Home


A ECONOMIA

BRASILEIRA

HOJE



Lula em Evian - G-8 2003

Presidente Lula durante Encontro do G-8 em
Evian.
Junho de 2003.
(Foto Agência Brasil)






A ECONOMIA BRASILEIRA HOJE


"O Brasil, ao longo do tempo e em diferentes governos, ao marginalizar a educação formal, o ensino profissional e a pesquisa, limitou a modernização, abastardou a competitividade e, em conseqüência, perdeu a visão do desenvolvimento econômico, auto-sustentável, como projeto hegemônico permanente. Perdeu o seu tempo, ao crescer marginalmente, nos últimos 20 anos. Aceitou, assim, a mediocridade do subdesenvolvimento imposto por sistema e hábitos políticos que dominam o Poder Executivo e toda a vida nacional, com visão personalista, cartorial, eleitoreira e de curto prazo.

Nesse quadro, ainda presente, dificilmente se pode esperar, em curto e médio prazos, o benefício de reformas político-institucionais macroeconômicas, capazes de aliviar o peso absurdo do Estado brasileiro sobre a sociedade, e abrir caminho para a modernização e a desburocratização do país, condição para alcançar maior capacitação competitiva, que estimule o crescimento econômico e viabilize a desejada inserção internacional como instrumento da sustentação do crescimento e não fator para o seu aviltamento."
Forum Nacional 2007 - Debates


CRESCIMENTO


O Brasil conseguiu crescer em média 6 % ao ano entre 1930 e 1980 e assim triplicou no período sua participação no PIB mundial. Já entre 1981 e 2006, a economia brasileira perdeu muito de seu dinamismo, expandindo-se apenas 2,1 % ao ano, em média.


A conseqüência foi o país ver encolher de 3,9 % para apenas 2,7 % do PIB mundial nesses 25 anos absolutamente perdidos. O crescimento do País em 2006 foi pífio, de 3,7 %. Já em 2007, o índice chegou a algo como 5,4 %.


Em 2008, mesmo com crise mundial, agravada no 4º trimestre, o Brasil cresceu quase 6 %. Em 2009, a recessão mundial vem sendo acompanhada, porém com menos força e uma reviravolta aconteceu no segundo semestre, o que passou a indicar um crescimento superior a 5% em 2010..


Com o desempenho limitado e conservador do governo Lula desde 2003, as expectativas internacionais em relação à Economia do
BRASIL puderam mudar para melhor, mas somente com visão de longo prazo.



(Clique na imagem abaixo para ampliação)

Mapa-Mundi (1999)

Mapa-Mundi de 1999.



Embora tenha havido gritante erro quanto à elevação da taxa básica de juros SELIC por tempo demasiado entre 2005 e 2008, o atual governo demonstrou capacidade em manter os fundamentos de política macroeconômica para evitar o pior, que teria sido a falta de confiança generalizada a partir de 2003.


N


A situação de risco se repetiu na virada 2008/2009 e os fundamentos salvaram o país de algo pior. Em 2009, a queda da SELIC em doses homeopáticas atrasam a reação da economia, que só veio no segundo semestre.


DÍVIDA PÚBLICA


Isso
em um Estado endividado que ainda absorve quase 40 % de toda a riqueza nacional (PIB) e retém para as suas necessidades incríveis 80 % do crédito disponível, tornando ainda mais caro o restante para a Nação.


O governo conseguiu em 2005 cumprir com folga a meta acordada com o Fundo Monetário Internacional (FMI) para o superávit público primário - em 6,3 % ao ano, maior que os 4,25 % inicialmente acordados.


Em março de 2005, foi anunciado que o acordo terminara e não seria mais revisto. De fato, em dezembro de 2005, o governo anunciou que estava quitando toda a dívida restante com o FMI, no valor de US$ 15,5 bilhões.


Também é interessante notar que o déficit nominal do setor público - superávit primário reduzido pelo pagamento de juros - de 2004 foi de 2,68 % do PIB, menor percentual alcançado desde o início da série do BC, em 1991 (em 2003, foi de 5,08 %).


Não há como negar que, no atual governo, existe um controle visando o equilíbrio entre inflação, contas fiscais e sólidas contas externas, além da redução da relação dívida / PIB, devido à forte redução da parcela corrigida pelo câmbio.


 

DÍVIDA INTERNA DO BRASIL
1994 a 2010


Ano Valor em
R$ Bilhões
Percentual
do PIB - %
1994 153* 30
1995 208 31
1996 269 33
1997 308 34
1998 386 42
1999 517 49
2000 563 49
2001 661 53
2002 881 56
2003
913
58
2004
957
51,8
2005
979,7
46,5
2006
1.093
46,3
2007 1.224,0
43,3
2008
1.250,0
36,0
2009
1.398,0
49,5
2010 *
1.550,0
-
(*) Previsão de ECONOMIA BR em janeiro de 2010.
Dívida pública mobiliária federal interna.




Buscava-se uma redução consistente na relação da dívida interna com o PIB, para menos de 40 % entre 2006 e 2008. Como mostra o quadro acima, seria uma missão difícil se o IBGE não houvesse revisado os valores do PIB Nominal.


Somente em 2006, o aumento do PIB foi de R$ 113,3 bilhões, com um percentual de mais 11,6 %. Ajudou ainda a forte desvalorização do Real na segunda metade de 2008. Mas em 2009, a relação voltou a subir com força, para 49,5%.


A parcela da dívida indexada ao Dólar caiu de 40 % para 12 % em dezembro de 2005, muito mais confortáveis para o país em momentos de crise e especulação dos mercados. No momento em que o Dólar sofria forte ataque especulativo mundial, o Brasil reduzia esse encargo externo.


Em janeiro de 2006, o governo conseguiu não apenas zerar a exposição cambial da dívida pública, mas ficar com um crédito em moeda estrangeira, ficando a parcela do endividamento exposta à variação cambial em - 0,6 % do estoque.


N


Em 28 de novembro de 2009, foi anunciado que o Brasil havia conquistado o direito de ter poder de veto no FMI. Com isso, os países do BRIC passaram a ter o mesmo peso dos países avançados nas reuniões do FMI. A partir daí, somente os BRICs, os EUA, o Japão e os países da União Europeia têm poder de veto sobre as principais decisões do FMI.


Foi decidido que o Brasil passaria a integrar o NAB (Novos Acordos de Empréstimo), com uma contribuição de até US$ 14 bilhões ao Fundo. O NAB é um pool de reservas que tem como finalidade reforçar a capacidade financeira do FMI. É o principal instrumento pela qual o Fundo financia as suas operações de empréstimos.


O NAB foi criado em 1998 e conta atualmente com 26 participantes e uma disponibilidade de recursos de US$ 54,5 bilhões. O novo NAB será 11 vezes maior. O valor total deve ficar próximo a US$ 600 bilhões.


RESERVAS MONETÁRIAS INTERNACIONAIS


As reservas monetárias internacionais líquidas do Brasil fecharam o ano de 2005 em exatos US$ 53,8 bilhões. O país entrou em 2006 sem mais qualquer dívida com o FMI.


O Brasil já encontrava-se em julho de 2007 na 7ª posição entre as maiores reservas monetárias do mundo inteiro, com um total de US$ 150 bilhões, valor alcançado no dia 11 daquele mês. Fechou 2007 já com US$ 180,334 bilhões. Aqui, o Brasil começava a demonstrar ser também um BRIC.


Em 21 de fevereiro de 2008, foi noticiado que os ativos do Brasil aplicados no exterior em janeiro superavam a dívida externa (pública e privada) pela primeira vez em toda a sua história. O Brasil tornara-se credor líquido com um saldo positivo de US$ 4,3 bilhões.



AS 10 MAIORES RESERVAS
MONETÁRIAS MUNDIAIS
  US$ BILHÕES - DEZEMBRO 2008


LUGAR
PAÍS
RESERVAS

China
2.000,000

Japão
977,700

Rússia
435,400

Taiwan
280,680

Índia
245,857

Brasil
207,539

Coréia do Sul
200,500

Cingapura 168,802

Hong Kong
160,557
10º
Argélia
149,806
Mesmo com o agravamento da crise mundial no 4º trimestre de 2008, o Brasil conseguiu mater suas reservas monetárias. O BC precisou vender Dólares à vista no mercado diversas vezes, mas ainda conseguiu aumentar as reservas. O ano de 2008 fechou com US$ 208 bilhões em reservas, que voltaram a crescer com força durante 2009.


Em novembro de 2009, as reservas monetárias brasileiras atingiram a inédita cifra de US$ 238 bilhões. A luta global pela defesa de suas economias em meio a uma grave crise econômica mundaial levou diversos países a se desdobrarem no crescimento das somas de suas reservas.


Mesmo tendo evoluído d
urante o ano de 2009, o Brasil perdeu três posições, passando a ter as 9ªs maiores reservas monetárias mundiais.



AS 10 MAIORES RESERVAS
MONETÁRIAS MUNDIAIS
  US$ BILHÕES - NOVEMBRO 2009


LUGAR
PAÍS
RESERVAS

China
2.273,000

Japão
1.052,600

Rússia
441,700

Arábia Saudita
395,467

Taiwan
347,190

Índia
287,374

Coréia do Sul
270,900

Hong Kong 240,100

Brasil 238,000
10º
Alemanha
184,167




RESERVAS MONETÁRIAS
INTERNACIONAIS LÍQUIDAS
DO BRASIL
2005 a 2010


ANO
US$ BILHÕES
2005
53,8
2006
85,8
2007
180,3
2008 207,0
2009
239,0
2010 *
300,0

(*) Previsão do ECONOMIA BR em dezembro de 2009.
Nossa previsão para 2009 era de US$ 240 bilhões.



DÍVIDA EXTERNA E PIB NOMINAL / PPP


Desde 2003, voltou a haver procura por títulos da dívida externa, como o C-Bond, e o Risco Brasil caiu, consideravelmente, encerrando 2005 com 303 pontos, e 2006 com apenas 193 pontos, recorde de baixa batido em 28 de dezembro. Em maio de 2007, já girava na faixa de 150 pontos, abaixo da média dos países emergentes.


O EMBI+ Brasil mede o risco-país brasileiro e é calculado pelo banco JP Morgan apenas para países emergentes. O indicador é interpretado como um termômetro da confiança depositada pelos investidores estrangeiros na economia de um determinado país. Ele acompanha os juros de uma cesta de títulos da dívida externa de cada país emergente.


Ao marcar 150 pontos, o indicador mostra que a média dos juros desses papéis está 1,5 ponto percentual acima dos títulos americanos. Também significava que o País tende a obter financiamento em condições mais vantajosas à frente.


Em setembro de 2005, o  Brasil  adquiriu no mercado internacional os títulos C-Bond remanescentes. Em seguida, executou um lançamento internacional histórico de títulos em Reais, que em muito melhorou a imagem de solidez do País.


Em 2006, foi anunciada a compra antecipada de todo o estoque de títulos "Bradies"' em poder do mercado, avaliado em US$ 6,64 bilhões. Foram eliminados em 15 de abril todos os títulos associados à reestruturação da dívida externa ocorrida em 1994, à exceção do BIBs, considerados "pré-Bradies", que não possuem cláusula de recompra e que têm hoje estoque de US$ 247 milhões, o que corresponde a menos de 0,4 % do estoque total da dívida externa.


O Tesouro vinha trabalhando para substituir tanto os títulos cambiais quanto os atrelados à SELIC porque sua remuneração é menos previsível do que a paga por papéis prefixados, por exemplo.


A dívida externa caiu em 2005 para US$ 183,2 bilhões. A relação entre dívida externa e PIB que, no fim de dezembro de 2002, estava em 46 %, fechou 2005 em 20,7 % (novo PIB Nominal de US$ 884 bilhões), o menor valor desde 1975, quando essa relação ainda estava em torno de 25 %.


Em março de 2007, o IBGE  anunciou nova metodologia para o cálculo do PIB NOMINAL do Brasil que veio a mudar a história, tendo havido uma revisão dos números para cima entre 2002 e 2005.


Assim, o PIB de 2005, que era tido como de
R$ 1,937 trilhão ou US$ 797 bilhões a um câmbio médio de R$ 2,43, passou a ser de R$ 2,148 trilhões ou US$ 884 bilhões, verificando-se o referido aumento de 10,9 %.


Agora,
com o PIB em 2006 de R$ 2,322.818 trilhões e US$ 1,067 ao Dólar médio de R$ 2,1776, chega-se a uma relação da dívida externa de somente 16 % no ano de 2006.


Em 11 de março de 2008, o IBGE anunciou que o PIB NOMINAL do Brasil tinha crescido 5,4 % em 2007, somando R$ 2,6 trilhões, com 100 % de acerto para a previsão feita pelo ECONOMIA BR em julho de 2007. O PIB atingiu US$ 1,333 trilhão, com o Dólar médio de R$ 1,95. A relação da dívida externa de US$ 197,7 bilhões baixou para 14,8 %.


Também o
PIB pelo método de Paridade de Poder de Compra de 2005 foi elevado para US$ 1,803 trilhão, passando o País a ocupar a posição de 8ª maior economia mundial naquele ano, ultrapassando a Itália.


Já em 2006, com o PIB/PPP
tendo sido elevado para, aproximadamente, US$ 1,880 trilhão, o Brasil passou a ocupar a posição de 7ª maior economia mundial, tendo ultrapassado a França, desta vez.


Calculando-se por este PIB/PPP, a relação da dívida externa em 2006 era de somente 9 %, onde encontrava-se na justa 27ª posição mundial.


A dívida externa do Brasil fechou 2007 com US$ 197,7 bilhões, mas em 2008, as reservas internacionais cobrirão este patamar (ver quadro abaixo). Em janeiro, os ativos do Brasil aplicados no exterior superaram a dívida externa (pública e privada) pela primeira vez em toda a sua história, com um saldo positivo de US$ 4,3 bilhões.


Muitos países antes insuspeitos estão entrando com muita força nesta preocupante relação em muito pouco tempo, em que a grande maioria importa petróleo, mas alguns até o produzem. O crédito mundial é farto e barato, e a liquidez é extrema, por enquanto.



CIA FACT BOOK 2009
AS 10 MAIORES DÍVIDAS
EXTERNAS MUNDIAIS E SUAS
PARTICIPAÇÕES NO PIB (GDP) / PPP
  US$ BILHÕES - 2008


LUGAR
PAÍS DÍVIDA
PIB
DÍVIDA / PIB

Estados Unidos
13.750,0
14.940,0
87 %

Reino Unido
9.041,0
2.236,0
+ 304 %

Alemanha
5.158,0
2.925,0
+ 76 %

França
4.935,0
2.133,0
+ 131 %

Holanda
2.461,0
673,5
+ 265 %

Irlanda
2.356,0
189,0
+ 11.466 %

Itália
2.328,0 1.827,0
+ 27 %

Espanha
2.317,0
1.402,0
+ 65 %

Japão
2.231,0
4.340,0
51 %
10º
Luxemburgo
2.020,0
39,5
+ 50.140 %





27º
Brasil
262,9 *
1.998,0
13 %

* A CIA estimava o Brasil em 2004 erradamente com US$ 219,8 bilhões,
e em 2005 com US$ 211,4 bilhões. De 2003 para 2004, o país caiu de 2º
para 6º colocado. Já em 2005, desceu para a 13ª e, no mesmo ano,
para a  excelente 24ª posição mundial. Em 2006, foi para o 27º
lugar e, em 2007, para o 26º lugar com US$ 230,3 bilhões.
Em 2008, voltou para o 27º  lugar, com 262,9 bilhões.

Dívida Externa da CIA - The World Fact Book 2010.

Wikipedia - List of countries by external debt
Wikipedia - Foreign Exchange Reserves



Outro indicador importante é o tamanho da dívida externa em relação ao valor das exportações. Em dezembro de 1999, a dívida externa era 4,1 vezes superior ao valor das exportações. Caiu para 1,5 vez em 2005 (183,2 / 118,3). Em 2006, caiu mais um pouco, para 1,25 vez (172,0 / 137,5).


Já a relação entre o tamanho da dívida externa e as reservas monetárias internacionais vem apresentando uma reviravolta fantástica a a partir de 2009, sendo a primeira apenas 80% da segunda. Já em 2010, a dívida poderá representar 50% das reservas.



DÍVIDA EXTERNA DO BRASIL
1980 a 2010


ANO

DÍIDA EXTERNA
US$ BILHÕES

RESERVAS
US$ BILHÕES

1980

54

9,6

1990

96

9,4

1994

120

38

1996

142

60

1998

242

44

1999

241

42

2000

236

33

2002

228

36

2003

235

49

2004

203

53

2005
183
53,8
2006
172,5
85,8
2007
197,7
180,3
2008
200,0 210
2009 *
208,0
239
2010 *
210,0
300

(*) Previsões do ECONOMIA BR em dezembro de 2009,
com as Reservas já superiores à Dívida Externa.


Wikipedia - List of Countries by External Debt



Após ter pago antecipadamente suas dívidas com o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Clube de Paris, mudando seu perfil de devedor para credor, a partir de 2008 o Brasil já deveria ter entrado como sócio pleno de 2 associações de credores internacionais : o referido Clube de Paris e a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Em junho de 2009, o Brasil emprestou US$ 10 bilhões ao FMI.


O Clube é uma
entidade informal onde se reúnem os governos credores. Desde 1983, o montante de dívida renegociada nessa entidade alcança US$ 504 bilhões. De seus 19 membros, só a Rússia não faz parte da OCDE, espécie de clube das nações ricas.


Os outros são EUA, Alemanha, Japão, Reino Unido, França, Canadá, Áustria, Austrália, Bélgica, Dinamarca, Finlândia, Irlanda, Itália, Holanda, Noruega, Espanha, Suécia e Suíça.



Vinha favorecendo os investimentos no Brasil o fato de o Federal Reserve (FED) ter aumentado lenta e pausadamente a taxa básica de juros americanos na era de seu presidente Alan Greenspan, que aposentou-se em abril de 2006.


Em 2004, ela subiu 5 vezes, de 1 % para 1,25 / 1,5 / 1,75 / 2 e 2,5 % em dezembro de 2004. Em 2005, ela subiu 7 vezes, para 2,75 / 3 / 3,25 / 3,5 / 3,75 / 4 e 4,25 % em dezembro.
Em 2006, os aumentos do FED continuaram, em 4 vezes, para 4,5 % / 4,75 / 5 % e 5,25 % em junho, quando estabilizou-se por 2006.


Somente em setembro de 2007, o FED reduziu a taxa para 4,75 %, em meio à crise do mercado imobiliário americano. Logo depois, o Euro atingiu sua máxima histórica, de US$ 1,40. Em 31 de outubro, aconteceu outra redução, para 4,5 %. Nesse momento, o Real já ensaiava chegar a uma cotação de R$ 1,60 por Dólar. Com uma última redução, a prime rate  americana fechou 2007 em 4,25 %.


No dia 22 de janeiro de 2008, em uma reunião extraordinária, o FED reduziu os juros básicos em 0,75 % para uma taxa de 3,50 %. Havia incertezas sobre o que FED faria na data regular de reunião, no dia 30, mas uma corrente do mercado já defendia novo corte, de 0,50 ponto percentual, o que ocorreu em seguida, ficando a taxa em 3 %.


Com o agravamento da crise americana, o 1º trimestre de 2008 assistiu a queda dos juros para 2,25 %. No final de abril de 2008, chegou a 2 % e ali ficou com a economia se enfraquecendo, e não subiu para não trazer inflação. Em 28 de outubro, a taxa americana voltou ao 1 % da época de Greenspan. Em dezembro, caiu a um patamar inédito de 0 % a 0,25 %. E lá ficou pelo ano de 2009.


Os pagamentos antecipados da dívida externa e o fato de tornar-se um credor externo líquido são bem vistos por investidores internacionais e contribuíram para a queda do Risco Brasil, e para a obtenção do chamado investment grade (grau de investimentos) das agências de classificação de risco. Uma vez obtido o grau de investimento, o aporte de recursos no Brasil passou a crescer em 2009 como nunca antes.



(Clique no mapa abaixo para ver imagem gigante)

Mapa do Oriente Médio - Pequeno

A explosiva Região do Oriente Médio com o
Iraque ao centro e a pequena Israel a oeste.



CÂMBIO


Em relação à MOEDA, com a crescente entrada de recursos externos no Brasil, a cotação
do Dólar continuou em 2005, 2006, 2007 e ainda no início de 2008 sendo fortemente pressionada para baixo.


O Dólar ultrapassou o piso abaixo de R$ 2,00 em 15 de maio de 2007 pela primeira vez desde 15 de fevereiro de 2001. Isso aconteceu em meio a uma taxa SELIC ainda alta, a uma forte entrada de capital externo, e mesmo com toda a resistência do Banco Central a fim de não prejudicar mais as exportações.


O mercado estimava que o valor real da moeda americana em 2007 seria de somente R$ 1,50. E qual seria esse valor após o
investment grade e suas consequências ? 


No dia seguinte a 15 de maio de 2007, a agência Standard & Poor's elevou a nota da dívida soberana brasileira para "BB+", a apenas um ponto do esperado grau de investimento. Neste dia, o Dólar chegava a R$ 1,95. Em 22 de fevereiro de 2008, pela primeira vez desde 1999, a moeda foi cotada abaixo de R$ 1,70.


Na véspera do feriado de 1º de maio de 2008, a Standard & Poor's (S&P), a agência mais conceituada de risco, deu finalmente o grau de investimento ao Brasil.


Esperava-se com isso uma enxurrada de Dólares no Brasil porque os principais fundos de investimento estrangeiros passaram  ater permissão para investir no Brasil. Pelo regulamento desses fundos, não é permitido investir em países
de risco elevado, aqueles sem grau de investimento.


As empresas brasileiras também passariam a poder pegar empréstimos no exterior a um custo mais barato. A expectativa seria de o Dólar despencar ainda mais, mas daí agravou-se a crise financeira mundial e tudo mudou.


Os Dólares sumiram e o Real foi se desvalorizando fortemente mês após mês em 2008. Ele se estabilizou em R$ 2,40 até o fechamento de 2008, com média anual próxima a R$ 1,90. Em novembro de 2009, já voltara para a faixa de R$ 1,70, com a reação da economia brasileira e a decaída do Dólar no mundo todo.



DÓLAR MÉDIO ANUAL
2004 a 2010



ANO
R$
VAR. %
2004
2,92
-
2005
2,43
- 16,8 %
2006
2,16
- 11,1 %
2007
1,95
- 9,7 %
2008
1,90
- 2,6 %
2009*
2,00
+ 5,3 %
2010 **
1,50
- 25 %

(*) Previsão do ECONOMIA BR em junho de 2009.
(**) Previsão do ECONOMIA BR em agosto de 2009.



COMÉRCIO EXTERIOR


Enquanto havia o movimento especulativo internacional contra o Dólar usando a cesta das 16 moedas mais negociadas no mundo, e entre as principais estaria o Real, pois foi a que mais se valorizou naqueles tempos.


O fato é que eram verificado fortes entradas de capital externo no Brasil entre novembro de 2004 e julho de 2008, forçando a expressiva valorização do Real frente ao Dólar.


O problema é que boa parte desse capital vinha atrás dos altíssimos e mundialmente inconcebíveis juros internos, o que acabava prejudicando as exportações com o Real supervalorizado.


Antes disso, as Exportações, o Comércio Total e o Superávit Comercial vinham atingindo cifras inéditas em um processo que colocou o ano de 2005 como bastante diferente de toda a história comercial brasileira.


Naquele ano,
foram exportados US$ 118,309 bilhões e importados US$ 73,545 bilhões, com um Comércio Total de US$ 191,854 bilhões. Comparado aos US$ 159,275 bilhões de 2004, o crescimento no Comércio Total foi de 20,5 %.


O Superávit Comercial em 2005 foi de US$ 44,764 bilhões e representou um aumento de esplêndidos 32,9 % sobre os US$ 33,693 bilhões de 2004.


A corrente de comércio somou US$ 191,854 bilhões em 2005. Comparada aos US$ 159,275 bilhões de 2004, apresenta expressivo crescimento de 20 %, avizinhando e indicando novo patamar de comércio externo para o País, acima de US$ 200 bilhões ao ano.


O agronegócio mostra-se cada vez mais fundamental para o saldo total da balança comercial brasileira. E essa continuará sendo a tendência ainda por muitos anos à frente, com gigantesco crescimento nesse comércio, tendo a CHINA e a ÍNDIA como principais consumidores
de nosso AGRONEGÓCIO no futuro, tanto o ALIMENTAR quanto o crescentemente importante ENERGÉTICO, ainda mais com a chegada do óleo leve do Pré-Sal.


A China era exportadora líquida de 3 milhões de barris/dia de petróleo por volta de 2001 e em 2005 passou a importar liquidamente 6 milhões de barris/dia. E continuava a crescer acima de 10 % ao ano, como fez em 2006 e 2007, sem quaisquer freios.


Sabe-se que o déficit comercial americano com a China é maior que com a UE e tende a crescer, pois o Iuan chinês era fixo frente ao Dólar por política de seu Governo e ainda encontra-se extremamente defasado.


Embora
bastante pressionada a mudar sua eterna (década de 90) cotação de 8,28 Iuans por US$ 1 - defasada em 40 %, a China manteve-se impassível entre 1994 e julho de 2005, por ser uma grande financiadora do tesouro americano, sua maior garantia contra retaliações.


Sabe-se que em maio de 2005 já dispunha da segunda maior reserva de divisas do mundo, com US$ 609,9 bilhões; a maior ainda era a do Japão. Ao final de 2005, a China já atingia a impressionante cifra de US$ 818,9 bilhões.


Finalmente, em fevereiro de 2006, a cifra foi a US$ 853,7 bilhões e a China passou ao primeiro lugar mundial. Em outubro de 2006, caiu a barreira de US$ 1 trilhão. Em 2008, tal reserva chegou a
US$ 2 trilhões, mas antes da crise mundial


No dia 21 de julho de 2005, terminou o congelamento do Iuan imposto pelo governo chinês, sendo a moeda imediatamente apreciada para 8,11 Iuans por Dólar. Em maio, a China já passara a aceitar fazer negócios com 8 diferentes moedas, mas não mexera nas cotações. Tratou-se de pura "maquiagem", pois em outubro de 2005 o Iuan desvalorizara-se apenas 3,5 %, estando a 8 Iuans por Dólar.



Com os grandes déficits orçamentário, comercial e em conta corrente dos EUA, além da grande crise do setor financeiro, o mundo tem reagido com menos confiança na moeda americana, situação que tende a agravar-se mês a mês.


O déficit dos EUA em conta corrente só
em 2004 foi de US$ 413 bilhões e o déficit comercial foi recorde em U$ 617,6 bilhões (chegando a US$ 723,6 bilhões em 2005). O ano de 2006 teve novos recordes e uma crise ficava mais próxima. O déficit em conta corrente ficou entre US$ 800 e 900 bilhões e o comercial se repetiu.


Ver mais em A Hegemonia dos EUA e os Biocombustíveis.



O
G-8 vinha "recomendando" desde setembro de 2003 que países como o Japão (além de Europeus e Asiáticos) evitassem continuar mantendo suas moedas desvalorizadas frente ao Dólar.


Assim, eles deveriam perder força em exportar para os EUA, abrindo novos espaços no mercado consumidor americano, de longe o maior do mundo atual, para quem pudesse manter-se "atrelado" ao Dólar (a China).



O atual desempenho comercial brasileiro também tem grande apoio evolucionário com a recente Reforma Tributária, embora ainda inacabada. Esse fator, acompanhado de uma boa política macroeconômica e de forte promoção comercial, poderão levar o país a obter saldos muito superiores em sua balança comercial.


Houve drástica redução do déficit do balanço de pagamentos (resultado de balança comercial, viagens internacionais, pagamento de juros e remessas de lucros e dividendos) do país e reversão para superávit a partir de junho de 2003, o primeiro em dez anos.


De fato, com o formidável desempenho das exportações, converteu-se o déficit em conta corrente de 4,6 % do PIB em 2001 em um superávit de 0,82 % em 2003, com US$ 4,177 bilhões.


Em 2004, esse superávit das transações correntes da balança de pagamentos do país dobrou e atingiu 1,94 % do PIB, com U$ 11,669 bilhões. Este foi o melhor resultado da História, estando totalmente baseado no expressivo superávit da balança comercial.


A conta de transações correntes (soma de comércio exterior, viagens internacionais, pagamentos de juros e remessas de lucros e dividendos) registrou superávit de US$ 2,592 bilhões em julho de 2005, tendo sido o melhor resultado mensal desde 1947, ano de início da série histórica. O motivo do aumento foi o resultado da balança comercial, que passou de superávit de US$ 3,466 bilhões para um saldo de US$ 5,012 bilhões.


Em 2005, as contas externas brasileiras acumularam superávit de US$ 14,2 bilhões, o que  eqüivaliaa 1,79 % do PIB.



SUPERÁVIT  E DÉFICIT
NA CONTA DE
TRANSAÇÕES CORRENTES
2002 a 2009


ANO
US$ BILHÕES
% do PIB
2002
- 7,637
- 1,66
2003
+ 4,177
0,82
2004
+ 11,738
1,94
2005
+ 14,199
 1,79
2006
+ 13,621
1,27
2007
+ 3,555
0,27
2008
- 29,000
-
2009 *
- 18,000
-

(*) Previsão do ECONOMIA BR em novembro de 2009.



O Brasil estava em 2008 na 3ª posição entre os países em desenvolvimento que mais receberam Investimento Estrangeiro Direto (IED), ficando atrás apenas de China e Hong Kong. Mesmo considerando os países desenvolvidos, que são os maiores receptores de IED no mundo, o Brasil aparece na lista dos 10 principais destinos desses recursos.


Em 2006, foram recebidos US$ 18,782 bilhões. Já e
m 2007, entraram US$ 34,585 bilhões, enquanto a China recebia US$ 67 bilhões. O Brasil só perdeu para a Holanda, em 2007, na classificação de país que mais crescimento teve no IED, com um crescimento de 84 % sobre o ano anterior (US$ 18,782 bilhões).


A previsão para 2008 era de até US$ 40 bilhões, mas o Brasil bateu o recorde de US$ 45,06 bilhões de IED, mas esse volume caiu drasticamente em 2009, para algo como apenas US$ 25 bilhões.



P-50

Inauguração da plataforma marítima
P-50 em 21 de abril de 2006.
(Foto Ricardo Stuckert - PR -150.486)




A área mais promissora para as exportações é a de ENERGIA. E o Brasil já é auto-suficiente em PETRÓLEO, iniciando-se em maio de 2005 como exportador líquido e com previsão de vir a ser um grande Player mundial a partir de 2010 com o real início da exploração da mega-província do Pré-Sal.


A plataforma P-50, inaugurada em 21 de abril de 2006, é que trouxe a real auto-suficiência ao País, com seus 180 mil barris diários de óleo.


INFLAÇÃO


A inflação medida pelo IPCA fechou 2005 em 5,69 %
, devido à enorme taxa de juros básica do país. Passaram a influir menos os preços com correção administrada pelo governo. Como são corrigidos pelo IGP, que fechara 2005 em apenas 1,5%, a pressão para 2006 foi bastante reduzida.


Apostava-se em uma inflação inferior a 4% para 2006, mas ela superou as expectativas, fechando em inédita faixa de 3,14 % no ano. Em 2007, ela ficaria próxima a 4%. Fechou 2008 em 5,9%, dada a forte queda do Real.


Em 2009, ela fechou em 4,3%, devido à contração geral, valorização do Real e baixa da SELIC para 8,75%.


SELIC E JUROS



Aguardava-se a queda da SELIC (taxa básica de juros) para até 14 % em 2006, o que deveria ter ocorrido em 2004. A SELIC teve entre setembro e dezembro de 2004 uma elevação para 16,25 - 17,50 %, após ter permanecido em 16 % entre abril e agosto de 2004. Em fevereiro de 2005, já encontrava-se em 18,75 %, e subiu mês a mês até maio, quando atingiu 19,75 %.


Manteve-se neste patamar de junho a agosto, e em setembro veio a primeira queda, para 19,50 %. A quarta queda foi em dezembro, para 18% ao ano.


Em janeiro de 2006, a queda foi para 17,25%, em março 16,5 %, em abril  15,75 %, retornando ao mesmo patamar de março de 2001, em maio para 15,25 %, em julho para 14,75%, em agosto para 14,25 %, em outubro para 13,75 %, e em novembro para 13,25 %,
tendo sido esta a décima-segunda queda.


Diminuindo o passo para apenas 0,25 % de redução em cada reunião, o COPOM reduziu a taxa SELIC para 13 % em janeiro de 2007, em março para 12,75 %, em abril para 12,5 %. Em junho, voltou o passo de 0,5 %, e a taxa baixou para 12 %.


Em julho de 2007, foi mais 0,5 %, caindo a SELIC para 11,5 % ao ano. Com a crise internacional e um repique na inflação, o passo baixou para 0,25 % em setembro de 2007, chegando a taxa a 11,25 %. A partir de dezembro, houve uma parada de reavaliação. Entre dezembro de 2005 e setembro de 2007, a SELIC caiu 6,75 pontos percentuais.


Com a inflação dando repiques pelo mundo em 2008, em março de 2008 o COPOM aumentou a SELIC em 0,5 %, indo de volta para 11,75 %, e em junho foi a 12,25 %, com tendência de mais altas. Isso se confirmou em julho, com mais 0,75 %, indo a taxa básica a 13 %. Em setembro, subiu mais 0,75 %. Enquanto o mundo já baixava os juros, o COPOM imaginava um outro mundo. Fechou 2008 em 13,75 %.


Logo em janeiro de 2009, o sempre atrasado COPOM reduziu a SELIC em 1 ponto % para 12,75. Assustado com a recessão iminente, reduziu mais 1,5 ponto % em março, para 11,25 %. O patamar de 9 % no fim de 2009 era até conservador e as despesas do governo central com juros poderiam afundar. A SELIC chegava a 8,75 % já em agosto de 2009 e se estabilizava.


Com os elevados patamares anteriores, a economia ficou durante 2005 e 2006 em uma espécie de recessão velada na hora errada, já que o mundo inteiro crescia bastante - tempo perdido que não volta mais. Já 2007, foi um tanto diferente e muito mais promissor, mas os melhores efeitos só deveriam vir em 2008, bem no meio da crise mundial.


Enquanto isso e por conta disso tudo, o sistema financeiro vinha obtendo lucros nunca obtidos na história; ao mesmo tempo, o país inteiro patinava com baixa governabilidade. Em 2006, as despesas com juros atingiram incríveis R$ 160 bilhões. Em 2008, chegaram a 
R$ 162,3 bilhões.



DESPESA COM JUROS
GOVERNO CENTRAL

2000 a 2009


ANO
R$ Bilhões
% do PIB
Var. %
/% PIB
2000
77,9
6,61
-
2001
86,4
6,64 -
2002
114,0
7,71
+ 16 %
2003
144,2
8,54 + 11 %
2004
128,3
6,61
- 23 %
2005 157,1
7,32 + 11 %
2006
160,0
6,75
- 8 %
2007
159,5
6,14
- 9 %
2008 162,3
5,99
- 2 %
2009 *
146,0
4,70
- 22 %

(*) Previsão do ECONOMIA BR em março de 2009.
Redução pode ser maior, dependendo do COPOM.


N


CRÉDITO, POUPANÇA E INVESTIMENTO


O Brasil necessita ainda avançar muito em seu sistema financeiro, porque a participação do crédito bancário no PIB era de somente 39,7% em 2008. Já o total de operações de crédito no Brasil passou a somar R$ 1,410 trilhão em 2009, com crescimento de 14,9% no ano.


Este resultado representava 45% do PIB. 
Os juros ao consumidor final  no Brasil são extorsivos, sendo a taxa média cobrada para pessoas físicas de 42,7% ao ano em dezembro de 2009.


Enquanto isso, o crédito nos EUA chega a 250% do PIB e na China chega a 150 %. Já na Coréia do Sul e no Japão, a participação é de 100 % do PIB. Até o Chile beira os 70 %. Somente taxas de juros civilizadas e produtivas levarão o país ao desenvolvimento econômico e social.


Isso deveria ter sido
enfrentado pelo governo, muito mais do que com o incentivo ao microcrédito, e somente buscando consultoria técnica do FMI para contrapor-se aos Bancos.


A baixa taxa de investimento (em relação ao PIB) é outro e o maior entrave a ser desmontado, pois será ideal para alavancar a economia quando chegar a 25 % (para crescimento anual acima de 5 %), o que poderá ser conseguido até 2012. A China tem hoje uma taxa de investimento superior a 36 %.



Em março de 2007, o IBGE  anunciou nova metodologia para o cálculo do PIB NOMINAL do Brasil, tendo havido uma revisão dos números para cima entre 2002 e 2005, com reflexos no PIB de 2006.


Com isso, o crescimento do PIB de 2006 aumentou de 2,9 % para 3,7 %. O PIB de 2005 aumentou de 2,3 % para 2,9 %. O de 2004, aumentou de 4,9 % para 5,7 %; o de 2003 foi recalculado de 0,5 % para 1,1 %; e o de 2002 saiu de 1,9 % para 2,7 %. A previsão de crescimento para 2007 saltou logo para 4,5 %. O ano de 2007 fechou com aumento do PIB em 5,7 %.


Os novos resultados do PIB mostraram que houve redução da proporção de investimento na economia brasileira. A taxa de investimentos caiu de 20,6 % para apenas 15,3 % em 2005, com o novo cálculo. Já em 2007, ela atingiu 17,5 %, indo a 19 % em 2008.



TAXA DE POUPANÇA BRUTA
2003 a 2009


ANO
% do PIB
Var. %
2003
16,0
-
2004
18,5
+ 15,6 %
2005 17,3
- 6,5 %
2006
17,6
+ 1,7 %
2007
17,5
- 0,6 %
2008
16,9
- 3,4 %
2009 *
16,5
- 2,4 %

(*) Previsão do ECONOMIA BR em março de 2009.



TAXA DE INVESTIMENTO
2003 a 2009


ANO
% do PIB
Var. %
2003
15,3
-
2004
16,1
+ 5,2 %
2005
15,9
- 1,2 %
2006
16,5
+ 3,8 %
2007
17,6
 + 6,7 %
2008
19,0
+ 7,9 %
2009 *
18,0
- 5,3 %

(*) Previsão do ECONOMIA BR em março de 2009.



No Brasil, existia um mito ou tabu de que para crescer era preciso mais inflação, o que não é verdade. O que impedia o crescimento era o baixo volume de investimentos em toda a economia.


Todos esses fatores, apoiados pelas reformas estruturais (tributária, previdenciária, trabalhista e do sistema judiciário), pela nova Lei de Falências e pela recente mudança na legislação do sistema financeiro, com uma futura autonomia do Banco Central, aos poucos, criariam condições propícias à maior atração de investimentos produtivos estrangeiros, ao maior volume de comércio de produtos e serviços, a maiores capitais para financiamento, e à abertura de novos caminhos para uma grande retomada da economia brasileira ainda a partir de 2007.


Acrescente-se ainda a quase remota possibilidade de novos acordos comerciais e de integração econômica com diferentes países e grupos regionais serem efetivados.


Nesse sentido, o Brasil procurou formalizar uma Aliança Estratégica com a CHINA em maio de 2004, que até hoje pouco produziu.
Enquanto isso, em outubro de 2005, a Venezuela anunciou sua entrada no Mercosul, mas que só tem trazido problemas políticos.




AS QUEDAS DO PIB BRASILEIRO


O Produto Interno Bruto - PIB - do Brasil teve uma queda acentuada nos últimos anos. Em março de 2007, o IBGE anunciou um novo cálculo. Pela nova metodologia, houve uma revisão dos números para cima entre 2002 e 2005, vindo a refletir em melhora acentuada em 2006.


Saindo do 8º lugar mundial em 1998, o PIB nominal brasileiro caíra para a 15ª posição em 2003 e vinha subindo até a 10ª posição em 2006, fato corroborado pelos novos cálculos. Já em termos de PIB/PPP, subiu para a impressionante 7ª posição em 2006. Todo o sobe e desce ocorreu por
ironia do destino e revisão metodológica.


Durante os anos 80 e 90, o Brasil acostumou-se a estar sempre entre as 10 maiores economias do mundo, que tem hoje 192 PAÍSES, permanecendo por muito tempo como a 8ª economia e com grande tendência de melhorar de posição, devido às suas mundialmente reconhecidas potencialidades de Gigante Econômico.


Entretanto, com o fracasso econômico da era FHC e anteriores (inflação explosiva), grande endividamento externo e interno, e expressiva desvalorização cambial, com sua franca e definitiva liberação a partir de 1999, as tendências positivas foram adiadas e a economia caiu muito em comparação com o resto do mundo, embora tenha se mantido internamente sem forte queda (ver abaixo GDP X PPP).


Até 1998, o Brasil ainda ocupava a 8ª posição
, com Produto Interno Bruto pelo método NOMINAL (PIB ou GDP - Gross Domestic Product) de US$ 788 bilhões, mas foi largamente ultrapassado por Canadá e Espanha em 1999, México em 2001 e Coréia do Sul em 2002, passando assim a ser a 12ª maior economia mundial, devido à mencionada expressiva desvalorização de sua moeda em 1999 e à recessão continuada.


A partir da conversão NOMINAL das taxas oficiais de câmbio, costumava-se calcular
o PIB das Nações. Entretanto, para o objetivo de comparar-se economias com realidades totalmente diferentes, tal método vem caindo em desuso por não refletir a realidade sobre a situação dentro de cada País.


Por esse método, em 2003, o Brasil foi ultrapassado pela Índia, Holanda e Austrália, caindo mais três posições no ranking mundial, atingindo o inédito 15º lugar mundial, com US$ 493 bilhões.


O PIB brasileiro, caso tivesse se desenvolvido a contento nos anos 80 e 90, já poderia estar hoje em mais de US$ 5 trilhões, metade do PIB dos EUA, e seu patamar de direito.


Mas nem tudo estava perdido, pois na queda é que se aprende as lições. Isso é tudo conjuntural. Não foram os outros que avançaram, o Brasil é que recuou por seus próprios erros e correções de rota. Isso deve ficar bem claro.



O PIB brasileiro já em 2004 deu uma virada, e atingiu US$ 605 bilhões, devido à recente e progressiva desvalorização do Dólar e ao crescimento da economia, de 5,2 %. Com isso, O País recuperou 3 posições, passando Índia, Coréia do Sul e Holanda, e voltando à 12ª posição.


A presente situação é tão conjuntural que a cotação do Dólar médio anual caindo para R$ 2,43 em 2005 fez o PIB voltar à 10ª posição mundial.


Pois em 2005, o Brasil atingiu um PIB de US$ 884 bilhões, ou
R$ 2,148 trilhões a um câmbio médio de R$ 2,43.


Ultrapassou México e Austrália. A Holanda sumiu do mapa dos 15 maiores. A Rússia acompanhou o crescimento do Brasil bem de perto.


Já o PIB NOMINAL de 2006 foi de R$ 2,322.818 trilhões e US$ 1,066.687 trilhão ao dólar médio de R$ 2,1776. Frente ao PIB mundial de US$ 47,915 trilhões, o Brasil participou com apenas 2,2 %. Dentro das 10 maiores economias mundias de então, com PIB total de US$ 33,152 trilhões, o Brasil tinha somente 3,2 % de participação.


Em 11 de março de 2008, o IBGE anunciou que o PIB NOMINAL do Brasil tinha crescido 5,7 % em 2007, somando R$ 2,6 trilhões, com 100 % de acerto para a previsão feita pelo ECONOMIA BR em julho de 2007. O PIB atingiu US$ 1,332 trilhão, com um dólar médio de R$ 1,95.


N


Em 2008, o PIB NOMINAL cresceu 5,1 %, somando R$ 2,9 trilhões, atingindo US$ 1,554 trilhão, com um dólar médio de R$ 1,86. Para 2009, o ECONOMIA BR previa em agosto que ele permaneceria no mesmo patamar, a US$ 1,570 trilhão, com um dólar médio de R$ 2,00. Já 2010 será  o ano de crescimento com forte valorização do real frente ao dólar e PIB bem mais forte.



NOVOS NÚMEROS PARA O
PIB NOMINAL BRASILEIRO

R$ TRILHÕES E US$ TRILHÕES
2000 a 2010



ANO
R$ TRI
US$ TRI
2000
1,179.482
-
2001 1,302.136
-
2002
1,477.822
-
2003
1,699.648
0,493
2004
1,941.498
0,665
2005
2,147.943
0,884
2006
2,322.818
1,067
2007
2,597.611
1,332
2008 *
2,889.719
1,554
2009**
3,140.000
1,570
2010 ***
3,490.000
2,327

(*) Previsão do ECONOMIA BR em dezembro de 2008 foi
de R$ 3 trilhões, prevendo dólar médio de 2008 a R$ 1,86.

(**) Previsão do ECONOMIA BR em junho de 2009,
prevendo dólar médio de 2009 a R$ 2,00.

(**) Previsão do ECONOMIA BR em agosto de 2009,
prevendo dólar médio de 2010 a R$ 1,50.



Com melhor crescimento da economia em 2006, o Brasil poderia ter ultrapassado Espanha e Canadá, e vindo a retomar seu histórico lugar de 8ª maior economia mundial. Em seguida, deveria rumar para tomar os lugares dos 4 Países europeus restantes (Itália, França, Reino Unido e Alemanha), além do Japão, juntamente com Rússia e Índia, os outros BRICs junto com a China.



AS 15 MAIORES ECONOMIAS
MUNDIAIS ENTRE 2003 E 2006
PIB NOMINAL
US$ BILHÕES


LUGAR
PAÍS 2006
2005
2004
2003

Estados Unidos
13,262
12,760
11,757
10,857

Japão
4,464
4,960
4,780
4,291

Alemanha
2,890
2,600
2,734
2,386

China
2,554
2,230
1,543
1,381

Reino Unido
2,358
2,280
2,113
1,752

França 2,227
2,112
2,026
1,732

Itália
1,841
1,735
1,669 1,459

Canadá
1,273
1,047
957
851

Espanha
1,217
1,046
971
819
10º
Brasil
1,066
884
665
493
11º
Rússia
975
765
535
419
11º
Coréia do Sul
877
727
582
521
12º
Índia
854
753
594
510
13º
México
811
757
649
612
15º
Austrália
744
650
622
508

Dados do IBGE.
Valor do PIB de cada País convertido em
Dólar, compensada a projeção de inflação.

PIB NOMINAL do Brasil já com a nova metodologia
do 
IBGE anunciada em março de 2007.


Wikipedia - List of countries by future GDP estimates_- Nominal



Porém, é muito mais importante lutar para exportar como um grande Player, acumulando grandes saldos comerciais. Este é o grande caminho.


Visto todo esse sobe e desce do PIB Formal, pode-se concluir que a
forma mais justa de cálculo do Produto Interno Bruto - PIB (GDP - Gross Domestic Product), de um País é através da Paridade de Poder de Compra (PPP - Purchasing Power Parity), o que já é consenso em todo o mundo atual, inclusive para o Banco Mundial e para a CIA, em seu "The World Fact Book" (NOTA), fonte do Governo dos Estados Unidos.


Para o Banco Mundial, o Brasil manteve em 2005 a 9ª posição mundial, com US$ 1,627 trilhão e a diferença para o então 8º colocado, a Itália (com PIB de US$ 1,668 trilhão), caíra para apenas US$ 41 bilhões.


Entretanto, o PIB do Brasil foi recalculado com a nova metodologia
do IBGE anunciada em março de 2007. Com isso, seu PIB pelo método de Paridade de Poder de Compra de 2005 foi elevado para US$ 1,803 trilhão, passando o País a ocupar a posição de 8ª maior economia mundial naquele ano, ultrapassando a Itália.


Já em 2006, com o PIB
tendo sido elevado para, aproximadamente, US$ 1,880 trilhão, o Brasil passou a ocupar a posição de 7ª maior economia mundial, tendo ultrapassado a França, desta vez.


Ainda em 2006, o Brasil ficou a apenas US$ 24 bilhões de também ultrapassar o Reino Unido e transformar-se na 6ª maior economia do mundo.
Entretanto, em poucos anos, o Brasil poderá chegar também à 5ª posição. É possível (e inescapável) ver que só restarão EUA e CHINA na frente até 2020.



AS 10 MAIORES ECONOMIAS
MUNDIAIS - 2005 E 2006
PELO BANCO MUNDIAL
PIB (GDP) / PPP
US$ TRILHÕES


LUGAR
PAÍS 2006
2005

Estados Unidos
12,980
12,409

China
10,000
8,573

Japão
4,220
3,944

Índia
4,042
3,816

Alemanha 2,585
2,418

Reino Unido
1,903
1,927

Brasil
1,880
1,803

França
1,871
1,830

Itália
1,727
1,668
10º
Rússia
1,723
1,560

Tabela baseada em dados do Banco Mundial.
PIB/PPP do Brasil já com a nova metodologia
do 
IBGE anunciada em março de 2007.


Wikipedia - List of countries by GDP - PPP



AS 10 MAIORES ECONOMIAS
MUNDIAIS - 2008
PELA CIA
PIB (GDP) / PPP
US$ TRILHÕES



LUGAR
PAÍS 2008

Estados Unidos
14,940

China
7,992

Japão
4,340

Índia
3,304

Alemanha 2,925

Rússia
2,271

Reino Unido
2,236

França
2,133

Brasil
1,998
10º
Itália
1,827

PIB (GDP) / PPP da CIA - The World Fact Book 2010.
Dados do BRASIL.



Veja em DEFESA BR qual é o destino traçado para o Brasil neste Século XXI frente ao mundo. E aqui em ECONOMIA BR, entenda como será A Economia Brasileira no Futuro e como fará para conquistar um PIB de US$ 6 trilhões até 2020, a valores atuais, encaixando-se com orgulho no quadro acima.


O Brasil poderá ser a 3ª maior potência mundial em até 2 décadas, de acordo com estudos do próprio Pentágono (Defesa dos EUA), somente sendo ultrapassado pelos EUA e pela gigantesca, porém problemática e cada dia mais dependente,
CHINA.


Para tanto, terá que apoiar-se, desde já em duas pernas fortes, seu gigantesco Mercado Interno e As Exportações Brasileiras, principalmente as do Agronegócio, que juntos trarão a verdadeira e justa riqueza social de que tanto necessita.



FORÇA DE TRABALHO EM 2007
MILHÕES DE TRABALHADORES


LUGAR
PAÍS FORÇA
POPULAÇÃO
% FORÇA

China
798,0
1.321,9 60 %

Índia
509,3
1.129,9 45 %

Estados Unidos 151,4
301,1 50 %

Indonésia
108,2 234,7 46 %

Brasil
96,3 190,0 51%

Rússia
73,9
141,4 52 %

 Bangladesh
68,0
150,4 45 %

Japão
66,4
127,4
52 %

Nigéria
49,0
135,0 36 %
10º
Paquistão
48,3
164,7
29 %




  Continua com os links acima.


Veja os INDICADORES ECONÔMICOS do Brasil.





FONTES & LINKS



CIA - The World Fact Book 2009

BCB - Indicadores Econômicos Consolidados

IBGE - Novo Sistema de Contas Nacionais - 2000 a 2005

FED - The Federal Reserve System (pdf - 15,24 Mb)

BIS - Central Bank Websites

Wikipedia - List of Countries by Foreign Exchange Reserves

Wikipedia - Foreign Exchange Reserves




Home