162,0

Japão
57,2

86,3

87,5

Índia
16,6

60,0

60,0

Brasil
14,3
11º
32,1

42,6

Alemanha
34,0

48,7

38,6

Coréia do Sul
26,3

33,9

34,1

Reino Unido
25,0

37,6

33,5

França
18,7

26,2
10º
31,3
10º
Itália
19,9

28,9

28,9

Usuários de Internet da CIA - The World Fact Book 2008.

A CIA considerava o Brasil em 2005 com 25,9 milhões,
enquanto o IBGE considerava 32,1 milhões.
Em 2006, houve inversão, com 42,6 milhões para a
CIA, enquanto haveria 40 milhões de usuários
para o IBGE somente ao final de 2007.



Uma pesquisa realizada e divulgada pelo Ibope/NetRatings em março de 2006 mostrou que o internauta brasileiro é quem mais usa internet no mundo depois dos franceses.


Os 14,1 milhões de brasileiros que tinham acesso à internet em casa passavam na época, em média, 19 horas e 24 minutos navegando. Os franceses passavam 19 horas e 28 minutos. Os brasileiros passavam mais tempo navegando por sites que americanos e japoneses. Essas pessoas em geral pertencem às classes A e B.


Em dezembro de 2006, os já 14,4 milhões de usuários domésticos passavam 21 horas e 39 minutos navegando. Já em março de 2008, os 22 milhões de usuários domésticos passavam 22 horas e 24 minutos navegando.


A primeira pesquisa sobre penetração e uso da rede em domicílios, divulgada pelo Comitê Gestor de Internet no Brasil (CGI.br) em 2005, mostrava que 88,7 % dos domicílios da classe A tinham computador em casa. Na classe B, o índice era de 55,5 %; na classe C, 16,1 %; e nas classes D e E, 2 %.

 

Pela pesquisa do CGI.br, pelo menos 30 % da população brasileira tinha usado um computador nos 3 meses anteriores e 24 % usado a internet no mesmo período. Pelo menos, 13,8 % dos brasileiros tinham usado computador todos os dias e 9,6 % acessado a internet diariamente.


Ao todo, 41 % dos entrevistados afirmaram que usaram a internet com propósitos educacionais; 32 % para fins pessoais e 26 % para trabalho. Entre as atividades mais usadas nos três meses anteriores, 17 % afirmaram que foi para envio e recebimento de e-mails; 11 % para atividades escolares; 9 % para procurar informações sobre bens e serviços; e 9 % para ler jornais e revistas, entre outros fins.


Há uma tendência de crescimento de algumas atividades via internet; por exemplo, para os jogos de computador e videogame. No Brasil, 6 % usavam a internet para isso.


Os celulares já apareciam como 21 % do meio de acesso à internet em domicílios, sendo muito maior do que por computadores portáteis (2 %) ou consoles de jogos (2 %). Os computadores de mesa responderam com 60 %.


N


COMPUTADORES


Em 2005, havia uma base total estimada de 30 milhões de computadores individuais em operação, incluindo os de mesa (desktops) e portáteis (notebooks). Isso ainda representava somente 16 % da população, enquanto que nos EUA já eram 68 %.


As vendas foram de 7,5 milhões de unidades em 2005, de
7,8 milhões em 2006, e chegaram a 10,7 milhões em 2007, passando as vendas de TVs, e representando um aumento de 38 % sobre o ano anterior.


Em 2007, passou a haver uma base total estimada de 48 milhões de computadores individuais em operação, já representando 25 % da população.


O mercado brasileiro já alcançava em 2007, a posição mundial em vendas. Em 2008,  pode vir a vender  13 milhões, igualando-se ao mercado japonês do ano anterior, que foi então o 3º do mundo.




VENDAS DE COMPUTADORES
EM MILHÕES - 2007


LUGAR
PAÍS 2007

Estados Unidos
64,0

China
36,0

Japão
13,0

Reino Unido
11,2

Brasil
10,7



De fato, as vendas chegaram a 13 milhões de unidades em 2008, crescendo 21 % em relação a 2007, segundo a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee).


O crescimento seguia puxado pelo aumento de 185 % na venda de notebooks, que atingiram vendas próximas a 5,5 milhões de unidades. Já as vendas de desktops caíram 6 %, totalizando 7,5 milhões de unidades.



Notebook

Notebook.



No segundo trimestre de 2008, o mercado brasileiro registrou vendas totais de 3,174 milhões de PCs - uma alta de 36 % sobre o mesmo período de 2007.


O mercado de notebooks cresceu 200 % no período, com mais de 1 milhão de unidades vendidas. O segmento doméstico respondeu por 64 % das vendas. Em contrapartida, a venda de desktops cresceu apenas 5%, com pouco mais de 2 milhões de unidades vendidas e a maior parte das vendas - 54 % - ficaram concentradas no mercado corporativo.



Circuitos de PC


N


Em dezembro de 2009, a Intel afirmou que o Brasil seria, em 2010, o terceiro maior mercado de computadores pessoais no mundo, vindo a crescer mais do que a China. Para 2009, a Intel estimava que o número de PCs vendidos se manteria no mesmo patamar de 2008, fechando em cerca de 12 milhões de unidades de desktops e notebooks.


Pelas projeções da empresa, as vendas de PCs no país deverão aumentar mais de 10% em 2010. O resultado é que o Brasil deve superar Japão e Alemanha, ficando atrás apenas dos Estados Unidos e da China em volume de vendas de computadores. Um aumento de 13% faria o mercado consumir 13,56 milhões de unidades em 2010.


Para a empresa, haveria vários fatores estimulando o crescimento. Como exemplo, apenas 25% dos brasileiros têm computador e esse equipamento é uma grande aspiração das classes C e D.


Quando se compara o Brasil com a Índia, por exemplo, percebe-se que o potencial de crescimento do mercado brasileiro é muito maior. Aqui há mais mobilidade social. Além disso, os pais investem no computador para a família porque consideram esse equipamento importante para a educação dos filhos. Na Índia isso não é tão comum.


A Intel também prevê que, em 2010, as vendas de micros portáteis devem superar as de desktops. Neste ano, os portáteis devem corresponder a 41% das vendas, contra 59% dos micros de mesa.




FONTES & LINKS


CIA - The World Fact Book 2009


Agência Nacional de Telecomunicações - ANATEL

IBGE - Internet no Brasil

Histórico da Internet

UFRJ - Laboratório de Voz Sobre IP - VoIP

ABINEE

ANATEL





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