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A ECONOMIA

BRASILEIRA

INDICADORES ECONÔMICOS


CONSUMO INTERNO
 


INTRODUÇÃO


Antes de analisar os dados abaixo, é importante lembrar que o Brasil ainda tem hoje uma baixíssima Renda Per Capita (por cabeça) de US$ 7.600, estando posicionado em um péssimo 95º lugar no mundo.


Esta é uma posição muito distante de seu potencial e fruto de lastimável histórico de desigualdade social e baixíssimos investimentos em educação, o que parece estar mudando aos poucos nos dias atuais, com novas políticas como a da Bolsa Família e a nova Bolsa Atleta. A Renda Per Capital média mundial é de US$ 8.200 (91º).


Ressalte-se ainda que o País detém o recorde mundial de taxas de juros cobradas de suas empresas e consumidores. Um cartão de crédito costuma cobrar mais de 10 % de juros mensais, quando em qualquer lugar do mundo essa taxa - ANUAL - já seria absurda. Este é um fator básico que inviabiliza o consumo e uma real evolução da economia interna.


Com um governo que reforme a área de crédito, um futuro crescimento econômico e a esperada redistribuição de renda, a situação tende a mudar muito no País, atingindo em cheio as perspectivas de consumo futuro para um quadro muito melhor que as presentes.



Renda Per Capita da CIA - The World Fact Book 2008.


Exemplos do potencial de consumo do Brasil :

a) Foram vendidos 10 milhões de aparelhos de televisão em 2006, sendo aguardada a TV Digital com acesso a Internet para o final de 2007, que deverá revolucionar as vendas do setor. Em 2005, as vendas de TVs de tela plana atingiram a marca de 2,2 milhões de unidades, e de 120 milhões de monitores vendidos no mundo, 6 milhões (5 %) o foram no Brasil.

b) O Brasil estava em em 2005 no 2º lugar mundial de caixas eletrônicos para saques e depósitos bancários, com 140 mil equipamentos disponíveis, sendo superado somente pelos EUA, com 370 mil. O 3º lugar pertencia ao Japão com 110 mil máquinas. E isso considerando que apenas 3 em cada 10 brasileiros tinham conta em banco. Com uma melhora desse quadro, o País poderá rumar para o 1º lugar.

c) No ranking mundial de franchising está em 3º lugar, somente perdendo para os EUA e o Japão. Em 2004, contava com 814 redes de franquias e 60 mil lojas, que faturaram R$ 32 bilhões, de acordo com a ABF.

d) O Brasil representa a 2ª maior frota de aviões executivos no mundo, com 1.400 aeronaves, atualmente, perdendo apenas para o mercado americano, que é 20 vezes maior.

e) Uma pesquisa mostrou que o Brasil ficou em 7º lugar entre os Países que mais usam cartão de crédito no mundo em 2004, quando foram realizadas 1,3 bilhão de transações no mercado brasileiro. O 1º lugar era ocupado pelos EUA, seguidos por França, Reino Unido, Canadá, Japão e Coréia do Sul. Em 2008, o Brasil estará atingindo 6,1 bilhões de transações, com um aumento de 370 % no período. Terá ainda 500 milhões de cartões em uso e movimento de quase R$ 400 bilhões no ano.

f) Seguidas p
esquisas realizadas pelo Ibope/NetRatings vêm mostrando que o internauta brasileiro é quem mais usa internet no mundo, sendo o tempo médio de navegação de 23 horas e 12 minutos. Em junho de 2005, havia 18,3 milhões de brasileiros com acesso residencial. Em junho de 2008, esse montante já era o dobro, com 35,5 milhões.

g) Em 2005, o Brasil tornou-se o 4º mercado mundial da Skype, a qual montou um escritório em São Paulo. Já no início de 2006, passou a haver cartões pré-pagos de telefonia pela internet, vendidos em mais de 30 mil estabelecimentos comerciais. Com isso, usuários domésticos não precisam criar uma conta de SkypeOut para fazer ligações.

h) Em julho de 2008, o País atingiu 135 milhões de celulares em operação, mantendo a 4ª posição mundial e ainda ficando atrás apenas de China, EUA e Rússia.




VEÍCULOS AUTOMOTORES - CONSUMO


As projeções indicam que o Brasil poderá dobrar sua
frota atual de veículos automotores de 50 para 100 milhões de veículos até 2010, perdendo apenas para os EUA e a CHINA, que tinha 13.190.000 veículos em 2000 (12º) e cujo consumo vem explodindo a cada ano.


Basta que a economia brasileira continue crescendo, haja crédito cada vez mais barato e menos impostos automotivos.


N


A indústria automotiva instalada no Brasil encerrou 2007 com um total de 2.972.822 automóveis produzidos, o equivalente a uma expansão de 13,9 % em relação ao ano anterior. Tal produção fez do Brasil a 6ª maior undústria automobilística mundial.


Esse recorde histórico do País refletiu a forte demanda interna por veículos, estimulada pelo crescimento da renda do trabalhador e pela recente facilidade de acesso ao crédito.


As vendas externas somaram 786,8 mil veículos, uma queda de 6,6 % em relação ao ano anterior. No mercado doméstico, foram licenciados 2,462 milhões de veículos em 2007, um novo recorde anual do setor. O resultado representou uma expansão de 27,8 % em relação às vendas efetuadas em 2006. O
consumo interno
em 2007 fez do Brasil o oitavo maior mercado mundial.



FROTA BRASILEIRA DE
VEÍCULOS AUTOMOTORES 
EM MILHÕES


ANO VEÍCULOS
2002
34,2
2003
36,6
2004
39,2
2005
42,0
2006
45,3
2007
50,0
2008 * 56,0

(*) Estimativa em dezembro de 2007.
(**) Previsão do ECONOMIA BR.



Dentre as marcas, em 2007, a Fiat manteve a liderança do mercado, com 25,94 % das vendas, seguida por Volkswagen (22,97 %), General Motors (21,29 %) e Ford (10,55 %). A participação dos carros flex aumentou, sendo que 84 % dos carros novos vendidos eram bicombustíveis, na média de todas as montadoras. Isso representou 2 milhões de unidades.



TELEFONES FIXOS


No mercado mundial de Telefones Fixos (linhas em uso), com uma evolução vigorosa, o Brasil saiu da 14ª posição em 1997, com 17 milhões de linhas para a 6ª posição em 2002, com 38,8 milhões. Em 1994, tinha somente 13 milhões de linhas.


Em maio de 2005, havia 42 milhões de telefones fixos em operação. O mercado previa que o Brasil chegasse a 60 milhões de telefones fixos em 2006, o que o colocaria seu mercado em uma inédita e excelente 5ª posição mundial.


Entretanto, a tendência se inverteu e o mercado teve redução ao nível de 2002 (ver quadro abaixo). As concessionárias de telefonia fixa amargaram em 2006 reajustes negativos nas suas tarifas e diminuição de sua base de assinantes. A competição na telefonia local se acirrou com o celular e o VOIP. Segundo o IBGE já existiam mais domicílios com celulares do que com telefones fixos no Brasil. O crescimento do faturamento só não foi negativo devido ao crescimento da receita de Banda Larga.



OS 10 MAIORES MERCADOS
DE TELEFONES FIXOS 
MILHÕES DE LINHAS - 2002 E 2006


LUGAR
PAÍS 2002
POS.
2002
2004
POS 2004
2006

China
214,4

311,8

368,0

Estados Unidos
186,2

268,0

172,0

Japão
71,1

58,8

55,2

Alemanha
53,7

54,6

54,2

Índia
41,4

67,3

49,8

Rússia
35,5

39,6

40,1

Brasil
38,8

42,4

38,8

França
33,9

33,9

34,6

Reino Unido
34,9

32,9

33,6
10º
Coréia do Sul
-
-
26,6
10º
26,9
O Japão começou com a tendência de decréscimo dos fixos,
que depois atingiu vários países, espaecialmente os EUA.




O futuro está na convergência e os mercados acima já mostram essa tendência com clareza, quando os fixos começam a desaparecer aos milhões em muitos deles.


Com o advento do VoIP, ou Voz por IP, bastará conectar um telefone na tomada de banda larga ou TV a cabo e falar até de graça. Com isso, muita coisa deve mudar no mercado de telefonia fixa nos próximos anos e as grandes operadoras deverão sofrer forte queda se não conseguirem aderir à Internet e outras formatos de convergância.


Já uma convergência formal vem surgindo agora com a telefonia híbrida. Quando a pessoa está em casa, o aparelho efetua ligações pela rede fixa. Quando sai de casa, o sinal de celular passa a ser utilizado para fazer as ligações.



Em 2007, várias operadoras nacionais já testavam a telefonia híbrida. O mercado espera da Telemar o resultado e o prospecto comercial de um teste integrado entre a telefonia fixa e móvel com um aparelho funcionando na rede GSM da Oi (o braço móvel da Telemar) e na rede Wi-Fi, por onde a empresa também oferece internet sem fio em Pernambuco.


A Telemar já possui quase todo o equipamento necessário para permitir a convergência entre as redes, estando agora em fase de análise mercadológica, ou seja, sobre quais os lugares atendidos pela operadora que podem oferecer um retorno garantido.


Mesmo sem saber, a maior parte dos clientes pós-pagos da Telemar e da Oi, por exemplo, já faz ligações por meio da plataforma convergente da operadora, que reúne planos como o popular “Oi Conta Total” que agrega telefonia fixa, móvel, internet rápida e chamadas de longa distância.


Nesse ponto, o Brasil não fica devendo a Países como os EUA, onde somente agora os primeiros telefones híbridos começam a surgir para o consumidor residencial.



Dados de 2007, indicam que o Brasil é o País com menor índice de linhas telefônicas fixas entre os componentes do bloco BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China). Enquanto no Brasil existem 20,77 linhas fixas em cada grupo de 100 habitantes, na Rússia o número é de 28,08, na China 27,99 e na Índia, a maior taxa de penetração do grupo, é de 36,33 a cada 100 habitantes.




TELEFONES CELULARES MÓVEIS


No mercado mundial de Telefones Celulares Móveis (linhas em uso), com uma evolução bastante vigorosa, o Brasil saiu da 20ª posição em 1997, com 4,4 milhões de móveis para a 8ª posição em 2002, com 34,9 milhões, e para a 5ª posição em 2005, com 86,2 milhões, atrás apenas da China, EUA, Rússia e Japão.


Em 2006, foi caiu para a 6ª posição por causa da gigantesca Índia. Em breve, deverá passar por Japão e Rússia, conquistando o 4º lugar mundial.



Em 2003, foi o único dos 10 maiores mercados a evoluir sobre os outros, tendo trocado a 8ª pela 7ª posição com a França (que deixou os 10 mais em 2006), atingindo 46,4 milhões de móveis, com um expressivo acréscimo de 11,5 milhões, ou mais 33 %. Seu mercado doméstico cresceu fortemente em 1/3 em apenas um ano.


Em 2004, o Brasil chegou a 65,6 milhões de telefones móveis, alcançando um forte crescimento anual de fantásticos 41,4 %, colocando seu mercado em uma inédita posição mundial de 6º lugar, ultrapassando mais Itália e Reino Unido.


Passou a Alemanha em 2005, conquistando o 5º lugar mundial.
Em 2005, o País atingiu 86,2 milhões de estações móveis em operação, com espetacular crescimento de 31,4 % sobre 2004. As vendas em alguns meses de 2005 superaram 3 milhões de unidades. Enquanto isso, o número de celulares no mundo ultrapassava a marca de 2 bilhões.


Em 2006, dadas as fortíssimas compras de Natal, o Brasil atingiu 100 milhões de celulares em operação, quando deveria ter conquistado a 4ª posição mundial do Japão, e ainda ficando atrás apenas de China, EUA e Rússia. Entretanto, ainda ficou um pouco abaixo do mercado japonês e foi largamente ultrapassado pela Índia, a qual saltou da 8ª para a 3ª posição em apenas um ano.


A passagem pelo Japão será mera questão de tempo. Veja a evolução mensal do SMP da ANATEL.


Em 2007, o País já alcançava 117 milhões de celulares em operação. As vendas a crédito tiveram em 2007 uma grande evolução sobre os anos anteriores.


N


Em março de 2008, o Brasil chegou ao patamar de 125 milhões de celulares, com expectativas de fechar o ano em 135 milhões e chegar ao fim de 2009 com até 160 milhões, na esteira da introdução do 3G.



Celulares no Brasil  
O Brasil atingiu 117 milhões de celulares em operação em 2007.
Ver dados atualizados mensalmente em "Evolução Anual" de SMP.
(*) Fechar 2008 com 135 milhões.

(**) Fechar 2009 com 160 milhões.



Em 1994, o Brasil tinha menos de 1 milhão de celulares móveis. No ano 2000, estudo da Anatel previa que 2005 terminaria com 58 milhões de celulares em operação. O valor foi superado em 47 %. Estará dobrando (116) esse patamar ainda em 2007.


Nesse mercado, a Índia só dispunha de 22 milhões de móveis, estando na 14ª posição em 2002. Evoluiu uma posição em 2003, para a 13ª posição com 26,2 milhões. Já em 2004, surgia com força em 8º lugar. Em 2006, saltou desse lugar (com 69 milhões) para um impressionante 3º lugar mundial, com 166,1 milhões No futuro, só perderá para a China e talvez os EUA.


Já a China isola-se cada vez mais na liderança dos dois mercados, fixo e móvel. Cresceu 30 % nos móveis em 2003, com acréscimo de formidáveis 62,4 milhões em um único ano, quase tudo o que o Brasil representou ao final de 2004 (65,6 milhões). O País fechou 2005 com quase 400 milhões de móveis e 2006 com 461,1 milhões.



OS 10 MAIORES MERCADOS
DE TELEFONES CELULARES
MILHÕES DE LINHAS - 2002 A 2006


LUGAR
PAÍS 2002
POS.
2002
2003
POS.
2003
2004
POS.
2004
2005
POS 2005
2006

China
206,6

269,0

334,8

393,4

461,1

Estados Unidos
140,8

158,7

194,5

219,4

233,0

Índia
-
-
-
-
62,0

69,0

166,1

Rússia
-
-
-
-
74,4

120,0

125,0

Japão
81,1

86,7

91,5

94,7

101,7

Brasil
34,9

46,4

65,6

86,2

100,0

Alemanha
60,0

64,8

71,3

79,2

84,3

Itália
53,0

55,9

62,8

72,2

71,5

Reino Unido
49,7

49,7

61,1

64,0

69,7
10º
Indonésia
-
-
-
-
-
-
-
-
63,8
O Brasil fechou 2005 em 5º lugar com 86,2 milhões e em 6º lugar
em 2006, com 100 milhões de linhas, após a natural passagem da
Índia.
Vide SMP.
Rússia e Índia não constavam antes entre os 10
maiores. Ranking futuro será de China, Índia, EUA e Brasil.




USUÁRIOS DE INTERNET


O total de Usuários de Internet em 2002 era estimado em mais de 604 milhões de pessoas no mundo. O Brasil ficou bem atrás de pequenos Países, que já atingiram seus limites. Em 2005, o total mundial já ultrapassava a marca de 1 bilhão de usuários.


As projeções indicavam que o Brasil poderia dobrar seu quadro de 32,1 milhões em 2005 (então em 8º) para algo como 65 milhões de usuários em alguns anos, vindo a perder apenas para EUA, China, Índia. Isso se justifica na baixa taxa de acesso da população, que era de apenas 21 %  na faixa etária acima de 10 anos, em 2005.


N


Já ao fim de 2007, o Brasil atingiu 40 milhões de usuários, segundo o IBGE. Enquanto isso, a CIA estimava 42,6 milhões - 5º lugar mundial - patamar alcançado ainda em 2006. Certamente, o Japão não resistirá por muito tempo em seu 3º lugar, vindo a sucumbir à Índia e ao Brasil em breve.


Uma mudança na política de acesso de banda larga, com o fim da obrigatoriedade de utilizar-se os caros e desnecessários provedores e seus mirabolantes conteúdos, aceleraria bastante esse avanço. De fato, isso já ocorreu com a operadora Vírtua (NET) faz tempo. Falta ainda o restante do mercado.


Já o advento da TV Digital, com acesso à Internet incluída, poderá fazer esse avanço no quadro de usuários ultrapassar os 100 milhões em poucos anos. Nesse caso, a posição do Brasil seria muito mais confortável.


O mesmo poderá ocorrer com o acesso pela rede elétrica, como autorizado nos EUA desde outubro de 2004, ou com a tecnologia Wi-Fi, sem fio, advento que facilitará essa meta e muito mais. Em 2005, a Intel e o CPqD se uniram na produção de tecnologia Wi-Max, também sem fio.


O Ministério das Comunicações preparava há tempos o lançamento de um Notebook de US$ 100, visando a inclusão digital de estudantes de escolas públicas e fazer do Brasil uma Coréia em termos de conectividade em 5 anos. Atualmente, mais de 75 % dos domicílios coreanos são conectados à Internet em banda larga.



Laptop

Laptop apresentado em 16 de novembro de 2005.
(Foto Divulgação MIT)




O conceito era de um equipamento portátil que promova a inclusão digital múltipla entre os estudantes, algo que eles possam levar para casa para estudar com a possibilidade de interação com os pais.


Movido a manivela, pilha ou eletricidade, o laptop (que seria de US$ 100) tem processador de 500 MHz, 1 Gb de memória e acesso à Internet por um sistema sem fios. Como alternativa, um minuto de corda da manivela oferece pelo menos 10 minutos de conexão para recebimento de dados, podendo chegar a até quarenta minutos de conexão.



Laptop

As cores escolhidas são o amarelo e o verde brilhante,
para agradar as crianças e passar uma mensagem ambiental.
O Laptop deverá passar a operar no mundo no fim de 2006.
(Foto Divulgação MIT)




Muito mais que isso, o Serviço de Comunicação Digital (SCD), que o Governo está implantando em 2008 associado à iniciativa privada, prevê a universalização dos serviços de telecomunicações digitais, oferecendo acesso público à Internet em banda larga nas mais de 170 mil escolas e bibliotecas espalhadas pelo País, sendo 100 mil delas localizadas em zonas rurais. A TV Digital, com sua ampla interatividade, terá papel fundamental nesse processo.


Talvez antes de 2010, o Brasil poderá receber uma onda tecnológica ainda mais forte, que será o lançamento da PLC - Power Line Comunication, uma internet de forte banda larga e de baixo custo, disponível em cada tomada elétrica de cada casa, escritório, fábrica e fazenda. Com o advento do VoIP, ou Voz por IP, bastará conectar um telefone na tomada de banda larga ou TV a cabo e falar até de graça.


Esse será mesmo o real início da grande inclusão digital no País inteiro. Sabe-se que Cemig, Light e Eletropaulo, entre outras companhias elétricas, já entraram com pedido do
PLC na Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), que aguarda definição da ANATEL.


Com isso, as elétricas poderão concorrer e até desbancar as empresas de telefonia, redes de televisão, televisão por assinatura, emissoras de rádio, locadoras de vídeo, cinemas, etc. Enfim, tudo poderá ser muito diferente e acessível em poucos anos, principalmente para os menos assistidos.


N


USUÁRIOS DE INTERNET
EM MILHÕES - 2002, 2005 E 2006


LUGAR
PAÍS 2002
POS.
2002
2005
POS.
2005
2006

Estados Unidos
159,0

205,3

208,0

China
59,1

111,0

162,0

Japão
57,2

86,3

87,5

Índia
16,6

60,0

60,0

Brasil
14,3
11º
32,1

42,6

Alemanha
34,0

48,7

38,6

Coréia do Sul
26,3

33,9

34,1

Reino Unido
25,0

37,6

33,5

França
18,7

26,2
10º
31,3
10º
Itália
19,9

28,9

28,9

Usuários de Internet da CIA - The World Fact Book 2008.

A CIA considerava o Brasil em 2005 com 25,9 milhões,
enquanto o IBGE considerava 32,1 milhões.
Em 2006, houve inversão, com 42,6 milhões para a
CIA, enquanto haveria 40 milhões de usuários
para o IBGE somente ao final de 2007.



Uma pesquisa realizada e divulgada pelo Ibope/NetRatings em março de 2006 mostrou que o internauta brasileiro é quem mais usa internet no mundo depois dos franceses.


Os 14,1 milhões de brasileiros que tinham acesso à internet em casa passavam na época, em média, 19 horas e 24 minutos navegando. Os franceses passavam 19 horas e 28 minutos. Os brasileiros passavam mais tempo navegando por sites que americanos e japoneses. Essas pessoas em geral pertencem às classes A e B.


N


Em dezembro de 2006, os já 14,4 milhões de usuários domésticos passavam 21 horas e 39 minutos navegando. Já em março de 2008, os 22 milhões de usuários domésticos passavam 22 horas e 24 minutos navegando.


A primeira pesquisa sobre penetração e uso da rede em domicílios, divulgada pelo Comitê Gestor de Internet no Brasil (CGI.br) em 2005, mostrava que 88,7 % dos domicílios da classe A tinham computador em casa. Na classe B, o índice era de 55,5 %; na classe C, 16,1 %; e nas classes D e E, 2 %.

 

Pela pesquisa do CGI.br, pelo menos 30 % da população brasileira tinha usado um computador nos 3 meses anteriores e 24 % usado a internet no mesmo período. Pelo menos, 13,8 % dos brasileiros tinham usado computador todos os dias e 9,6 % acessado a internet diariamente.


Ao todo, 41 % dos entrevistados afirmaram que usaram a internet com propósitos educacionais; 32 % para fins pessoais e 26 % para trabalho. Entre as atividades mais usadas nos três meses anteriores, 17 % afirmaram que foi para envio e recebimento de e-mails; 11 % para atividades escolares; 9 % para procurar informações sobre bens e serviços; e 9 % para ler jornais e revistas, entre outros fins.


Há uma tendência de crescimento de algumas atividades via internet; por exemplo, para os jogos de computador e videogame. No Brasil, 6 % usavam a internet para isso.


Os celulares já apareciam como 21 % do meio de acesso à internet em domicílios, sendo muito maior do que por computadores portáteis (2 %) ou consoles de jogos (2 %). Os computadores de mesa responderam com 60 %.


N


COMPUTADORES


Em 2005, havia uma base total estimada de 30 milhões de computadores individuais em operação, incluindo os de mesa (desktops) e portáteis (notebooks). Isso ainda representava somente 16 % da população, enquanto que nos EUA já eram 68 %.


As vendas foram de 7,5 milhões de unidades em 2005, de
7,8 milhões em 2006, e chegaram a 10,7 milhões em 2007, passando as vendas de TVs, e representando um aumento de 38 % sobre o ano anterior.


Em 2007, passou a haver uma base total estimada de 48 milhões de computadores individuais em operação, já representando 25 % da população.


O mercado brasileiro já alcançava em 2007, a posição mundial em vendas. Em 2008,  pode vir a vender  13 milhões, igualando-se ao mercado japonês do ano anterior, que foi então o 3º do mundo.




VENDAS DE COMPUTADORES
EM MILHÕES - 2007


LUGAR
PAÍS 2007

Estados Unidos
64,0

China
36,0

Japão
13,0

Reino Unido
11,2

Brasil
10,7



De fato, as vendas deverão chegar a 13 milhões de unidades em 2008, crescendo 21 % em relação a 2007, segundo previsão da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee).


O crescimento segue puxado pelo aumento de 185 % na venda de notebooks, que devem atingir vendas de 5,5 milhões de unidades. Já as vendas de desktops vão cair 6 %, totalizando 7,5 milhões de unidades. A previsão é que em 2009 as vendas de notebooks superem as de desktops.



Notebook

Notebook.



No segundo trimestre de 2008, o mercado brasileiro registrou vendas totais de 3,174 milhões de PCs - uma alta de 36 % sobre o mesmo período de 2007.


O mercado de notebooks cresceu 200 % no período, com mais de 1 milhão de unidades vendidas. O segmento doméstico respondeu por 64 % das vendas. Em contrapartida, a venda de desktops cresceu apenas 5%, com pouco mais de 2 milhões de unidades vendidas e a maior parte das vendas - 54 % - ficaram concentradas no mercado corporativo.




FONTES & LINKS


CIA - The World Fact Book 2008

Obs : as informações desta fonte são dinâmicas, mudando continuamente. Em outubro de 2004, apenas parte dos dados de 2003 estavam disponíveis, como em Celulares Móveis. Em julho de 2005, havia bastante atraso nas tabelas do Fact Book 2005. Por isso, foram mantidas tabelas anteriores.

Agência Nacional de Telecomunicações - ANATEL

IBGE - Internet no Brasil

Histórico da Internet

UFRJ - Laboratório de Voz Sobre IP - VoIP

ABINEE




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