A ECONOMIA
BRASILEIRA
ONTEM
A HISTÓRIA
No final do Século XV, os reis portugueses lançaram uma inédita e gigantesca expedição com 13 caravelas e 1.500 homens em busca das Índias e da rica China, no Oriente, preocupados em abrir novas rotas de navegação para seu comércio, praticamente impedido por terra com a tomada de Constantinopla pelos Turcos Otomanos.
O comércio mundial de então era dominado pelos Muçulmanos e Venezianos, os quais detinham o monopólio das vias e meios de transporte.
Na época, também desejavam descobrir terras distantes que lhes trouxessem novas riquezas; e delas já tinham conhecimento, pois haviam sido observadas por navegantes a oeste do Atlântico Sul.
Além disso, poucos anos antes, os espanhóis haviam atravessado o Oceano Atlântico e encontrado a oeste um novo Continente, que chamaram de América (Américo Vespúcio).
Relembre-se que a glória pela odisséia é toda de Cristóvão Colombo, que desembarcou nas Bahamas em 1492, fundou Espaniola no Caribe, fez 4 viagens a esse novo mundo e morreu esquecido. Ele iniciou a Era dos Descobrimentos.
Finalmente, em 1500, os portugueses "perderam-se" no Atlântico e foram para sudoeste, onde encontraram o Brasil. Com essa descoberta, passaram a retirar madeiras (uma delas é a origem do nome Brasil), e, com o tempo, colonizaram o novo território, colhendo diversas especiarias e ouro, muito ouro, com o qual enriqueceram e, gastadores, usaram para pagar o que compravam dos agora poderosos ingleses.![]()
Mapa das Grandes Viagens, desde Marco Polo à China.
Já em 1578, o historiador português Gabriel Soares de Sousa, deslumbrado pela grandeza e riqueza geográfica do Brasil, assim marcou sua impressão no livro "Tratado Descritivo do Brasil":
"Está capaz para edificar nele um
grande império, o qual, com pouca
despesa destes reinos, se fará tão
soberano que será um dos Estados
do mundo".
No final, somente os ingleses continuaram mais e mais ricos e entraram na Era da Revolução Industrial.
Dos Séculos XVI ao XVIII, o Brasil Colonial foi considerado apenas um mercado de menor importância, pouco consumidor, além de razoável fornecedor de alimentos e de matérias-primas para a promissora indústria inglesa e européia e, depois, a nascente americana já no Século XIX.
Todos enriqueciam, enquanto o Brasil somente lhes fornecia matéria-prima, praticamente, em "troca por espelhos".
A Revolução Industrial evoluiu na Europa com o fim do Absolutismo, desencadeado com a Revolução Francesa de 1789, a qual inspirou a Inconfidência Mineira, do Mártir Brasileiro Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes. Havia um sonho de acabar com toda essa dependência aviltante.![]()
No Século XVIII, as Américas estavam
divididas em vários Vice-Reinados.
O Brasil veio a conseguir sua relativa Independência de Portugal em 1822 e transformou-se em um Império, só que da mesma família real, em uma estratégica manobra de inquestionável esperteza, a qual deve ter sido interessante à época.
A Proclamação da República só chegou em 1889. A Imigração já era bastante incentivada, fato que veio a barir novos caminhos, com novos conceitos.
Tempos depois da Europa, a Revolução Industrial chegou aqui no final do Século XIX graças aos imigrantes europeus e inspirou uma perversa oposição entre o trabalho e o capital, antes desconhecida.
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Modelo de Fábrica da Revolução Industrial.
No início do Século XX, houve a 1ª Guerra Mundial, que mudou a humanidade e novas ideologias cresceram no mundo, como o Comunismo, o Nazismo e o Fascismo. Aqui prosperou o Estado Novo (2) da Era Vargas (2) (3).
Pressionado pelos EUA e a opinião pública interna, o ditador Getúlio Vargas cedeu e o País entrou na 2ª Guerra Mundial (2) (3) (4) contra os Nazistas, participando da vitória aliada na Europa.
Com esse processo, foram criadas a CSN e a CVRD. Já em 1953, foi criada a PETROBRAS, ainda na Era Vargas, que acabou logo depois.
WORLD WAR II IN EUROPE (04:24 MIN)
Em seguida, veio a Era JK, com a posse do Presidente Juscelino Kubitschek (2) em 31 de Janeiro de 1956. Ele foi o grande incentivador da industrialização, começando com a automobilística.
Sua grande obra foi Brasília (2) (3), que teve o mérito de levar a Nação para dentro de si, geograficamente.
A partir daí, novas regiões passaram a ser colonizadas e sua agricultura nasceu para o que hoje começa a ser visto como a maior área disponível ao Agronegócio em todo o mundo. Um exemplo desse potencial foi a criação do Pró-Álcool em 1975.
A 2ª metade do Século XX começou assistindo a um mundo dividido em dois, com a Guerra Fria (2) (3) (4) entre os EUA - Capitalismo e a União Soviética - Comunismo, com a corrida espacial ao fundo, e terminou envolto na Globalização e na Hegemonia econômica e militar dos EUA.
COLD WAR AND SPACE RACE (09:58 MIN)
Enquanto isso, como parte da Guerra Fria, o Brasil passava por um período difícil, marcado pela Revolução de 1964 (2) e governos ditatoriais, indo até a Constituição Federal de 1988.
Já no Século XXI, o Brasil busca sua inserção internacional e também faz parte dos Países emergentes que não aceitam mais os US$ 300 bilhões anuais de subsídios à agricultura dos EUA e da União Européia (UE), os dois maiores mercados consumidores da atualidade, sem considerar-se a China.
Com uma das maiores agriculturas do mundo - e será a maior neste novo Século - o Brasil arregimentou um grupo de países heterogêneos que fez paralisar a Organização Mundial do Comércio (OMC) em setembro de 2003.
Brasil, China e Índia, (Países Baleias) conseguiram quebrar a rigidez e a intolerância dos Países ricos e trazer novo alento aos Países pobres. Sua luta poderá permitir que em algum momento atinja-se a flexibilização do comércio agrícola mundial.
É nessa situação que se enquadra o Brasil atual. Enquanto procura o mundo para exportar com todo seu vigor, formalizando diversos, o País prepara-se para ser a grande potência mundial no AGRONEGÓCIO, o alimentar e o energético, em um futuro de seca generalizada no Planeta causada pelo crescente "Aquecimento Global".
Como os Portugueses descobriram o Brasil e ultrapassaram Muçulmanos e Venezianos no início do Século XVI, agora o Brasil procura encontrar-se e atingir seus novos caminhos no Século XXI.
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Precisa vencer as resistências de monopólios Americanos e Europeus, sem ter que render-se mais por baixos preços de suas matérias-primas, que são cada dia mais raras e preciosas à humanidade.
Precisa aprender de vez como incluir cada vez mais valor agregado a tudo aquilo que exporte, gerar renda e empregos aqui, antes de sustentá-los lá fora, somente vendo outros Países que, de fato, são nossos dependentes, enriquecerem e conseguirem nos deixar para trás.
Este é o desafio que se apresenta e será vencido pelo Brasil.
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Vista aérea do Rio de Janeiro, com
Corcovado (1º) e Pão-de-Açúcar (2º).