Para chegar-se
a um modelo de revolução de Inovação Tecnológica, passando por forte
evolução em PD&I e seus
resultados nas esferas de emprego civil e militar, é necessário que a Economia do
País seja antes conduzida
de modo estável e realmente profissional, com planejamento a longo prazo, além
de um ou dois mandatos de
Governo, com real visão de Desenvolvimento Econômico e
Social.
Como exemplo, espera-se de um Governo Brasileiro políticas agrícola, mineral,
industrial e de serviços abrangentes, amparadas pelo investimento em áreas
sociais, principalmente, em
educação & conhecimento, para a
formação de um gigantesco Mercado Interno.
Espera-se ainda uma
política exterior engajada
em forte e consistente promoção comercial, na real abertura de grandes mercados (China,
Índia, Rússia, UE e EUA) e investimentos de longo prazo, e que
seus vastos Recursos Hídricos (2) sejam eleitos como prioridade de conservação e proteção para o futuro e de utilização
inteligente.
Bacias
Hidrográficas
do Brasil (em Prossiga).
O Brasil deverá buscar
fortalecer os laços de amizade com aqueles que possam, sobretudo, impulsionar a expansão de seu ''espaço da
prosperidade''.
Aposta-se na expansão do
Mercosul para um Mercado da América
do Sul e em Acordos & Alianças bilaterais e multilaterais com China, Índia,
Associação do Sudeste Asiático, Rússia, África do Sul e
África, União Européia,
EUA e o Grupo de 22
Países
do Oriente Médio.
Porém, a Aliança Estratégica mais aguardada nesse
início de Século XXI e que poderá revolucionar a
economia brasileira a curto prazo é a dos PAÍSES BALEIAS.
Se no estudo BRIC o
Brasil aparece como a 5ª maior potência mundial em 2050,
poderá ser muito melhor aproveitado se contar com essa
gigantesca Aliança, e todos os 4 terão seus melhores
resultados atingidos com 30 anos de antecedência, já em
2020.
Como prova dessa possibilidade, China e Rússia firmaram
Aliança Estratégica em 2003, em paralelo com outra entre
Brasil, Índia e África do Sul (G-3). Em 24 de maio de
2004, o Brasil formalizou fundamental, ampla e inovadora Aliança Estratégica
com a China. Falta agora a grande Aliança.
Especula-se em todo o mundo atual que,
em 2002, foi formada uma ALIANÇA
ESTRATÉGICA entre estes BRICs,
a qual nunca foi anunciada abertamente, nem teriam sido formalizados
documentos a respeito. Coincidentemente, o estudo do Goldman Sachs foi
divulgado um ano depois, ocasião em que estes Países
também passaram a ser convidados para as reuniões do G-8
(com
a Rússia), anualmente.
Em 2006, um estudo elaborado pela consultoria PricewaterhouseCoopers,
chamado "O Mundo em 2050", previu que a economia brasileira será a
4ª maior do mundo em 2050, sendo superada apenas por China, EUA e
Índia.
Não será
difícil, pois o PIB do Brasil foi recalculado com a nova
metodologia do IBGE anunciada em março de 2007.
Com isso, seu PIB pelo método de Paridade de Poder de Compra de 2005 foi elevado para US$ 1,803
trilhão, passsando o País a ocupar a
posição de 8ª maior economia mundial naquele ano,
ultrapassando a Itália.
Já em 2006, com o PIB/PPP tendo sido elevado para, aproximadamente, US$ 1,880 trilhão,
o Brasil passou a ocupar a posição de 7ª maior economia mundial, tendo
ultrapassado a França, desta vez.
AS 10 MAIORES ECONOMIAS
MUNDIAIS - 2005 E 2006
PELO BANCO MUNDIAL
PIB (GDP) / PPP
US$ TRILHÕES
LUGAR
|
PAÍS |
2006
|
2005
|
1º
|
Estados Unidos
|
12,980
|
12,409
|
2º
|
China
|
10,000
|
8,573
|
3º
|
Japão
|
4,220
|
3,944
|
4º
|
Índia
|
4,042
|
3,816
|
5º
|
Alemanha
|
2,585
|
2,418
|
6º
|
Reino
Unido
|
1,903
|
1,927
|
7º
|
Brasil
|
1,880
|
1,803
|
8º
|
França
|
1,871
|
1,830
|
9º
|
Itália
|
1,727
|
1,668
|
10º
|
Rússia
|
1,723
|
1,560
|
Tabela baseada em dados do Banco
Mundial.
PIB/PPP do Brasil já
com a nova metodologia
do IBGE anunciada em
março de 2007.
Wikipedia
- List_of_countries_by_GDP - PPP
AS 10 MAIORES ECONOMIAS
MUNDIAIS DE 2003 A 2006
PIB (GDP) / PPP
US$ TRILHÕES
LUGAR
|
PAÍS |
2006 *
|
2006
|
2005
|
2004
|
2003
|
1º
|
Estados Unidos
|
12,980
|
12,980
|
12,410
|
11,750
|
10,990
|
2º
|
China
|
10,000
|
10,000
|
8,182
|
7,262
|
6,449
|
3º
|
Japão
|
4,220
|
4,220
|
3,914
|
3,745
|
3,582
|
4º
|
Índia
|
4,042
|
4,042
|
3,699
|
3,319
|
3,033
|
5º
|
Alemanha
|
2,585
|
2,585
|
2,454
|
2,362
|
2,271
|
6º
|
Reino
Unido
|
1,903
|
1,903
|
1,869
|
1,782
|
1,666
|
7º
|
Brasil
|
1,880
|
1,616
|
1,568
|
1,492
|
1,375
|
8º
|
França
|
1,871
|
1,871
|
1,822
|
1,737
|
1,661
|
9º
|
Itália
|
1,727
|
1,727
|
1,651
|
1,609
|
1,550
|
10º
|
Rússia
|
1,723
|
1,723
|
1,539
|
1,408
|
1,282
|
PIB
(GDP) / PPP da CIA
- The World Fact Book 2007.
Dados do BRASIL.
(*)
De acordo com a nova metodologia do IBGE anunciada em
março de 2007, o PIB/PPP
do Brasil em 2005 foi de US$ 1,803 trilhão e deve situar-se
próximo a US$ 1,880 trilhão
em 2006, tendo assumido a posição
de 7ª maior economia mundial, e tendo ainda
ultrapassado Rússia, Itália e França, além
de aproximar-se bastante do Reino
Unido, podendo visualizar para breve a 6ª posição
mundial.
O
Brasil será a melhor aposta de todas
para a humanidade que procura sobreviver
à sua própria armadilha
ambiental.
A
ECONOMIA BRASILEIRA NO FUTURO
SIMULAÇÃO DE PROJEÇÃO PARA 2022
Como base para a simulação de
projeção para o ano de 2022, o ECONOMIA BR entende que o PIB brasileiro, caso tivesse
se
desenvolvido a contento nos anos 80 e 90, já poderia estar
hoje em US$ 5
trilhões, quase metade do PIB dos EUA, e seu patamar de
direito, a ser conquistado fortemente aberto ao comércio com o
mundo inteiro.
Veja os
INDICADORES
ECONÔMICOS do Brasil.
A AGRICULTURA
ALIMENTAR E ENERGÉTICA no Brasil é
vista hoje como a semente que pode transformar o País e
levá-lo a uma condição de respeito
incontestável no mercado internacional, vindo a assumir esse
destacado papel
que lhe cabe na economia mundial, pois será o maior produtor
de alimentos do mundo em 2012, de acordo com a ONU.
O mesmo deverá ocorrer
com energia renovável.
E algumas das chaves para essa grande reviravolta são a CHINA, os EUA e os CRÉDITOS
DE CARBONO.
A produção brasileira do AGRONEGÓCIO
estará dedicada a ALIMENTAR A
POPULAÇÃO E MOVER VEÍCULOS no Planeta
inteiro a preços mais que elevados, e em poucos anos.
A recente crise do Petróleo com o preço do barril
crescendo a uma faixa de US$ 80 demonstra e adverte para esse caminho.
O País precisa investir no
aprimoramento da infra-estrutura, logística, tecnologia
inovadora, meio-ambiente e educação & conhecimento
para ser imbatível onde realmente tem diferenciais exclusivos :
na agricultura, na indústria de alimentos e na área de
energia, seja a mineral (petróleo), seja renovável, a ENERGIA LIMPA. Todo a
exportação das outras indústrias, serviços,
e energia virá amplamente a seu reboque, como nunca visto.
Neste Século XXI, o
Brasil terá papel fundamental no fornecimento das necessidades
da humanidade (água, alimentos, energia e
eliminação de carbono) a custos
explosivamente crescentes, pela lei da oferta e da demanda
em um mundo de crescente
escassez e graves mudanças climáticas.
E, além de exportar
grãos como os da soja, poderá ainda beneficiar estes e
muitas plantas oleaginosas em BIOCOMBUSTÍVEIS,
como o novo H-BIO, e o futuro BIOQUEROSENE, que deverá
revolucionar a aviação.
Como combustível do
futuro, as grandes vantagens do BIODIESEL
estão no fator
social da agricultura familiar e na duplicidade dos componentes de suas matérias-primas.
As plantas oleaginosas possuem dois componentes : a
porção lipídica, o óleo, e
a protéica, alimentos. Então, para produzir BIODIESEL, também vai-se produzir ALIMENTOS, necessariamente.
Em 17 de julho de 2006, em encontro
paralelo à cúpula do G8,
em São Petersburgo, Rússia, Lula
propôs a Bush a discussão de uma
aliança entre Brasil
e Estados Unidos "na questão das fontes renováveis
de energia e combustível".
"É um convite, Bush, à criação
de uma aliança de grande calibre", disse Lula.
(Foto Ricardo Stuckert
- PR -17 JUL 2006 - 1030rs001)
Para que o Brasil atinja um PIB
ainda maior, de US$ 6 trilhões
até 2022 (a valores atuais), algumas áreas
deverão ser extremamente incentivadas :
Educação,
Conhecimento & Esportes
Investimento Estrangeiro
Direto
Comércio Exterior
Agronegócio
Biocombustíveis
Infra-Estrutura &
Logística
Ligação Norte-Nordeste
Indústria de
Ponta
EDUCAÇÃO,
CONHECIMENTO & ESPORTES
Ver nova página de Educação, Conhecimento
& Esportes.
INVESTIMENTO ESTRANGEIRO
DIRETO
O Brasil possuía ha
pouco tempo um estoque de Investimento Estrangeiro Direto (IED) de US$
236
bilhões (resultado acumulado entre 1990 e 2002), segundo
a Conferência das Nações Unidas para
Comércio
e Desenvolvimento (UNCTAD).
Porém, em 2003, a entrada foi de US$ 10 bilhões, em
tempos de desconfianças quanto aos rumos do País. Em 2004, o Brasil
obteve um IED de US$ 18,1 bilhões, números 79 % melhores
que os de 2003 e também superiores aos de 2002. Em 2007, entraram US$ 34,616 bilhões.
Já em 2008, são aguardados investimentos entre US$ 40 e
US$ 50 bilhões.
O estoque de investimentos estrangeiros dos EUA é superior a US$
1,4 trilhão. O da China já é de mais de US$ 500
bilhões, só perdendo hoje para os EUA,
Grã-Bretanha (acima de 650). Espera-se que a CHINA ultrapasse os EUA antes de 2010.
Mapa da China com
seus vizinhos.
O Brasil já ocupa
posição melhor que o 8º lugar na lista. Em 1990,
detinha apenas US$ 37 bilhões. Entretanto, precisa competir com
a China, os EUA e o resto do mundo para subir à 3ª
posição antes de 2022.
Os incentivos do Brasil a esses
investimentos estrangeiros, hoje avaliados em um total
de mais de US$ 7 trilhões no mundo, serão o maior
indicativo de qual será o caminho do País para
o desenvolvimento.
Será necessário atrair muito mais que US$ 50
bilhões anuais para que ocorra
um forte crescimento e há condições para isso. O
Caminho ? Está nas demais
áreas aqui tratadas, na
mesma CHINA
e nos CRÉDITOS DE CARBONO.
A CHINA
cresceu só em
2006 incríveis 10,7 % e tinha uma população de 1,3
bilhão de habitantes (que pode ser de 1,7 bilhão com os
filhos não registrados). A questão fundamental da
atualidade é a das mudanças climáticas, a qual fez
surgir no mundo um novo mercado, o de Créditos de Carbono, que
pode gerar em uma só tacada enormes oportunidades de ganho
ambiental, social e econômico para
o Brasil.
Estima-se que o mercado anual de carbono só da União
Européia venha a representar mais de US$ 20 bilhões em
2007 devido às extremas mudanças climáticas (a
Europa arde em seus verões desde 2003, Londres não tem
mais água e os Alpes pouco sabem o que é neve).
O mercado dos EUA deverá
valer mais de US$ 20 bilhões anuais (o Sul dos EUA foram gravemente inundados e devastados em 2005) e o do Japão outros US$ 10
bilhões. O mercado mundial pode ser estimado em mais de US$ 60
bilhões apenas em 2007.
Em 2010, tal valor poderá ser multiplicado por 3, 5 ou 10. Tudo
depende do aumento da temperatura global, causado pela
poluição e a devastação ambiental, que
nunca - em 400.000 anos - esteve tão alta na Terra.
Isso provocará um perigoso e também lucrativo efeito em
cadeia. Se é um grave problema por um lado, também
é uma
enorme oportunidade por outro, para pouquíssimos Países.
O Brasil deverá capacitar-se para atrair para si esses
Créditos de Carbono em
valores explosivamente crescentes, tanto na geração de Energia Limpa como na
preservação ambiental e até mesmo na
ampliação de suas florestas (veja abaixo em LNN), que absorvem o CO2 e ajudam a reduzir a
temperatura global.
Será como atuar na prevenção e na limpeza,
ganhando pelos 2 lados, simultaneamente. Este é o
inescapável FUTURO.
COMÉRCIO EXTERIOR
Em 2004, o Brasil teve um saldo
comercial de US$ 33,693 bilhões. Na simulação do ECONOMIA BR, já a partir de 2005 passou a
concentrar todas as atenções empresariais em sua nova
cultura exportadora (agressiva, desburocratizada e desonerada de
impostos) em todos os campos, visando alcançar os seguintes
saldos
comerciais e de serviços futuros até 2022, a valores
atuais :
SALDOS COMERCIAIS DE
PRODUTOS E SERVIÇOS
US$ BILHÕES
ANO
|
AGRO
|
MIN
|
IND
|
SERV
|
TOTAL
|
2005
|
30
|
10
|
10
|
-
5
|
45
|
2009
|
40
|
15
|
10
|
5
|
70
|
2012
|
170
|
50
|
50
|
30
|
300
|
2015
|
400
|
170
|
90
|
40
|
700
|
2020
|
500
|
340
|
100
|
60
|
1.000
|
2022
|
600
|
400
|
120
|
80
|
1.200
|
MIN = Minerais (minerais,
petróleo, água em granel).
Para um PIB de US$ 6 trilhões em 2022, o saldo
comercial de produtos e serviços será de US$ 1,2 trilhão (20 % do PIB). As
exportações serão de US$
2,1 trilhões contra importações de US$ 900
bilhões. O comércio total será de US$ 3 trilhões,
representando exatos 50 % do PIB de 2022. O comércio total da
CHINA esperado para 2022 é de mais de US$ 4 trilhões.
Esse comércio de bens e serviços significa que a economia do País
estará intimamente ligada ao mundo e, ao contrário
de hoje, em que representa somente pouco mais de 1 % do comércio
mundial. Passará a representar mais de 10 %.
Já é consenso mundial hoje que o Brasil dominará
mercados importantes
como os de água, alimentos e biocombustíveis (todos
altamente beneficiados).
Deverá ser ainda um grande exportador de produtos de alto valor
agregado, devido aos futuros enormes investimentos em
inovação e renovação tecnológica,
com educação, PD&I, e também à
gigantesca escala de
produção e trocas com seus parceiros principais : China,
Índia & Ásia, África do Sul
& África, e Rússia, os PAÍSES
BALEIAS, além da América Latina.
Some-se possíveis grandes avanços com a União
Européia
e os EUA, sem a já esquecida ALCA,
mas com um forte avanço conjunto no ETANOL
COMBUSTÍVEL e nos
demais BIOCOMBUSTÍVEIS.
AGRONEGÓCIO
O Brasil colhe hoje algo
como 143
milhões de toneladas de grãos (mt)
ao ano. Para tal, explora pouco
mais de 50 milhões de hectares (mh). Porém, relatório do USDA (Departamento de Agricultura dos EUA) revela que o
País ainda poderia agregar
outros 170 mh, igual a toda a área
plantada dos EUA hoje, sem contar com a Amazônia
e um futuro Nordeste irrigado por grandes canais (via LNN).
No todo, o potencial é quase
o dobro desses 220 mh, chegando a 420 mh. Apenas o Mato Grosso possui
90 mh úteis e explora apenas 5 milhões. A Amazônia tem hoje 70 mh de
área desflorestada e em degradação e mais
áreas hoje plantadas com soja, mas todas ideais para o BIODIESEL. Junto com seu
reflorestamento, poderiam ser utilizados 35 mh.
O mesmo ocorre com 135 mh em todo o vasto Nordeste, incluindo o
semi-árido. A
Agricultura poderá ainda ocupar, por baixo, outros 90
milhões dos 220 mh hoje
usados por pastagens para a pecuária.
Com o uso de 200 mh dessas áreas novas, a área total
utilizada poderá quintuplicar, chegando talvez a 250 mh, ou 47 % a mais que os EUA (já no seu
limite, além de amplamente subsidiado e protegido), e podendo atingir uma
produção anual de grãos de hoje inimagináveis 600 MILHÕES DE TONELADAS.
Por outro lado, pode-se contar com
pequena parte da Amazônia (parte mínima dos 5,2
milhões de km2) e com o Semi-Árido do Nordeste irrigado
pelo desvio de águas do Norte, como dos Rios Parnaíba e
Tocantins (ver abaixo em LNN), e com o manancial
hídrico de seu subsolo (aqüíferos), totalizando uma
área de 170 mh somente para
o cultivo de cana-de-açúcar e de plantas oleaginosas, com
os quais se produzirá BIOCOMBUSTÍVEIS.
De acordo com a presente
simulação do ECONOMIA BR,
somente o cultivo de 170 mh no Nordeste e na Amazônia
deverá render, aproximadamente, incríveis 13,8
BILHÕES DE TONELADAS de
cana e plantas oleaginosas que, beneficiados, responderão com 544 BILHÕES DE LITROS de BIOCOMBUSTÍVEIS ao ano.
Serão 3,43 bilhões de barris de biocombustíveis
anuais, ou uma gigantesca produção diária de 9,4
milhões de barris equivalentes ao petróleo para exportação, só que
já prontos
para o consumo e muito mais valorizados pela difícil guerra da
humanidade
contra o aquecimento global.
Esse crescente aquecimento e a
explosiva demanda por alimentos no mundo, além da fatal de
água em muitas regiões hoje produtoras e a nova
necessidade de biocombustíveis, ou combustíveis renováveis, nos Países
"ricos", em obediência ao Protocolo de Quioto (2),
com
seus CRÉDITOS
DE CARBONO, e ainda
pelos explosivos preços do petróleo, são apontados
como os principais motivos para a forte expansão da agricultura brasileira no futuro
próximo, considerando-se a CHINA e os EUA como os primeiros da fila.
Em 2006, o mundo consumia mais de 2 bt de alimentos, sem contar o
montante referente a combustíveis renováveis. Já
em 2015 (10 anos), esse consumo deverá ser, pelo menos, 1,5
vezes maior, ou 3 bt. Somando-se os insumos para combustíveis
renováveis então amplamente difundidos pelo mundo e
calculados em 1 bt, chega-se a um consumo agregado de 4 bt.
O Brasil estará aumentando sua produção a passos
gigantescos, a caminho de 600 MT DE
GRÃOS ANUAIS (em 2022), porém, a
produção mundial não terá conseguido
acompanhar sequer de longe o crescimento para 4 bt em 2015 para atender
ao consumo.
Vastas regiões do mundo entrarão em colapso por causa do
aquecimento global e da falta de água (China, Índia e
EUA), além de outros recursos, passando a existir revoltas e guerras em
muitos Países e até continentes. Os preços dos
alimentos e biocombustíveis explodirão por
toda parte.
O Worldwatch
Institute - WWI-UMA (grãos) (águas) argumenta hoje que a
futura competição mundial pela
água provavelmente ocorrerá nos mercados mundiais
de grãos, pois seus
exportadores
são, efetivamente, exportadores de água (utiliza-se 1.000 toneladas de água para
produzir 1 tonelada de grãos), que já apresenta crescente déficit no mundo.
Os lençóis
freáticos
já estão caindo,
continuamente, nas 3 principais regiões produtoras mundiais de
alimentos :
a planície norte da CHINA, responsável por 1/3
da colheita
de grãos
do mundo;
o Punjab na Índia, celeiro de quase 1,1 bilhão de
pessoas; e
o sul das Grandes Planícies dos EUA, que ainda os faz
os maiores exportadores mundiais de
grãos (subsidiados).
Satélites dos EUA
revelam que milhares de lagos no norte chinês literalmente
desapareceram e surgiram perigosas nuvens da Poeira
da China. Tudo isso
levará a uma explosão mundial no consumo e nos
preços dos alimentos.
"Um 11
de Setembro Ambiental será
um evento catástrófico próximo, que
virá na forma de uma alta maciça
no preço dos alimentos, causada
pela queda na produção de grãos
da China, resultado do aquecimento
global e da escassez de água."
Lester Brown - WWI
No meio disso tudo, o
incomensurável mercado
chinês cresce meio Brasil (90 milhões de pessoas) a cada
ano. Seu mercado consumidor em 2007 é estimado em 400
milhões de pessoas, em meio a 1,3 bilhão de habitantes.
Tal mercado já é maior que os mercados de Brasil e
Estados Unidos juntos. Some-se a isso a forte suspeita de existirem
mais 400 milhões de chineses não registrados, por causa
da lei do filho único. Haveria, então, uma
população de 1,7 bilhão de chineses.
Desde os anos 90, a CHINA cresce a
uma média
anual superior a 9 % e em 2007 cresceu quase 11 %. Até 2015,
terá quadruplicado sua economia e terá mais de 1,5
bilhão de consumidores absolutos, com real poder aquisitivo.
Sozinha, deverá estar IMPORTANDO para SOBREVIVER
mais de 2 BILHÕES
DE TONELADAS de grãos e alimentos industrializados ao ano
já antes de 2022.
Atualmente, o Brasil pode produzir somente 6,5 % do consumo mundial
(130 mt / 2 bt). Em 2015, poderá estar exportando excedentes
relativos a 15 % desse consumo global (600 mt / 4 bt), tornando-se
líder absoluto entre as nações exportadoras desse
mercado. Seguirão a Argentina e talvez a Austrália, se
esta não virar um gigantesco deserto, pois já está
fortemente ameaçada pelo aquecimento global.
O saldo comercial do
agronegócio brasileiro (alimentos e energia) poderá
atingir a cifra anual superior a US$ 500
bilhões (em valores atuais) a partir de 2015, ou 17
vezes o saldo atual (500/30).
Os preços agrícolas serão, pelo menos, 3 vezes superiores aos atuais (de US$ 200
para > US$ 600 a tonelada em valor presente). Não se deve
esquecer que o petróleo estará sendo substituído
em larga escala por alternativas bioenergéticas também
caras, mas absolutamente necessárias, como o álcool, o
biodiesel e o h-bio, que concorrerão pelas áreas
cultiváveis.
Daí para 2022, caso haja
uma explosão de consumo e preços, esse saldo
deverá crescer entre 50 % e 200 % (+ 3 vezes)
somente pelo lado dos preços (não necessariamente da
produção), o que representaria um valor anual de
até US$
1,5 trilhão.
Isso estará puxando e alavancando todo o resto da economia para
patamares muito superiores aos mais imaginativos hoje. Tudo isso
é verdadeiro e o
fantástico potencial do Brasil poderá ser a
salvação do mundo.
Nesse sentido, os EUA procuraram o Brasil para uma parceria em torno do
ETANOL COMBUSTÍVEL. Por
outro lado, também a planejadora CHINA pensa em fazer uma
larga parceria para
produção e transporte de Agronegócio - Alimentos e
Energia - no Brasil. E a ÍNDIA terá que seguir o mesmo
caminho.
Enfim, já a partir de 2007 o
Brasil deverá começar a tirar proveito da necessidade dos
Países ricos atenderem ao Protocolo
de Quioto (para a redução de
emissões de CO2) pelo
desenvolvimento ambientalmente amigável, adicionando mais e mais
combustíveis renováveis a suas hoje poluentes matrizes
energéticas e disponibilizando mais e mais CRÉDITOS DE
CARBONO.
Estes deverão, por sua vez e em
sua grande extensão, vir para o Brasil, inclusive
para extensos projetos de REFLORESTAMENTO.
BIOCOMBUSTÍVEIS
Comprovadamente,
o mundo só tem reservas de petróleo para mais 40 anos de
consumo. Países com baixas reservas são os maiores
consumidores. Só em 2003, os EUA utilizaram 20 milhões de
barris por dia, o equivalente a 25 % da demanda mundial e a China
já respondia por 7,6 %, tendo ultrapassado o Japão em
2004, com 6,8 % do total.
A
China de 2005 sentia muito a falta de energia para continuar crescendo
sem provocar inflação, pois era exportadora
líquida de 3 milhões de barris/dia de
petróleo por volta de 2001 e em 2005 passou a importar
liquidamente 4 milhões de barris/dia, já consumindo
7,5 mb/dia.
Trata-se do 5º maior produtor mundial com 3,5 mb/dia, basicamente
extraídos em terra. E continua a crescer já na
faixa de 11 % ao ano, tendo a maior população do mundo.
Recepção
ao Vice-Presidente José Alencar em Xangai, China, em
21
de março de 2006, para a
instalação da Comissão Sino-Brasileira
de
Alto Nível de Coordenação e
Cooperação (COSBAN).
(Foto Aluizio Gomes de Assis - VPR -146.898)
Em 2007, o Governo Brasileiro passou a
desenvolver um plano de expansão da produção de
etanol para exportação a nível global. O
plano teve início com uma pesquisa da Unicamp, que verificou a viabilidade de o
etanol brasileiro substituir 10 % da gasolina no mercado mundial, em 20
anos. Tal levantamento indicou que, para o Brasil chegar a essa
posição, será necessário investir R$ 20
bilhões anuais em produção e logística.
A maior parte do petróleo consumido no mundo terá de ser
misturado e substituído por combustíveis
renováveis (não-convencionais) a médio e a longo
prazos. Portanto, biocombustíveis como o álcool, o
biodiesel e o novo H-BIO
representarão ao Brasil, inexoravelmente, um saldo comercial
superior a US$ 100 bilhões
em 2015.
Este será o valor pago pelo mundo industrializado e poluidor
para que sejam atingidas as crescentes metas de redução
de suas emissões de carbono, que aquecem o Planeta.
Como exemplo disso, o JAPÃO
aprovou legislação permitindo a mistura de até 10
% de biocombustíveis à gasolina, com início em 3
%. No mundo todo, só o Brasil poderá atender a essa
demanda hoje estimada em 7 bilhões de litros
(bl) de álcool anidro por
ano.
O País colhe 400
mt de cana-de-açúcar por ano, sendo utilizados somente 5
mh, o que representa somente 10 % do espaço atualmente utilizado
pela Agricultura em grãos. Com isso, produz por ano 18 bl de
álcool.
Apenas o mercado japonês representaria em 5 anos um
acréscimo anual de
28 % na produção nacional, indo a 23 bl. Com a CHINA e os EUA seguindo o mesmo caminho, a
produção nacional de álcool terá de
crescer, assustadoramente, nos próximos anos.
Em 2011, estará colhendo acima
de 650 mt em apenas 8 mh, aumentando a produção de
álcool para 25,6 bilhões de litros.
ETANOL
A expansão
da produção
do programa brasileiro de álcool em mais 30 mh será
suficiente
para que o ETANOL
nacional substitua 10 % da gasolina hoje usada no mundo. Isso
representará
quase 100 bl de álcool ao ano somente para
exportação,
e sem representar queimadas por terras novas.
Presidentes Lula e Bush examinam mudas de cana-de-açúcar,
utilizada na produção de etanol, no Terminal da Transpetro
de Guarulhos, São Paulo, 9 de março de 2007.
(Foto Ricardo
Stuckert - PR - ABr 1611RS03)
Ressalte-se que os EUA consomem
540 bl de gasolina todo ano e precisam substituir 20 % pelo ETANOL, que seriam incríveis 108
bl nominais e 130 bl reais.
Apenas no Brasil, tal área de 30 mh necessária para os
100 bl exportáveis corresponde a uma pequena
fração dos 2 bilhões de
hectares de áreas cultivadas em todo o mundo e poderá
vir dos 90 mh hoje usados por pastagens e
utilizáveis sem impacto ambiental.
E fala-se em crescimento assustador se o percentual médio de
mistura no conjunto desses
Países ficar na faixa de 10 %, o que é muito modesto
se comparado aos 25 % praticados internamente.
Estima-se que, em 2025, a
demanda mundial por gasolina atinja 2 TRILHÕES DE
LITROS, contra mais de 1,2 trilhão, atualmente. Para substituir 20 % dessa demanda, o Brasil
terá de produzir 400 bl de ETANOL todo ano a preços até superiores aos de derivados de
petróleo, por causa do enorme esforço pela
redução do aquecimento global, algo simplesmente
inimaginável hoje.
Com base no levantamento da UNICAMP acima, para que ocorram
exportações de ETANOL de 400 bl em 2025, a área
plantada deverá ser
de 60 milhões de hectares, com uma média de 6,6 mil litros por hectare.
Isso representará menos de 20 % de área facilmente
disponível no País, cujos 100 % daria um total aproximado
de 300 mh.
Entretanto, se o País se
dispuser a alcançar um patamar superior, chegando a esses 300 mh
de novas áreas disponíveis para plantações
de cana-de-açúcar, o Brasil poderia produzir esses
impensáveis 2 TRILHÕES DE
LITROS DE ETANOL,
com uma média de 6,67 mil litros por hectare.
Esse volume atenderia às necessidades do mundo. Seriam 12,6 bilhões de barris anuais
que, a apenas US$ 200,00, valeriam espantosos US$ 2,52 trilhões.
NOVAS
ÁREAS PARA O
ETANOL
MILHÕES DE HECTARES
REGIÃO
|
MH
|
MATO GROSSO
|
85
|
AMAZÔNIA
|
5
|
NORDESTE
|
100
|
OUTROS
|
20
|
PASTAGENS
|
90
|
TOTAL
|
300 |
Tirando o protecionista mercado dos
EUA, que poderão representar 41 % desse total, restará
ainda 1,180 trilhão de litros. Para atender a 100 % dessa
demanda mundial sem os EUA, o Brasil terá de produzir 1,180 trilhão de litros só
de etanol (7,4 bilhões de barris anuais). A área plantada deverá ser de 177 milhões de hectares, com
essa mesma média de 6,67 mil litros por hectare.
NOVAS
ÁREAS PARA O
ETANOL
EM 177 MILHÕES
DE HECTARES
REGIÃO
|
MH
|
MATO GROSSO
|
37
|
AMAZÔNIA
|
-
|
NORDESTE
|
70
|
OUTROS
|
10
|
PASTAGENS
|
60
|
TOTAL
|
177 |
Lula é recebido pelo
casal Bush em Camp David, 31 de março de 2007.
(Ver Declaração
Conjunta e Transcrição da entrevista coletiva com vídeo).
(Foto Ricardo Stuckert - PR -
ABr 31032007G00001)
Ressalte-se que somente o mercado
interno do Brasil significará 3 % do mercado mundial em 2025,
devendo estar consumindo por volta de 60 bl ao ano (3,3 vezes toda sua
produção atual).
Isso tudo
deverá ter custos de toda ordem muito expressivos e se
tornará, certamente, um fator determinante de poder mundial no
futuro próximo.
E
ainda sequer está sendo considerado o etanol celulósico,
que é obtido a partir da celulose
de resíduos da agricultura. Ele promete render 3
vezes mais etanol que o obtido com a cana-de-açúcar
e deverá revolucionar o campo e a energia do futuro.
Presidentes Lula e Bush
após discurso sobre produção de biodiesel
e etanol,
no Terminal da Transpetro de Guarulhos, São Paulo, 9 de
março de 2007.
(Foto Ricardo
Stuckert - PR - ABr 09032007G00002)
BIOCOMBUSTÍVEIS
- FOCO NO BRASIL E NO MUNDO
Um outro foco estratégico, bem
mais interessante ao Brasil, seria simplesmente contornar o mercado
interno americano e ir muito além dessa pretensa parceria. Seria
como o Brasil sim procurar remodelar o mundo com seus
biocombustíveis.
A idéia seria somente produzir e
usar veículos econômicos movidos a biocombustíveis
no mercado brasileiro e exportar para o mundo inteiro os excedentes dos
biocombustíveis e todo o petróleo - essencialmente
refinado na forma de gasolina já misturada com álcool -
que o País pudesse produzir (hoje acima de 2 mb ao dia).
O Brasil passaria a ganhar muito em pelo menos 5 (cinco) Frentes
Estratégicas, a saber :
Primeira
Frente : estaria vendendo o produto mais caro e
disputado, que é o
petróleo;
Segunda
Frente : beneficiaria toda essa energia aqui mesmo;
Terceira
Frente : exportaria seu álcool à vontade, criando
dependências
estratégicas espalhadas pelo mundo inteiro;
Quarta
Frente : vincularia todo esse comércio a uma cota de
exportações de
veículos econômicos produzidos localmente
por capitais nacionais; e
Quinta
Frente, mas não menos importante : estaria limpando
e preservando seu
próprio meio-ambiente antes de pensar
em qualquer coisa a mais.
BIODIESEL
Outro biocombustível, o BIODIESEL
será um dos combustíveis do futuro, por ser um
éster de óleo vegetal,
portanto, de origem renovável, sem poluir a atmosfera. E ainda
agrega um importante fator social, por ser plantado até em
áreas difíceis pela agricultura familiar.
O biodiesel foi inventado pelo
engenheiro químico cearense Expedito Parente ainda
na década de 70, mas a
idéia foi frustrada pelo Governo em 1984. A validade de sua patente teve término
em 1991, ano em que Alemanha e
Áustria ressuscitaram a idéia. Daí em diante, a
Europa passou a produzir o biodiesel com o mesmo processo de Parente.
Em 2000, Expedito Parente voltou para
Fortaleza a fim de também ressuscitar o biodiesel, a partir do
sucesso que ele estava tendo na Europa. A primeira coisa que mudou foi
o nome, que era Prodiesel, por causa do Proálcool. Passou a ser
biodiesel, como já estava sendo chamado na Europa.
A partir daí, o Brasil inaugurou em agosto de 2005, em Floriano
(PI), uma usina que processa o
óleo da mamona e transforma em biodiesel. Já a partir de 2008, será obrigatória
a adição de 2 % de biodiesel ao óleo diesel no
Brasil. Serão 800 milhões de litros por ano como desafio
inicial. Em 2007, mais de 40 usinas estavam sendo
construídas no País para o biodiesel.
Como matérias-primas do
biodiesel, as oleaginosas possuem dois componentes : a
porção lipídica, o óleo, e a
protéica, alimentos. Então, para produzir biodiesel,
também vai-se
produzir alimentos, necessariamente. Mal comparando, seria como
a dependência entre gasolina e diesel no processo de refino
do petróleo. Se uma não for consumida, terá de ser
exportada.
Além desse casamento da produção de energia e
alimentos ser estratégico para o País, pensa-se em
regionalização da produção do biodiesel,
casando a motivação com as vocações
regionais.
A motivação
para produzir-se o biodiesel no Nordeste é resolver o problema
da fome na região
semi-árida, onde há mais de dois milhões de
famílias vivendo em situação de miséria no
campo por causa da falta de chuvas. Nesse caso, será utilizada a
agricultura familiar. Dentro das vocações, serão
contempladas culturas que possam prosperar nessa região de seca
: como a mamona e o pinhão manso. Assim, atua-se contra a
miséria no Nordeste através de sua própria
vocação regional.
Presidente Lula discursando durante
sessão especial
da Conferência Internacional sobre
Biocombustíveis,
em Bruxelas (Bélgica), em 5 de
Julho de 2007.
(Foto Ricardo Stuckert - PR - 05072007G00004)
Já na Amazônia,
existem milhares de comunidades isoladas,
que têm necessidade de ter sua própria energia. Lá,
o ideal é existirem pequenas unidades onde será usado o
extrativismo. Como vocação regional, há
dezenas de tipos de palmeiras e plantas podem produzir biodiesel,
isoladamente, levando a uma integração nacional
(a motivação) com essas comunidades, o que é uma
prioridade para o Brasil com a sua Amazônia
Ameaçada.
No Sul e no Centro-Sul, a
motivação de sua população é
ambiental e voltada para a luta contra o aquecimento global. Em seus
grandes centros, como São Paulo, o ar já está
extremamente carregado com
fuligem - CO2, que é emitida pelos veículos a diesel. Sua
vocação regional é o Agronegócio, com
grandes plantações mecanizadas. Para tal, existem a soja,
o amendoim, o girassol, etc.
Para produzir biodiesel,
também vai-se continuar produzindo alimentos a partir da soja,
sejam grãos ou farelo, necessariamente. A soja é conveniente porque 90 % do
óleo extraído no Brasil hoje vem dela, já estando
o País plenamente aparelhado para a sua produção.
Já o inovador H-BIO lançado pela Petrobras
em maio de 2006 é um óleo diesel com 10 % de
óleos vegetais em sua composição, que
tem a vantagem de eliminar o lançamento de enxofre à
atmosfera. Trata-se de outra revolução energética
brasileira que conquistará o mundo.
Inauguração
da plataforma marítima
P-50 em 21 de abril de 2006.
(Foto Ricardo Stuckert - PR -150.486)
O Brasil passou a ter saldo
comercial (exportações líquidas) acima de US$ 4
bilhões só
em petróleo e seus derivados em 2006.
Passará a ser grande Player
mundial a partir de 2008 com mais de US$ 8 bilhões de vendas
líquidas mundiais anuais, por volta de US$ 180 bilhões em
2015, e acima de US$ 600 bilhões em 2020, a preços (moeda
de hoje) sempre explosivamente crescentes, por haver demanda em alta e
produção mundial em baixa (ver quadro abaixo e Energia).
PRODUÇÃO E EXPORTAÇÃO DE
PETRÓLEO
EM MILHÕES DE BARRIS / DIA
COTAÇÃO MÉDIA ENTRE US$
80 E US$ 400
ANO
|
PROD.
DIÁRIA
|
EXP.
DIÁRIA
|
EXP.
ANUAL
|
US$
BI/ANO A US$ 100
|
US$
BI/ANO A US$ 150
|
US$
BI/ANO A US$ 200 |
US$ BI/ANO
A US$ 300
|
US$ BI/ANO A US$ 400
|
2008
|
1,9
|
0,3
|
109,5
|
10,95
|
16,43
|
21,90
|
-
|
-
|
2009
|
2,2
|
0,3
|
109,5
|
-
|
16,43
|
21,90
|
-
|
-
|
2010
|
2,5
|
0,5
|
182,5
|
-
|
-
|
36,50
|
-
|
-
|
2015
|
5,0
|
2,5
|
912,5
|
-
|
-
|
182,50
|
237,75 |
-
|
2020
|
9,0
|
6,0
|
2.190,0
|
-
|
-
|
-
|
657,00
|
-
|
2022
|
12,0
|
8,0
|
2.920,0
|
-
|
-
|
-
|
876,00
|
1.168,00
|
Projeção de ECONOMIA BR
com 12 mb diários em 2022, considerando-se
baixa demanda interna devido ao uso intensivo de combustíveis
limpos.
Atualizado em junho de 2008 com cotações a US$ 140 por
barril.
No conservador
plano de negócios da Petrobras em 2006 antes do Campo de Tupi
para os anos seguintes, a estimativa era de que a
produção total da companhia no Brasil e no exterior
chegaria 2015 na casa dos 4,5 milhões de barris diários
de petróleo. Ela contava com essa meta a partir da entrada
gradativa de outras unidades produtivas na Bacia de Campos, no Norte
Fluminense.
Até
2006, entraram em produção as plataformas P-43, P-48,
P-50, P-38 e a FPSO de Marlim Sul. Até 2008, outros 10 projetos
entrarão em operação.
Serão investidos US$ 54 bilhões somente até 2010,
sem contar com as ALIANÇAS
que a
PETROBRAS fechou em 2004 com as 3 grandes petroleiras chinesas, o que
poderá
tornar esse valor bastante tímido no futuro. Somente no Brasil,
serão investidos US$ 75 bilhões entre 2007 e 2011.
Paulatinamente, o País poderá passar a fazer somente
venda casada de biocombustíveis já misturados à
gasolina e ao óleo
diesel, com maior valor agregado, antes que terceiros o façam.
O disputado fornecimento desses verdadeiros combustíveis
redutores de carbono também deverá estar associado
à venda de veículos automotores aqui produzidos com
produtos siderúrgicos locais vindos de nosso próprio
minério de ferro, e por indústrias com capitais
eminentemente NACIONAIS.
Com a produção
recorde de 436,8 mt de cana-de-açúcar em 2005/06, o
Brasil confirmou sua posição de líder mundial. Os COMBUSTÍVEIS LIMPOS
representarão enormes oportunidades para o álcool
brasileiro na primeira metade deste Século XXI. As iniciais
são advindas do Japão, da China, dos EUA e do Protocolo
de Quioto.
Como já dito, o setor planeja alcançar em 2011 uma
produção de 650 mt de cana-de-açúcar. O
Governo anunciou ao mundo em julho de 2006 que a safra pode aumentar em
até 4 vezes sem representar queimadas por
terras novas.
PRODUÇÃO E EXPORTAÇÃO
DE ENERGIA RENOVÁVEL
EM MILHÕES DE BARRIS / DIA
EQUIVALENTES DE PETRÓLEO
COTAÇÃO MÉDIA ENTRE US$
80 E US$ 400